terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Aeolian Race


Aeolian Race - Landlocked Nation (2009)

Galera, estou preparando um mega post, que está me dando um trabalhão danado, e talvez só fique pronto lá pro fim do mês. Enquanto isso, vou deixar aqui um discaço totalmente excelente, que pesquei na grande rede nos últimos meses: trata-se do ‘Landlocked Nation’, da banda americana Aeolian Race – Adam Abrams (baixo e vocais), Mike Elliott (guitarra e vocais) e Andrew Nicklas (bateria e percussão). Mais um power trio... hehehe

Na página deles no MySpace a gente pode encontrar algumas boas informações e até uma excelente entrevista, mas não dá pra saber se continuam na ativa ou não – a última entrada data de 07/01/10 –; mas o que interessa é esse disco, que traz um som bem calcado no que o Pink Floyd fazia no início da carreira (até o ‘Meddle’), dosando muitíssimo bem prog, psicodelia e space rock, com pitadas generosas de rock alternativo e shoegaze. Posso dizer que todas as músicas são muito boas e deve agradar (muito!) a todos os freqüentadores do blog. Pena que só achei o disco ripado em 128k e só consegui uma imagem pequena da capa, nada mais, mas vale a pena, porque este disco foi para mim uma excelente surpresa!
Divirtam-se!

NOVO LINK! (re-up em 15/07/12)
Link nos comentários / Link on comments

sábado, 8 de janeiro de 2011

The Pineapple Thief (atualização)

Em 22 de abril de 2009 eu postei todos os discos de estúdio do The Pineapple Thief lançados até então. Agora, quase dois anos depois, estou fazendo uma mega-atualização: além do totalmente excelente ‘Someone Here Is Missing’, lançado no ano passado, estou disponibilizando também 2 registros ao vivo (‘Live 2003’ e ‘Someone Here Is Live’) e 4 EPs (‘Shoot First’, ‘The Dawn Raids - Part 1’, ‘The Dawn Raids - Part 2’ e ‘Show A Little Love’).
Vale a pena dizer que ‘Someone Here Is Missing’ está entre meus preferidos da banda e, também, entre os discos de 2010 que mais gostei. Logo na primeira faixa (‘Nothing At Best’) o disco me conquistou, com o perfeito equilíbrio entre batidas eletrônicas nada óbvias e bateria acústica, tendo uma parte surpreendente com uma levada que batizei de ‘baião prog digital’, com peso e leveza se alternando de forma que beira a perfeição. Nesse disco a banda mostra, além do usual excelente trabalho de guitarras, uma maturidade incrível em vários aspectos, seja em arranjos, composições, produção, etc, mas sem que isso embote o frescor das canções – em geral, quando dizem que ‘o trabalho ficou mais maduro’, para mim isso também significa que pode-se ter perdido um bocado de frescor, espontaneidade e tesão; porém, isso não é, de modo algum, o que acontece nesse disco: maturidade, sim, mas com muita vontade de fazer mais um disco muito bom, sem ter medo de experimentar e contando, ao mesmo tempo, com toda a experiência adquirida.

Desde ‘Little Man’ (de 2006) o TPT vem soando mais como uma banda coesa do que um veículo para o cabeça da banda, Bruce Soord (principal compositor, vocalista e guitarrista), viabilizar suas idéias; o que pode ser claramente comprovado em ambos os registros ao vivo que estou disponibilizando. Também desde então, a banda vem mantendo um altíssimo nível em seus lançamentos, deixando sempre a expectativa de que a cada trabalho eles continuem surpreendendo. Que assim seja por muitos e muitos anos!
Sem mais blá-blá-blá, como sempre: divirtam-se!

Postagem Original

ESTA POSTAGEM FOI REATUALIZADA EM 13/09/2012 - LINK AQUI

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Gazpacho (atualização)

Gazpacho - Missa Atropos (2010)

A última postagem de 2010. Mais uma atualização.
Dessa vez, o excelente álbum ‘Missa Atropos’ da banda norueguesa Gazpacho. É um disco conceitual e segue abaixo a livre tradução de uma parte da resenha (feita por Mellotron Storm no site Prog Archives) que explica mais ou menos esse conceito:
“...este (álbum) é sobre um homem que quer satisfazer a deusa grega Átropos com uma missa, criada por ele, para ela, em um farol abandonado. Átropos, aparentemente, na mitologia grega, é aquela que decide quando e onde você vai morrer.” Junte-se a essa história o jogo de palavras do título - missa atropos / misanthrope -, justificando o estado de solidão em que se encontra o homem do farol.
De novidade, um novo baterista, mas, como sempre, a qualidade continua altíssima – aliás, este é realmente um dos melhores discos da banda; talvez ficando atrás somente do magnífico ‘Night’.

É isso aí, galera; tenham uma excelente passagem de ano – que 2011 seja totalmente excelente, com paz, amor, felicidade, saúde, sucesso e muita música da melhor qualidade. Até o ano que vem!

Postagem Original

Link nos comentários / Link on comments

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Stone Oak Cosmonaut

Galera, enquanto duram as férias e, também, enquanto procuro os discos para atualizar algumas postagens antigas, vou deixar aqui a pequena discografia (somente 2 discos) de uma banda que me fez chapar nos últimos dias: Stone Oak Cosmonaut, que faz uma mistura totalmente excelente de rock pesadão (doom, stoner), space rock e psicodelia , com poucos solos, mas muito viajante - imagine se o Hawkwind se enveredasse pelo doom metal, aí vocês têm uma pista para o som dos caras.

Essa banda proveniente da Holanda é, na verdade, um power trio – Von Trippenhof (baixo, vocais e synths), Fred Stacker (guitarras) e Peter (bateria) – que conta ainda com um colaborador fixo, que não é exatamente um músico: Schill, que é o responsável pelo, descrito pelos próprios, ‘deep space and sounds’ – só ouvindo pra entender...
Sem mais por hoje, senão a fumaça vai embora.
Boa viagem e divirtam-se!

MySpace
Encyclopaedia Metallum

Links (2,56kb) – Sharebee ou MultiUpload

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Dragontears (atualização)

Dragontears - Turn On Tune In Fuck Off!! (2010)

Mais uma atualização. Dessa vez uma maravilha recém-saída do forno: ‘Turn On Tune In Fuck Off!!’, da banda Dragontears, do inquieto multi-instrumentista Lorenzo Woodrose.
Esse álbum soa um pouco diferente dos anteriores, pois, pelo menos para mim, parece um perfeito cruzamento com a outra principal banda de Lorenzo, Baby Woodrose; isso se deve a algumas músicas soarem mais rock do que a maior pegada experimental dos trabalhos anteriores.
Originalmente, este álbum foi lançado em vinil (500 cópias), tendo como bônus um single, que contém duas faixas inéditas (que eu não achei para disponibilizar aqui – aí fica aquele pedido pra alguém ao menos indicar de onde possamos baixar). No lado A ficam as músicas mais ‘acessíveis’, essas com jeitão mais rock – ‘No Salvation’ parece ter sido composta especialmente para uma festa muito, muito, muito enfumaçada! No lado B estão as faixas mais experimentais e psicodélicas, como a longa (mais de 13 minutos) ‘William’, com suas guitarras e vozes cheias de eco e percussão ultra lenta.

No mais, caros amigos, comentários continuam a ser bem vindos...
Divirtam-se!

Postagem Original

Link nos comentários / Link on comments

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Jane (atualização)

Galera, rápido e rasteiro dessa vez: em dezembro tirarei merecidas férias e pretendo viajar e descansar bastante, mas não vou deixar o Pântano totalmente abandonado.
Na verdade, vou aproveitar a oportunidade para tentar atualizar velhas postagens, afinal muitas bandas continuaram lançando discos (ainda bem!!) após eu ter postado suas discografias.
E, pra começar, vou aproveitar o presentaço do mais novo amigo de todos nós: Leandro Arruda, presidente e comandante-em-chefe do blog Never Too Old To Rock.

É que, para minha grande surpresa, quase três anos depois que postei a discografia do Jane aparece o Leandro, Mr. NuncaVéiD+ProRock, me oferecendo o disco que me faltava (o álbum auto-intitulado lançado em 1980), completaço, com capas e tudo! Eu não poderia deixar por menos!
Pra complementar, subi também um link pro álbum mais recente da banda, ‘Traces’, de 2009, o primeiro após o falecimento de Peter Panka – tendo somente o baixista Charly Maucher da formação original –, mas mesmo assim um ótimo disco.
Aí embaixo tem um link pra postagem original, onde todos os links ainda estão funfando bonito (testei todos os MegaUpload e pelo menos esses estão todos OK) e outro link, com esses dois discos descritos aí em cima.
É isso aí, galera. Mais uma vez agradeço ao Sempre-Jovem-Leandro pelo presente e, como sempre, divirtam-se sem moderação!

Postagem Original – Jane
Site Oficial
Prog Archives
Wikipedia

‘Jane’ (1980) + ‘Traces’ (2009) Links (2,47kb) – Sharebee

sábado, 20 de novembro de 2010

Machine Men

Antes de ir ao objeto da postagem, permitam-me uma pequena digressão. Fãs de heavy metal são avessos às mudanças – isso é fato. Bandas que se permitem experimentar qualquer coisa diferente do caminho que já seguiam logo vêem vários narizes torcidos e olhares desconfiados no horizonte de seus palcos. É lógico que isso é uma grande generalização, que toda regra tem sua exceção, etc e blá-blá-blá; mas nesse caso específico, do bom e velho metal, a regra é que 99% das pessoas não querem que sua banda preferida faça qualquer coisa diferente do que já vinha fazendo desde o primeiro disco, a não ser, talvez, que fique ainda mais pesada ou rápida ou agressiva ou qualquer coisa do gênero – evolução? Ah, que Darwin vá pra casa do caray!! rsrs
Desta mesma forma e por causa disso, várias bandas soam extrema e absurdamente parecidas com outras; principalmente aquelas que têm seu estilo baseado em e/ou variado de uma ‘banda ícone’ como, por exemplo, Black Sabbath, Judas Priest, Motörhead ou Iron Maiden. Agora, o mais incrível é que existem muitíssimas bandas que, apesar de derivadas de qualquer desses ícones, são também excelentes.

Assim, termino a tal digressão, pois cheguei ao objetivo desta postagem, já que trago para vocês a discografia da banda finlandesa Machine Men.

Toni ‘Antony’ Parviainen (vocais), Jani Noronen (guitarra), J-V Hintikka (guitarra), Eero Vehniainen (baixo) e Jarno Parantainen (bateria) inicialmente formavam uma banda cover do Iron Maiden. Este último fato justifica não só a digressão acima como também explica a inevitável comparação, já que os caras ficaram impregnados pelo som do Iron Maiden – o que se deve, principalmente, por conta do vocalista, Parviainen, ser quase um clone do Bruce Dickinson. E aí reside a principal característica da banda, que, na verdade, faz um som muito mais parecido com o trabalho solo de Bruce do que com o Maiden em si.
A Machine Men se formou em 1998 e seu nome vem de uma música do disco ‘The Chemical Wedding’, de Bruce Dickinson (o que confirma minha opinião aí de cima); desde então lançaram 3 álbuns e 1 EP (que estou disponibilizando aqui), além de demos e singles. Eles ainda estão na ativa e, conforme podemos ler em seu blog oficial (link abaixo), estão compondo e gravando material para um próximo álbum.
Apesar de toda essa comparação, até por não soarem assim originais, os caras me passam uma autenticidade que só aqueles que são tão fãs de uma banda, tão reverentes, conseguem passar; e tudo isso, na boa, só conta a favor dos finlandeses. No fim das contas, a cada lançamento eles vão deixando cada vez mais pra trás essas similaridades, desenvolvendo seu próprio estilo, mas sem deixar de lado essas (boas) influências.

Bem, é isso. Eu não estaria postando se eu não gostasse (muito) desses discos e espero que vocês se surpreendam com essa ótima banda.
No mais, pra variar, divirtam-se!

Site Oficial (antigo)
MySpace
Blog Oficial
Encyclopaedia Metallum
Wikipedia

Links (2,87kb) – Sharebee

sábado, 30 de outubro de 2010

Halloween

31 de Outubro, Hallowe’en, Dia das Bruxas. O feriado tem suas raízes no folclore irlandês, sendo derivado da antiga festa pagã celta chamada Samhain e que, por sua vez, tem suas origens nas festividades dedicadas à deusa romana das frutas e sementes, chamada Pomona. A Igreja Católica tentou arrumar um jeito de ‘apagar’ essa festa pagã do calendário (como fez com muitas outras), decretando que em 1º de Novembro seria o Dia de Todos os Santos; porém, a comemoração do Hallowe'en continua forte em seus países de origem e eventuais colonizados, como os EUA e Canadá – mesmo que nos EUA tenha virado quase que um carnaval infantil bizarro.
Depois desse breve esclarecimento histórico, fica a pergunta: por que uma banda francesa tem o nome de Halloween, se a França não tem lá tanta tradição com este feriado? Seja lá qual for a resposta, pelo menos tem alguma coerência com a proposta musical da banda, já que eles nos apresentam um rock progressivo um tanto ou quanto sombrio, com ambiências soturnas, às vezes opressivas e estranhas; seus discos são como filmes fantasiosos, cheios de tons de mistério e suspense, ou como se fossem trilhas sonoras para livros de H. P. Lovecraft ou Edgar Alan Poe.

A banda foi fundada em meados dos anos 80 por Jean-Philippe Brun (violino, guitarra, baixo e vocais) e Gilles Coppin (teclados e vocais), os únicos que participaram de todos os discos que lançaram. Ao vivo eram acompanhados por músicos contratados, sendo que o baterista Philippe Di Faostino é o outro membro mais frequente, já que está na banda desde a turnê do primeiro disco, ‘Part One’, de 1988. A partir do disco ‘Merlin’, de 1994, Géraldine Le Cocq se uniu à banda, acrescentando sua voz à sonoridade única do Halloween. Vale ressaltar que esta foi uma das primeiras bandas dos anos 80 a retomar a sonoridade do rock progressivo ‘clássico’, deixando de lado a direção neo prog típica da época.
Eles lançaram 5 álbuns, sendo que um deles é ‘ao vivo’. As músicas são cantadas tanto em francês quanto em inglês. Estou disponibilizando todos os 5 discos aqui, não só para servir de trilha sonora alternativa para aqueles que comemoram a data, mas, também, para aqueles (eu também!) que não estão nem aí pra essas ridículas festas imperialistas e capitalistas (rsrsrs) e que se amarram numa música de extrema qualidade (principalmente!).
É isso aí: divirtam-se, como sempre.

Prog Archives

Links (3,13kb) – Sharebee

P.S.: como não consegui achar imagens da banda, alguém se habilita?

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Lost World (atualizado!)

Bandaaaaaça-aça-aça russa! Composta somente por Músicos (com maiúscula mesmo...) formados em conservatórios, que tocam vários instrumentos A formação atual é: Andrii Didorenko (guitarra, violinos, violão, baixo, bateria e percussão), Vassily Soloviev (flauta, guitarra, bateria e percussão), Yuliya Basis (teclados), Veniamin Rozov (bateria e percussão). Além deles, Alexander Akimov (teclados, percussão, programações e ‘sound design’) participou dos dois primeiros álbuns e Alexei Rybakov (vocais) participou somente do primeiro álbum, ‘Trajectories’, de 2003.

Lost World nos presenteia em seus três álbuns com tudo o que há de melhor no rock progressivo: ótimas composições, arranjos elaborados e, principalmente, excelentes performances (em especial o violinista/guitarrista). Os caras fazem um som muito próprio, com várias influências diferentes, resultando num trabalho bastante original e eclético; como li em uma resenha, já não lembro bem aonde foi, ‘talvez por serem russos, sua música é bastante autêntica, não se parecendo em nada com as bandas mais conhecidas do gênero’.
Todos os três discos são surpreendentemente excelentes; somente o primeiro conta com vocais e, mesmo assim, em poucas faixas; o foco está mesmo no instrumental, que pode soar tanto como o prog mais clássico, com fortes tinturas eruditas, quanto o mais moderno, tendo até algumas faixas com uma levada de música eletrônica. Obrigatórios em toda e qualquer coleção de boa música.

Atualizei esta postagem graças ao grande amigo Celso Loos, que me surpreendeu com um e-mail oferecendo o ‘Trajectories’ – Celsão, bróder, não tenho palavras para te agradecer! – Valeu, valeu, valeu!!!
É isso aí: baixem logo esses discos totalmente completamente excelentes bagarái à beça de montão!!!!!
Divirtam-se!
Comentem! ...ah, isso (quase) ninguém faz mesmo... Deixa pra lá... rsrs

Site Oficial
Prog Archives

NOVOS LINKS!! (re-up em 02/11/12) – Mirror Creator

sábado, 9 de outubro de 2010

Afformance

Afformance
A Glimpse To The Days That Pass (2010)

É engraçado como certas coisas acontecem. Bem, talvez ‘engraçado’ não seja a palavra correta, mas acho que vocês me entendem... Certamente não pode ser coincidência e, ao mesmo tempo, é óbvio que coincidências acontecem. Muita gente também pode dizer que é acaso ou sincronicidade, entre outros termos mais esotéricos. Vou tentar explicar...
Entre os zilhares de gêneros musicais que eu curto, tem um deles que é meio que um ‘patinho feio’: é o tal do post-rock. Volta e meia me dá um surto e eu fico imerso em post-rock, com todas as suas viagens, ambiências, psicodelias, sutilezas, etc. É certo que não é música pra todo dia; da mesma forma que também existem trocentas bandas que fazem um som extremamente parecido. Ao mesmo tempo, este ‘gênero’ musical serviu pra rotular um verdadeiro saco de gatos de bandas que fazem música totalmente diversa, inrotulável. Se pegarmos bandas como Mono, Mogwai, Sigur Rós, Explosions In The Sky, Tortoise, Múm, Godspeed You! Black Emperor, El Ten Eleven, God Is An Astronaut, 65daysofstatic, só pra citar algumas, nós podemos perceber esta diversidade, e até algumas características que acabaram meio que virando um ‘clichê-post-rock’ – pois bem, o paradoxo é justamente a maior característica do post-rock.

Concluindo, toda essa enrolação sobre coincidências, etc, é só pra dizer o seguinte: escuto e curto o tal do post-rock, mas até agora a única postagem que fiz aqui no Pântano que tem relação com o gênero, se não me engano, é a do Friends Of Dean Martinez. Ou seja, porcausdequê eu nunca fiz tal coisa permanece um mistério pra mim. Mas isso será consertado agora. Talvez eu estivesse esperando que um disco me despertasse algo diferente, o suficiente pra me inspirar a fazer uma postagem. Pois então, isso acaba de acontecer. Tudo ao mesmo tempo agora.

Já tem um tempo que venho pensando o que postar; eu queria mesmo algo diferente das últimas postagens, algo também que não me desse tanto trabalho (por conta do pouco tempo disponível), e eis que ainda agora, ouvindo os discos que andei baixando neste ano, me deparei com este excelente e único álbum intitulado ‘A Glimpse To The Days That Pass’, da banda grega Afformance, que é formada por John (guitarra), CV (guitarra, efeitos), Dennis (guitarra), Fotis (baixo) e Petros (bateria). Pois é, são três guitarristas, mas não esperem por solos mirabolantes, nem nada disso, por que aí não seria mesmo post-rock...

Já me delonguei demais com tanta embromação, mas o que eu posso dizer de melhor sobre esse disco eu já disse: que ele me empolgou o suficiente para eu compartilhá-lo com todos vocês; uma das razões pra toda essa empolgação é uma certa variedade nas composições e arranjos, mesclado com características próprias do estilo e autenticidade suficiente dos músicos para ainda nos apresentar algumas influências de rock progressivo. Vale dizer, também, que uma vertente que se confunde/funde com o post-rock, chamada math rock (que, ao meu modo de entender, é um tipo de música mais cerebral, mais ‘dura’ do que as viagens psicodélicas do post-rock) também faz parte da paleta de sons dos caras.

É isso: espero que vocês curtam esse ótimo disco do Afformance, que se interessem pelo gênero/estilo, que comentem e que se divirtam – como sempre.
Em tempo: aos que acham post-rock muito deprê ou algo meio heroínico, eu posso dizer que o efeito desse disco sobre mim foi totalmente o contrário – e uma boa fumaça ajuda bastante... hehehe

MySpace
Blog Oficial
Prog Archives

Link nos comentários / Link on comments