Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

3

Continuando a contagem regressiva, no mesmo esquema...
Divirtam-se!

Ben Harper


The Will To Live (1997)
Burn To Shine (1999)
Live From Mars (2001)

Esse cara manda muito bem, seja como cantor, guitarrista ou (principalmente) compositor; além disso, ele consegue incendiar uma platéia mesmo fazendo o show inteiro sentado numa cadeira.

Buddy Guy


The Treasure Untold (1992)
Heavy Love (1998)
Sweet Tea (2001)

Esses aqui eu dedico ao Cesar, El Morcegón, CEO da melhor birosca bloguística, o afamado Seres Da Noite. O disco de 92 é uma coletânea; o de 98 tem a participação de Jonny Lang em uma faixa; ‘Sweet Tea’, para mim, é o melhor disco de blues dessa década.

Faith No More


The Real Thing (1989)
King For A Day… Fool For A Lifetime (1995)
Album Of The Year (1997)

No começo o FNM fazia uma som que ficava entre Red Hot ChiliPeppers e Fishbone, mas aí Mike Patton, um dos melhores vocalistas de todos os tempos, entrou na banda trazendo, além de sua voz, todo seu carisma e talento – foi o suficiente para lançarem alguns excelentes álbuns até um conflito de egos acabar com essa ótima banda...

Jamiroquai


Emergency On Planet Earth (1993)
The Return Of The Space Cowboy (1994)
Travelling Without Moving (1996)

Misturando funk, soul e pop, Jay Kay, o ‘dono’ do Jamiroquai, começou a carreira discográfica colecionando excelentes críticas e sucesso de público, mas aos poucos ele foi caindo nas armadilhas de sua própria fórmula e meio que estagnou. Confesso que curtia muito o som dele até assisti-lo ao vivo na casa de shows que era chamada de Metropolitan, na Barra da Tijuca, Rio; foi um dos shows mais chatos que já vi na vida, uma verdadeira decepção... Pelo menos os discos são realmente muito bons.

Legião Urbana


Dois (1986)
As Quatro Estações (1989)
V (1991)

A Legião Urbana é uma daquelas bandas do ‘ame ou odeie’, pra mim fica no meio termo, porque tinha um dos melhores letristas brasileiros de todos os tempos, um dos piores bateristas de todos os tempos e um guitarrista que tocava simples, mas com muito bom gosto. Escolhi deles os discos que têm números nos títulos; sendo que o ‘V’ traz uma frase no encarte que resume o disco: ‘Bem vindo aos anos 70!’; ‘V’ também conta com um baixista de verdade (hehehe), tem uma suíte prog (‘Metal Contra As Nuvens’) e sua capa, segundo Russo, é baseada na de ‘Larks’ Tongues In Aspic’, do King Crimson.

Lenny Kravitz


Mama Said (1991)
Are You Gonna Go My Way (1993)
Circus (1995)

Mr Kravitz tem um pouco de Prince, já que também é um faz-tudo, toca-tudo, mas ao passo que Prince está mais pro balanço, Kravitz está mais pro rock. Até ‘Circus’ ele fazia questão de gravar tudo como se estivesse nos anos 70, com os mesmos equipamentos e tudo o mais, pena que depois ele descobriu o Pro Tools e ficou meio preguiçoso...

Nektar


A Tab In the Ocean (1972)
Remember The Future (1973)
Recycled (1975)

Um caso de insólito de banda alemã formada somente por ingleses (!?!?), o Nektar me conquistou com o disco ‘A Tab In The Ocean’ e depois me deixou viciadaço em ‘Remember The Future’, ao ponto de produzir todo um ritual para cada vez que ia escutá-lo (acompanhado de uma morra daquelas... hehehe). Todos esses discos têm vários bônus – aproveitem!
Mais um com dedicatória: esses vão pro meu primo, o sumido Loki Lucky, também conhecido como Dr. Ladeira Abaixo... rsrs

Pearl Jam


Ten (1991)
Vs (1993)
Yield (1998)

É uma grande sacanagem terem colocado o Pearl Jam no grande saco de gatos que foi o grunge; pra mim, foi a melhor banda (disparado!) de Rock de Seattle daquela época e ‘Ten’ é um disco quase que totalmente perfeito – ‘Vs’ e ‘Yield’ são os outros que chegam mais perto dele nesse quesito.

R.E.M.


Green (1988)
Automatic For The People (1992)
New Adventures In Hi-Fi (1996)

Sou fã do R.E.M. desde dos 80 e já previa que um dia eles estourariam do jeito que foi; só não previ que eles fariam um dos discos que mais gosto entre zilhões: ‘Automatic For The People’, que conta com orquestrações feitas por John Paul Jones e uma penca de músicas maravilhosas. Os outros dois discos que estou disponibilizando aqui também são muito bons, mas não têm a unidade e a classe de ‘Automatic..’.

Radiohead


Pablo Honey (1993)
The Bends (1995)
OK Computer (1997)

O Radiohead é a banda de rock alternativo (na falta de um ‘rótulo’ mais convincente..) que eu mais admiro; esses discos são mais do que essenciais e mostram como uma banda pode evoluir tanto em tão pouco tempo; além disso, são recheados de músicas que acabaram virando ‘clássicos’ de nossos tempos.


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Terça-feira, 30 de Junho de 2009

4

Galera, a partir de hoje começa uma contagem regressiva meio tosca. A coisa vai funcionar da seguinte forma: hoje disponibilizo aqui 4 discos mais ou menos aleatórios de bandas ou artistas de todos os tipos, gêneros e estilos; as próximas postagens terão 3 discos, dois discos e finalmente um único de cada banda ou artista. Depois disso, o silêncio... (rsrsrs)
Daqui pra frente todos os discos disponibilizados estarão em VBR 224/320 e com os encartes completos incluídos; também, não sei quando poderei responder seus comentários, então, paciência...
Estes são alguns dos CDs da minha coleção, que relutei em postar anteriormente por vários motivos diferentes (seja por eu não ter a discog completa ou por essa ser muito extensa ou por, simplesmente, alguns deles serem discos fáceis de encontrar em tantos ótimos blogs, entre outras coisas); mas, de qualquer forma, são discos que sempre tive vontade de pelo menos ver postados aqui no Pântano. (rsrs)
Sem mais blá-blá-blá... Divirtam-se!

Black Sabbath


Paranoid (1972)
Vol 4 (1973)

Sab
bath Bloody Sabbath (1975)
Heaven And Hell (1980)


Bom e velho Sabá! Olhando daqui de 2009 pra lá pra trás, acho que posso afirmar que os discos com o Ozzy são os maiores pilares do que veio a ser o Heavy Metal, mas o 'Heaven And Hell' formatou o que seria o Heavy Metal feito desde os 80 – fundamentais, essenciais e, acima de tudo, totalmente excelentes.

Joe Satriani


Surfing With The Alien (1987)
Flying In A Blue Dream (1989)

The Extremist (1992)
Joe Satriani (1995)

Desses guitarristas virtuosos, os tais shreders, eu tenho uma preferência pelo Satriani, talvez por ele ser um compositor melhor do que os outros, mas, principalmente, por saber dosar a mão em favor da Música e não do simples malabarismo egocêntrico. Considero todos esses discos excelentes de cabo a rabo.

Led Zeppelin


Remasters (The Box Set) (1990)

Não tem muito o que se falar sobre o Zepp que todos já não saibam. Esses discos fazem parte da caixa lançada em 90, com músicas totalmente remasterizadas pelo próprio Jimmy Page, que as colocou numa ordem muito própria, e também traz quatro faixas que eram inéditas (em CD) até então. Pena que não tenho como escanear o maravilhoso encarte que acompanha a caixa...
Esse aqui eu dedico ao meu irmãSinho Edson, mesmo achando que ele já deve ter esses discos... rsrs
Marillion


Script For A Jester’s Tear (1983)
Clutching At Straws (1987)
Radiation (1998)

Anoraknophobia (2001)


Dois com o Fish, dois com o Hogarth. Como os discos com o Fish são clássicos absolutos, vou falar dos outros dois: ‘Radiation’ talvez seja um disco subestimado, mas gosto muito dele pela variedade musical apresentada; já ‘Anoraknophobia’ tem uma capa que não ajuda (rsrs), mas o conteúdo traz ótimas composições, numa linha bem moderna, que o Marillion tem desenvolvido desde então.

Metallica


Ride The Lightning (1984)
Master Of
Puppets (1986)
…And Justice For All (1988)

Metallica (1991)


Quatro discos que beiram a perfeição, cada um ao seu modo, pena que depois a trajetória foi ladeira abaixo...

Pink Floyd


Atom Heart Mother (1970)

Meddle
(1971)
Wish You Were Here (1975)

The Wall (1979)


Só pra não correr o risco de ter upado todos esses discos à toa (afinal, acho que todo mundo aqui já os deve ter), incluí no ‘Wish You Were Here’ uma mixagem que eu mesmo fiz de ‘Shine On You Crazy Diamond’, juntando todas as partes numa música só; mas quem gosta das capas e de mp3 com uma qualidade um pouco melhor, pode ficar à vontade...

Robert Plant


Pictures At Eleven (1982)
Manic Nirvana (1990)
Fate Of Nations (1993)

Dreamland (2002)


A carreira solo desse cidadão é cheia de altos e baixos, acho até que mais baixos que altos... Dos discos que disponibilizo aqui, acho que o de 82 e o de 93 talvez sejam os melhores dele; os outros dois têm seus momentos, mas não me conquistaram totalmente.

Rush


A Farewell To Kings (1977)
Permanent Waves (1980)

Presto (1989)

Counterparts (1993)


Para mim, uma das tarefas mais difíceis que tive aqui no Pântano foi a de não exacerbar no nepotismo quanto à banda do meu irmão Gary (rsrsrs). Só não postei a discog. deles aqui porque é moleza encontrar todos esses discos, mais uma cacetada de bootlegs, em tantos e tantos blogs – basta uma procura no Google... Foi difícil escolher esses 4, fiz assim: tirei aqueles que menos gosto, escrevi o nome de todos os outros em papeizinhos que escolhi aleatoriamente; ficaram esses que, sem querer, simbolizam muito bem 4 fases distintas do Rush.

Titãs


Cabeça Dinossauro (1986)
Jesus Não Tem Dentes No País Dos Banguelas (1987)

Go Back (1988)

Õ Blésq Blom (1989)


Acho que os Titãs não são grande coisa como músicos no aspecto técnico da coisa, mas esses malucos souberam compor uma quantidade de clássicos absolutos do rock brasileiro; afinal roquenrou é isso mesmo: nada de firulas, simplicidade e a tal da ‘atitude’ – some-se a isso as excelentes letras encontradas nesses 4 discos, que marcam a melhor fase deles, e temos um resultado que beira a perfeição.


ATUALIZADO!!
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Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Despedida, Agradecimentos & Pausa

Caros amigos, amigas, companheiros de longa data, freqüentadores, seguidores e anônimos em geral, daqui a poucos dias vou me mudar para outro país e, por conta de tudo que isso envolve, O Pântano Elétrico ficará de férias por tempo indeterminado, até que eu me estabeleça e já estiver devidamente adaptado à nova vida que levarei; mas desde agora eu aviso que isso vai demorar.

Não vou dizer ‘adeus’ ou ‘até logo’, porque realmente não tenho a menor idéia de quando voltarei a postar, nem mesmo sei se voltarei a postar, mas, mesmo assim, sempre que puder eu passarei aqui para responder comentários e, também, visitar os amigos.

Como é normal nessas situações, andei revendo todo o trabalho que fiz no blog, mas logo desisti de contar quantas postagens foram até agora, quantos discos disponibilizei, quantos links eu subi, quantos comentários... Parei por aí porque essa coisa de número, matemática, nunca foi o meu forte... Mas uma certeza ficou: a de que conheci um monte de gente bacana graças ao Pântano. E esse era um dos meus intuitos ao entrar nesse mundo ‘mucho loco’ – conhecer pessoas bacanas e trocar informações sobre música e idéias em geral. No meio do caminho acabei fazendo grandes amizades, que carregarei comigo pro resto da vida e isso, sim, era totalmente inesperado e não tem preço.

Também, fico com uma boa sensação, meio que de dever cumprido, que tem um quê de orgulho, ao constatar o quanto aprendi e evoluí desde que comecei lá nos primórdios do Delirium Dust, e com isso consegui desenvolver um trabalho bem caprichado e (por que não?) de grande qualidade – nada mal para quem sempre foi três zeros à esquerda em se tratando de informática.

Vou aproveitar esta oportunidade para fazer uns (muitos) agradecimentos – no bom e velho estilo que vemos em tantos encartes (rsrs):

Primeiro, à Paloma, mais conhecida como Janis; uma mulher incrível (que tem um bom gosto musical excepcional, para uma mulher... rsrsrsrs) e que teve uma paciência absurda ao me ensinar todos os caminhos das pedras nesse emaranhado informático; graças a isso construímos uma bela amizade e ela se transformou numa das pessoas mais importantes da minha vida, me aturando e dando força em todos os meus piores e melhores momentos, mesmo que só tenhamos nos visto uma única vez na vida. Minha querida Lady Fantasy Iommi DiMeola Coverdale – eu te amo! Nunca, nem em todas as poesias, encontrarei palavras que consigam expressar todo o meu agradecimento.

Segundo, ao Hebag, porque o Dead End foi o primeiro blog dedicado a disponibilizar discos que conheci e que, logo de cara, me espantou por ter montes daqueles discos que eu procurava havia décadas e, também, por sempre atender aos pedidos mais absurdos que eu fiz (rsrs). Foi lá que conheci várias bandas que nunca tinha ouvido falar até então, como Porcupine Tree, Pineapple Thief, Iona e Karnataka, por exemplo, e, também, através a caixa de comentários, que conheci a Paloma. Acima de tudo, o Dead End foi a minha maior inspiração, não só para ingressar no Delirium Dust, como também para não desistir jamais, mesmo que DMCA, gravadoras, trolls e chatos em geral nos tenham perseguido como loucos nos últimos anos. Hélio, meu grande camarada, o Mestre dos Magos (rsrs), um grandessíssimo abraço!

Terceiro, ao trio de recém-amigos-de-infância: Edson, César & Miguelito. Nem vou falar nada, vocês já sabem tudo. A amizade de vocês e suas famílias, mesmo que vocês nem sequer suponham tal coisa, ajudou demais a amenizar a solidão e o isolamento em que vivo aqui nessa terra onde 'Judas perdeu os cotos dos pés'. Obrigado por tudo, por terem me aberto as portas de suas casas e por terem entrado na minha vida de maneira tão musicalmente barulhenta. Vocês são ‘OS CARAS’!!

Quarto, aos amigos que vêm me acompanhando aqui na caixa de comentários, desde o começo ou não. Graças aos deuses a lista é tão grande que não dá pra citar um por um, mas aqui vão alguns: Alice, Roderick Verden, Rochacrimson, Miranda, Robur, Lelo, Ayres, Franck, Ana e tantos e tantos – me desculpem os que não citei, mas minha memória já não está tão boa assim... Enfim, a todos vocês que vêm comentando, conversando, sugerindo, opinando e sendo sempre muito bacanas comigo, eu dedico o meu mais profundo agradecimento, pois O Pântano Elétrico foi feito para vocês e vocês me ajudaram a fazê-lo e trazê-lo até aqui.
Eu também não poderia deixar de mencionar alguns blogueiros, que fazem a diferença nessa nossa rede de amizades: em especial o Diego Progshine (mega super hiper amigo improvável, certeiro colaborador e com quem venho trocando e-mails e muitos papos desde há muito tempo); também, os amigos ‘irmãos’ Sr do Vale (grande e originalíssimo artista, meu ‘personal banner stylist’ – rsrsrs) & Noslen Ed Azuos (o PoetApoen que de contrário só tem o nick); ZéNato (Yin), Celso Loooooooos (Yang), Yerblues (o arqueólogo do rock!) & toda a galera do Seres da Noite (o melhor, mais sacana e divertido bate-papo de todos os blogs); Rodolfo ‘Esquadrão SS’ (que me ajudou pra caramba numa época complicada); irmão Lícino (ah, eu não podia deixar passar essa... rsrs) Big Clash (o rockeiro mineiro mais gente boa que já conheci); Al Woody (o primeiro a fazer um comentário nessa birosca!! grande camarada, ainda vamos fazer um som juntos!); Nino (o mais gentil blogueiro do pedaço); Dagon ‘El Manguaça’ (meu xará, meu amigo) & Guzz (abrazz, rapazz! Prog neles!!); Danilo Biondi (o ‘filho perdido’ do prog); Fernando BolaDeFogo (keep on fuckin’ rockin’!!); Lu Gasp (a artista que é a mais linda flor nesse jardim elétrico cheio de espinhos lisérgicos); o museólogo Rock Progressivo (até hoje não tenho a mínima idéia do seu nome... rsrsrs) e suas ótimas raras raridades; Vicente Adeodato (que tinha tudo pra ter desistido do seu blog, mas continuou firme e forte, inspirando-nos, assim, a sempre continuar); Moisés RockSession - agora Grobsession (que também passou por vários perrengues, mas nunca desistiu do blog – e muito menos do prog!); JF, do Série Echoes (sua paixão pela boa música já é uma recompensa em si); Paulinho Claro (tu tá fazendo uma falta danada, maluKo!); Prof. Paulão (aquela entrevista foi uma terapia e tanto!! rsrsrs); Wellington (o Bem3Meias do Metal Militia, meu amigo há tanto tempo, mas companheiro de blogagens há tão pouco); Capitão BigMac & tripulantes do Voo 7177 (sempre em excelentes viagens); Dagda (que ainda não consegui tirar da caverna...); Márcia Brasil-il-il (sua contramão é uma via expressa para o melhor do prog); Sidon das LibéRulas (suas coletâneas só não são melhores do que as capas que você cria); Cleber ‘Mestre T. M.’ (o caçador de raridades brasileiríssimas); Menegon (alquimista de venenos de primeira linha para mentes psicotropicamente musicais); Pirata do Rock (força, meu amigo!); Pirata do Prog (mude de endereço à vontade, só não deixe de me avisar!!), Sérgio Sônico (você sumiu, sumi também...); Edu Malcriado (o amigo que veio importado de uma certa Zona...); TiaZulMariana (querida amiga que está vivendo entre cangurus que comem yaksoba); Lawrence David ‘LD Lourenço Laurêncio’ David (o zappamaníaco gente fina que me salvou com seus textos providenciais - e que nem precisaram de revisão!! rsrsrs); last, but not least, minha querida BatSobrinha DiaBiazinha (que só me dá alegrias literárias e rubro-negras).

Pra fechar a tampa, ainda faltam dois muitíssimo especiais.

Eu nunca falei dele aqui, mas os que me conhecem fora dessa ‘esfera’ sabem o quanto esse moleque é importante na minha vida: Z, de ZeNilton, ou melhor José Nilton, meu ‘quase filho’, pupilo e aprendiz, um assombro no bandolim, meu pequeno gênio. O Z me adotou desde que cheguei aqui nessa terra quente e cheia de mosquitos; foi a primeira criança em que bati os olhos quando cheguei e logo achei graça porque é um garoto tipicamente brasileiro, miscigenado, com a pele vermelha que herdou de seus avós (a pele mais verdadeiramente vermelha que já vi na vida!), magrelinho como eu era na idade dele e com aquela inquietude nos olhos, nas maneiras e no sorriso banguela. Quando o vi andando de lá pra cá, ansiosamente, foi impossível não o associar à personagem principal do filme/animação ‘Formiguinhaz’ – era o próprio Z que estava ali na minha frente! – e quando perguntei seu nome, ‘Zênilto, doutor...’, eu não acreditei na ‘coincidência’! (rsrsrs) Desde então o chamo de Z e ele não desgrudou; aprendeu as notas musicais em uma tarde, em dois meses já arriscava um cavaquinho; em seis já tocava ‘Brasileirinho’ no bandolim melhor que muito marmanjo; agora que a mão cresceu quer tocar mais guitarra que o ‘Édivanrralein’ ou o ‘Dimipeiji’ (rsrsrssrs). Todos nós temos que agradecer a ele, pois muitos dos discos disponibilizados aqui (principalmente nos dois últimos meses) foram ripados por ele, da mesma forma que os scans dos encartes; sem contar o quanto me ajudou a upar todos esses discos (tudo isso graças a um propinato de subornol na forma de um carregamento de caixas de paçoca e guaraná Antarctica! rsrsrsrsrs) – uma salva de palmas pro Z! (ééééé!!!!) – Z, meu pequeno grande amigo, você vai ler isso e guardar: eu te amo e de tudo e todos que deixarei nessa terra, você será de quem mais sentirei falta. Cuide de tudo aí pra mim, OK?

Finalmente, e nem é pra fazer média (hehehe), vem a minha querida amada idolatrada salve salve Ludmila. A Lud é motivo e razão suficiente pra eu deixar tudo pra trás; se ela me dissesse ‘vamos pro inferno?’, eu só me demoraria pra pegar o protetor solar... rsrs Como se não bastasse tudo o que faz por mim, do brownie de chocolate com avelãs ao seu imensurável amor, ela nunca, mas nunca mesmo, reclamou sequer uma mísera vez do tempo que eu gasto com o Pântano. Essa menina me conquistou assim bem ‘mineiramente’, com calma e precisão; quando me dei conta, já era, eu já estava irremediavelmente enfeitiçado. Começamos do jeito errado, porque eu não a conhecia e ela já veio morar comigo, quando, depois de eu ter expulsado (rsrs) meu velho ‘room mate’ (que além de ser um zoneiro de marca maior, tinha um chulé que até hoje impregna aquele velho quarto - rsrsrs) veio dividir esse mesmo quarto comigo. Em menos de uma semana nós já éramos os melhores amigos e o que era pra ser provisório (ela dividir um quarto com um homem), logo se tornou a coisa mais natural e perfeita, já que ambos somos quase uns ‘freaks’ em matéria de organização... rsrsrs Depois, quando consegui me transferir para uma casa, era mais do que natural que ela me acompanhasse. Mesmo com o falatório do povo (acho que todos aqui devem saber como funciona o sistema de fofocas numa cidade pequena), só viemos a ficar juntos um tempão depois. A coisa demorou a engrenar, mas não desgrudamos mais. Nem desgrudaremos. Minha linda, só te amar não é suficiente pra mim, você sabe disso. Obrigado por fazer parte da minha vida e por me deixar fazer parte da sua.

Galera, é isso aí... É melhor parar por aqui, antes que abelhas (ou ursos!) ataquem seus computadores, depois de tanto mel escorrido... rsrsrsrsrs

O serviço está feito e ainda deixei mais quatro postagens muito especiais programadas para as próximas semanas; só não sei quando poderei responder seus comentários e não quero fazer promessas vãs.

Vou nessa. Torçam por mim, pois torcerei por todos vocês. Sejam felizes, divirtam-se sem moderação, mas com juízo. Se forem dirigir, não bebam; se forem beber, chamem César, Edson, Dagon... rsrsrsrs

Qualquer hora dessas, eu apareço, incertamente...

Obrigado por tudo.

Grande abraço pra todos.
Valeu!

Fiquem em paz!

Marcello ‘Maddy Lee’

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Derek, O Peixe

Eu acho engraçadas algumas reações que a música provoca; principalmente as extremas - que normalmente são mal fundamentadas (e nem vou falar das que não tem qualquer outro fundamento além do gosto pessoal de cada um de nós). Digo isso porque é uma questão pertinente quando se trata da carreira desse artista cantor escocês, batizado com o nome Derek William Dick, mais conhecido como Fish, o primeiro vocalista do Marillion.
Já no início, quando o cara apareceu à frente do Marillion, muitos logo o ‘atacaram’ com a pecha de ser um clone do Peter Gabriel; o que pra mim sempre foi um comentário pra lá de preguiçoso, porque é fácil fazer coro aos ‘grande críticos musicais’ que assim logo o rotularam. Tudo bem, não dá pra discordar que o timbre da voz dele muitas vezes lembra a do PG, o que ainda é amplificado por conta do som do Marillion ser, no início, bem influenciado pelo Genesis. Pelo menos para mim, isso soa mais como um elogio do que uma crítica, porque a voz do Peter Gabriel é maravilhosa e o Genesis... Bem, estamos falando de uma das principais bandas de prog de todos os tempos – e quantas bandas não fazem um som diretamente influenciado por eles? Mas, vamos lá: o timbre parece, OK, concordo, mas o estilo e o ‘approach’ são completamente diferentes – é só reparar o quanto o Fish grita, buscando a voz de lá do fundo, rouca e rasgada, em alto volume; o tipo de recurso que Peter Gabriel quase não utiliza (ele é mais sutil...). Nesse sentido, o Fish está muito mais para um outro Peter, o Hammill. Aliás, na contracapa do 'Fugazi' tem alguns discos espalhados pelo quarto: dois do Peter Hammill (‘Fool’s Mate’ e ‘Over’), um do Pink Floyd (‘The Wall’) e o single de ‘Punch & Judy’ (do próprio Marillion) – e isso já é pista mais do que suficiente pra entender qual é a do cara. A influência de Hammill, inclusive, é muito mais sentida na poesia do Fish do que as letras do Gabriel.
Uma outra coisa alegada pelos detratores era o fato de que Fish se apresentava maquiado, coisa que o Peter Gabriel fazia (da mesma forma que trocentos grupos psicodélicos antes dele) – pelo menos o Fish nunca se fantasiou de flor... (rsrsrsrsrs) Pra fechar essa pendenga, enquanto um era baixinho, franzino, esquivo e raspava o cabelo de modo, no mínimo, esquisitíssimo, o outro tem uns bons 2 metros de altura, costumava exibir sua pança sem pudor, vive contando ‘causos’ e é careca naturalmente. rsrsrs Agora, vejam bem, só estou tentando distinguir um do outro, porque se entrarmos na questão de genialidade, o Gabriel ganha com larga folga.

Uma outra questão: ter fama e sucesso não quer dizer que o artista (ou a banda) é ruim. Quando o Marillion surgiu para nós, brasileiros (digo pelo que vivi, no Rio de Janeiro, principalmente através da Fluminense FM), logo um monte de gente (fãs da assim chamada Música Progressiva*, principalmente) disse – ‘Graças aos céus! O Progressivo está ressurgindo!’ Mas foi só ‘Kayleigh’ tocar sem parar nas rádios e as meninas ficarem loucas com o ‘Misplaced Childohood’ (basicamente por causa de 'Kayleigh'), que o pessoal ‘entendido’ logo torceu o nariz e virou a cara pra banda. Vai entender esse povo... Um disco maravilhoso, que teve o dom de colocar o prog na casa de muita gente (e isso em plenos 80, com um monte de bandas da pior espécie surgindo a cada momento) sendo execrado por quem mais o deveria defender – parece que o contrassenso está intimamente ligado ao fanatismo (ou ao extremismo...).

A mesma coisa aconteceu quando o Fish saiu do Marillion. Vamos pensar: o cara estava insatisfeito na banda, a banda estava insatisfeita com o cara; por quê? Podemos especular sobre o ciúme que rolou em ambas as partes, coisa do tipo: ‘o cara está aparecendo demais, mais do que nossa música e quer mudar o que fazemos’. E o outro lado da história: ‘eu quero seguir outro rumo, mas eles não estão muito afim...’ Resultado: carreira solo de um lado, mudança de vocalista no outro – a fila anda, o mundo gira, esses clichês... Mas aí o cara lançou seu primeiro disco, que mesmo com muitas músicas que vinham sendo trabalhadas com o Marillion, já mostrava umas mudanças de rumo, tentando uma saída do neo-prog para uma música mais eclética, algo mais pela praia do art-rock e do eclectic prog – esse disco foi muitíssimo bem recebido. Quando lançou o segundo disco, já bem mais afastado do som que fazia anteriormente, os fãs praticamente debandaram... Mas se ele saiu do Marillion pra fazer um outro som, por que deveria fazer o mesmo de sempre? Eu acho o seguinte, se o artista não arrisca, então não quer fazer a sua arte, quer fazer dinheiro fácil, música descartável – que seja arte, mesmo que o produto derivado do ato de se arriscar artisticamente venha a ser ruim (afinal, de boas intenções...). O mesmo aconteceu com o Marillion, com o Hogarth, quando lançaram o ‘Holidays In Eden’, que não tinha realmente nada a ver com o que faziam antes, mas analisando o disco isoladamente, é ruim? Ao meu ver, não. Ah, a mesmíssima coisa se passou com o P. Gabriel quando ele se arriscou solo... E, novamente, se cai na preguiça ao dizer que o som ficou mais ‘comercial’ por pressão da gravadora, que os caras queriam mesmo era ganhar dinheiro (por quê? você não quer, não, baby?) e toda a sorte de argumentos e especulações. O certo é que a maioria do público é ‘mono’: quanto menos se mexer naquilo, mais seguro e confortável – esse negócio de muita novidade não faz bem pros artistas, não...

Pois então, o post é sobre o Fish; está aí a discografia de estúdio completa, mais vários ao vivo, bootlegs e uma ótima coletânea, com a qualidade de sempre, encartes, etc. Já enrolei demais, mas mesmo assim, continuarei por aqui pra contar um pouco mais sobre esse maluco, que ganhou esse apelido graças a ficar uma média de 3 horas relaxando numa banheira...

Acho que a carreira desse cidadão escocês é cheia de altos e baixos, mas todos os discos têm músicas excelentes, alguns mais outros menos. Criado dentro do prog, mas com muitas outras influências e referências, o som passeia entre neo e eclectic prog, da mesma forma que o art rock (ou crossover prog como dizem hoje em dia) – e eu vejo de uma seguinte forma: tem muita influência das bandas seminais do prog e do rock em geral, algo de Marillion (é claro) e uma generosíssima dose de ecletismo, mas o bacana é que tudo isso é transposto para uma música muito pessoal, com a cara do Fish, e de muita qualidade, evidentemente. Se fosse de outra forma, um monte de excelentes músicos e artistas talvez não resolvesse tomar parte da empreitada, vejam só alguns que já tocaram, colaboraram ou participaram ao vivo e em discos do Fish: Janick Gers, Mickey Simmonds, Andrew Ward, Steve Howe, Steven Wilson, John Wesley, Steve Vantsis, Sam Brown, Chris Glenn, Zal Cleminson e Ted & Hugh McKenna (pros que não conhecem, esses quatro últimos eram a Banda Sensacional do Alex Harvey). Isso sem contar vários menos conhecidos, como os que fazem parte da banda que toca nos shows, como Frank Usher, Robin Boult, Foss Patterson, Dave Stewart, entre muitos outros.

Falando em shows, essa é uma especialidade de Mr Derek, que é um verdadeiro ‘entertainer’, como poucos que já surgiram dentro do prog. Além da excelente presença de palco, das certeiras interpretações e da abençoada garganta do sujeito, ele leva a platéia na mão, conta causos, faz piadas com o pessoal da banda e com os espectadores, brinca, pula e transmite a felicidade de quem faz o que mais gosta.
Antes de finalizar, uma pequena história que testemunhei e vou compartilhar com vocês: não me lembro exatamente o ano, mas foi no meio dos 90, eu tive o privilégio de assistir a um show do Fish em um teatro pequeno, que cabiam umas 2.000 pessoas; já depois da metade do show, faltou luz, só ficando ligadas aquelas de segurança; após alguns momentos de confusão, o grandalhão, lá do palco, sem microfone, conseguiu fazer todo mundo se sentar onde estava (mesmo que o chão fosse uma mistura de cerveja e poeira...); ele mesmo também se sentou na beira do palco com os dois guitarristas empunhando seus violões e fez a galera cantar baixinho, junto com ele, duas músicas (‘Dear Friend’ e ‘Lady Let It Lie’, se não me engano), até que os geradores voltaram a funcionar. Em seguida veio uma das ovações mais ensurdecedoras e animadas que eu já participei. Não é qualquer um que consegue tal feito, não...

Já me delonguei demais, os links estão aí embaixo, tirem vocês mesmos suas conclusões e, depois, deixem aqui na caixa de comentários as suas opiniões.








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* Acho engraçado bagarái quando começam a levar as coisas muito a sério; pros mais 'xiitas,' é Música Progressiva, com maiúsculas e tudo, porque esse negócio de rock é pra quem não entende nada: uma ralé que não sabe o que é um Chapman Stick ou uma Warr Guitar, e que acha que ‘álbum conceitual’ é o que obteve os maiores conceitos da crítica. (rsrsrsrs) Para esses, um pedaço do Paraíso é um disco de uma banda do Turkomenistão, que só teve 250 cópias lançadas em vinil transparente, em 1970, que traz a participação do Fripp tocando koto nos 20 segundos finais da faixa 3 do lado B... rsrsrsrsrs

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

A Época De Ouro Da Renascença

Por um tempo eu pensei que o primeiro disco do Renaissance fosse o ‘Ashes Are Burning’... Eu, da mesma maneira que muitos da minha época, vim a tomar conhecimento sobre o Renaissance quando escutei ‘Let It Grow’ tocando no rádio – e tocava muuuuito. Talvez eu até tivesse deixado passar batido, se aquela menina por quem eu arrastava um caminhão não tivesse dito, suspirando - ‘Essa é a música mais linda do mundo...Fui direto pra casa de um amigo do meu irmão (que depois se tornou um de meus melhores amigos), meu xará, o Marcelão, que era guitarrista e sabia tudo de rock – ele com certeza saberia como eu poderia gravar uma fita com aquela música pra eu dar de presente para a tal menina. Chegando lá, contei meus planos pra ele, que, com uma grande risada, disse que poderia fazer o serviço completo; então ele me levou até a vitrola e, na estante ao lado, pegou o ‘Ashes Are Burning’ e uma fita Scotch (daquelas meio douradas) e ali, na mesma hora, gravou a ‘Let It Grow’ (só como curiosidade, ele tinha um equipamento supermoderno, daqueles que gravavam sem precisar colocar um microfone na frente das caixas... rsrsrs). Já com a fita em minhas mãos, ele ainda me disse – ‘Bicho, vou te falar, essa música é boa, mas é a piorzinha do disco. Volta aqui depois pra eu te apresentar essa jóia.’
O resultado da história foi o seguinte: corri pra dar a fita de presente pra menina (o nome dela era Flávia), que estava junto com suas amigas. Eu, ali, suando, pretendendo ser galante, entreguei a fita pra menina e recebi em troca um sorriso pra lá de debochado, dela e das amigas - aquele jeito todo especial de crueldade infantil (afinal, tínhamos uns 12, 13 anos) -, que viraram as costas e se foram, me deixando, ali, plantado e completamente frustrado... Voltei à casa do Marcelão e afoguei minhas mágoas com uma Coca Cola e escutando, dessa vez na íntegra, o ‘Ashes Are Burning’. Nesse mesmo dia perdi uma paixão infantil e ganhei uma outra que ficaria pra sempre: Renaissance.

Pouco tempo depois eu fiquei sabendo que o ‘Prologue’ era anterior ao ‘Ashes...’ e muitos anos depois, quando virei um rato de loja de discos, é que descobri que a banda já começara bem antes disso, com o Keith Relf (dos Yardbirds) e uma formação que não tinha nada daquela que eu considerava a original. De qualquer maneira, foi com Annie Haslam (vocais), John Tout (teclados), Jon Camp (baixo e vocais), Michael Dunford (violões e guitarras) e Terrence Sullivan (bateria e percussão) que a banda ficou realmente conhecida e viveu sua ‘época de ouro’.
Os discos que estou disponibilizando aqui são justamente aqueles que eu considero se tratar dessa ‘época de ouro’; que vai do ‘Prologue’ ao ‘A Song For All Seasons’, sem contar o excelente ‘Live At Carnegie Hall’ e deixando de fora ‘Azure D’Or’ que, ao menos pra mim, marca o início da decadência da banda, não estando, assim, ligado a essa magnífica fase.
Aliás, essa decadência se deveu ao curioso e isnólito fato de que os músicos que tocavam em orquestras enfim conseguiram se reunir em um sindicato exatamente nessa época; consequentemente o cachê pago a esses músicos aumentou tanto que já não era mais possível utilizá-los em tantos shows, como o Renaissance fazia regularmente; foi então que a banda mergulhou de cabeça nos sintetizadores, para, dessa forma, tentar suprir a falta da orquestra.
Eu considero todos esses seis discos verdadeiras obras-primas, e o seu auge musical e conceitual é (em minha nada modesta opinião...) o disco ‘Scheherazade And Other Stories’. Está tudo aí, padrão O Pântano Elétrico: VBR 224/320 e os encartes devidamente escaneados; agora só falta seu comentário... - Divirtam-se!






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P.S.: Quanto à Flávia, anos depois nós engatamos um namoro, daqueles bem adolescentes, mas ela curtia novela, Olivia Newton-John, ‘Grease’, ‘Xanadu’, disco music, etc, já eu curtia literatura, ‘Star Wars’ e vivia com meus discos do Led Zeppelin e do Rush debaixo do braço, não podia dar certo mesmo (rsrsrs); mas fiquei sabendo que ela guardou aquela fita Scotch por muito tempo...

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Ataque Maciço

Criado bem no final da década de 80 a partir do The Wild Bunch, o mais famoso sound system de Bristol (Inglaterra), por Robert Del Naja (3D), Grantley ‘Grant’ Marshall (Daddy G) e Andrew Vowles (Mushroom), o Massive Attack faz um som bem difícil de se rotular, mesmo que seja considerado um dos principais criadores do que veio a se chamar trip hop e por mais que eles rejeitem essa classificação - afinal eles se utilizam de todo e qualquer estilo ou ritmo para desenvolver suas músicas, seja soul, funk, pop, dub, eletrônica, fusion, shoegaze, rock ou metal, tendo até passagens bem progressivas.

Na verdade, o Massive Attack, apesar de fazer um som único e de assinatura facilmente reconhecível, não repetiu fórmulas em qualquer dos discos lançados, tanto que seus lançamentos são sempre aguardados com um intuito do tipo ‘vamos conferir o que esses malucos estão fazendo agora’. As poucas coisas em comum entre seus discos são: a evidente qualidade do material, a presença de vários cantores e cantoras diferentes - em cada um deles se destaca mais especificamente uma cantora, que são, cronologicamente, Shara Nelson, Tracey Thorn (Everything But The Girl), Elizabeth Fraser (Cocteau Twins) e Sinéad O’Connor -, além da presença constante do jamaicano Horace Andy, um dos pioneiros do reggae (contemporâneo de Bob Marley e Peter Tosh, entre outros). Há que se destacar, também, a presença de Tricky, que ajudou a forjar o som do grupo e que, posteriormente, desenvolveu uma carreira própria de certo sucesso.
Como a música do Massive Attack é daquele tipo que cria verdadeiras ‘imagens musicais’, nada seria mais natural que fizessem do vídeo-clipe um veículo a mais para a sua arte, tendo feito alguns memoráveis, que chegaram a influenciar a própria maneira de se fazer e de se encarar os vídeo-clipes como, por exemplo, os de ‘Protection,’ ‘Teardrop’ e ‘Butterfly Caught’. Além disso, muitas de suas músicas foram utilizadas em vários filmes e eles assinam a trilha sonora do filme ‘Cão de Briga’ (‘Danny The Dog’, intitulado ‘Unleashed’ nos EUA), com Jet Li, Morgan Freeman e Bob Hoskins. Entre vários desses filmes, a trilha de ‘Batman Forever’ traz a faixa ‘The Hunter Gets Captured By The Game’, com a participação de Tracey Thorn.
Com o passar dos anos o Massive Attack se tornou um verdadeiro conglomerado de músicos, vocalistas, MCs, DJs e produtores; do núcleo principal, somente Del Naja participou de todos os discos e, atualmente, ele e Daddy G estão finalizando um novo álbum, prometido para ser lançado ainda este ano.
Estou disponibilizando aqui a discografia oficial completa, tudo em VBR 224/320 e encartes completos (inclusive a caixa com 11 CDs de ‘Singles 1990-1998’) – com exceção de ‘Danny The Dog’, ‘Collected’ e ‘Obelisk’, que peguei em algum lugar que não lembro. Além desses, estão incluídos:
. ‘No Protection’, só de remixes dub das músicas de ‘Protection’, feito pelo Mad Professor;
. Uma coletânea de remixes que o Massive Attack fez de músicas de outras bandas;
. ‘Protected: Massive Samples’, que é uma compilação de músicas de artistas como Wally Badarou, Billy Cobham, Isaac Hayes, Al Green, entre outros, das quais o Massive Attack utilizou samples;
. ‘Weather Underground’, que é um bootleg que traz um ‘live test’ do que possivelmente será o próximo disco.

É isso aí, material de primeira; então, baixem, divirtam-se e, só pra variar um pouco, comentem!

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Atenção: alguns links no texto podem ter algumas boas surpresas…
Look for some Easter eggs...

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

O Camelo Britânico

Caríssimos amigos, amigas e freqüentadores anônimos em geral, por conta das últimas postagens, não pensem vocês que abandonei o rock progressivo – na-na-ni-na-não... rsrs Na verdade, estou preparando uma boa ‘enxurrada prog’, que começa hoje, com este post mais do que especial, disponibilizando pra vocês a discografia mais do que completa de uma das minhas bandas preferidas de todos os tempos: Camel.

Eu sei que nem é muito difícil de se achar os discos do Camel entre tantos ótimos blogs, porém como eu tenho uma boa quantidade de CDs originais, ripei-os no meu costumeiro padrão VBR 224/320kb e incluí os encartes completos. Decerto que não tenho todos os discos, então todos os outros que estou disponibilizando aqui são aqueles com o rip de melhor qualidade que encontrei em outros blogs como, por exemplo, o Sakalli, tendo incluído as capas e o que consegui achar dos encartes. Além de tudo, posso estar enganado, mas acho que nunca encontrei todos esses juntos num mesmo blog; só para ter uma idéia melhor, são, ao todo, 29 discos – 14 de estúdio, 10 ‘ao vivo’, 4 bootlegs e uma coletânea.

Vamos a um pouco da história da banda. Em 1969, Andrew Latimer (guitarras, flauta e vocais), Doug Ferguson (baixo e vocais) e Andy Ward (bateria e percussões) formavam o The Brew, que fazia um som que misturava blues, jazz e rock; eles costumavam se apresentar ao vivo e, a partir dessas apresentações, o som da banda foi evoluindo e ganhando características muito próprias, mas ainda estava faltando algo; o que logo ficou evidente para eles era que com a adição de teclados a banda ficaria do jeito que eles mais gostariam. Em 1971 eles conheceram o tecladista Peter Bardens – que já tinha uma boa carreira (tocou com Rod Stewart, Van Morrison, Mick Fleetwood, entre outros) e dois discos próprios lançados (‘The Answer’ e ‘Write My Name In The Dust’).
Eles logo tiveram a oportunidade de fazer um show juntos, tocando basicamente o material de Bardens. Nesse show, o entrosamento do que era o Brew somado à experiência e musicalidade de Bardens resultou numa química perfeita; logo depois disso nasceu o Camel.

O primeiro disco, auto-intitulado, veio em 1973 e, a partir daí, com esta formação ‘clássica’, veio uma seqüência de obras-primas do rock progressivo (‘Camel’, ‘Mirage’, ‘The Snow Goose’ e ‘Moonmadness’); todos são daquele tipo ‘essenciais em qualquer coleção’ e nem digo só de rock progressivo.

Doug Ferguson deixou a banda em 1977 e a partir de então muitas mudanças se sucederam, não só quanto aos músicos, mas também quanto à direção musical, numa tentativa de expandir horizontes, integrando influências jazzísticas (no disco ‘Rain Dances’) e pop/rock (principalmente do ‘Breathless’ até ‘Stationary Traveller’), com resultados variados. No meu modo de ver, ‘Breathless’, por exemplo, é um disco fraco, com muitas músicas tendendo a um lado mais comercial, mas tem umas das melhores músicas da banda (‘Echoes’); talvez houvesse alguma pressão da gravadora para que eles ‘fabricassem’ algum hit, pois a partir de ‘Rain Dances’ todos os discos têm mesmo uma música ou outra com essa direção, inclusive o mais progressivo de toda essa leva, o conceitual ‘Nude’ (e que talvez seja o disco musicalmente mais variado do Camel).

Pouco a pouco os membros originais foram deixando a banda nas mãos de Andrew Latimer, tanto que ‘The Single Factor’, de 1982, é praticamente um disco solo de Latimer, com vários músicos contratados, tendo a participação de alguns músicps que já vinham tocando com ele e, também, contando com a colaboração de Peter Bardens e Anthony Phillips em algumas faixas. ‘Stationary Traveller’, de 1984, traz uma mistura mais homogênea entre faixas mais comerciais e instrumentais, dentre essas últimas a que dá nome ao disco (excelente) e ‘Pressure Points’ (também excelente), que acabou batizando a turnê desse disco, que, por muito tempo, foi a última do Camel, já que em 1985 Latimer ‘declarou’ um recesso para a banda, que só voltaria em 1991 com o disco ‘Dust And Dreams’, um disco conceitual, inspirado no livro ‘As Vinhas da Ira’, de John Steinbeck.

A Nod And A Wink’, de 2002, é, até agora, o último disco lançado pelo Camel e foi dedicado a Peter Bardens, que faleceu devido a um câncer pulmonar em janeiro daquele ano. A turnê desse último disco foi anunciada como uma despedida dos palcos, mesmo que Latimer tenha continuado a trabalhar, privativamente, em versões acústicas para algumas canções do Camel e, também, a partir de 2003, em um novo projeto com Doug Ferguson e Andy Ward. Infelizmente os projetos foram abortados ou adiados em 2006, devido a sérios problemas de saúde de Latimer, mas, mesmo assim, em 2007, Susan Hoover (sua esposa e letrista do Camel há vários anos) declarou que um novo álbum de inéditas era pretendido, assim como uma subseqüente mini-turnê. Agora só nos resta fazer pensamento positivo para que o simpático Andrew Latimer retome sua boa saúde e nos brinde com mais um excelente álbum – que, se seguir a linha evolutiva desde ‘Dust And Dreams’ (e se realmente contar com a presença de Doug Ferguson e Andy Ward) tem tudo para ser mais um clássico na discografia dessa maravilhosa banda que é um dos maiores pilares do rock progressivo mundial.







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Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Munição Para O Dia Dos Namorados

O Dia dos Namorados está se aproximando e pensei em dar uma força ao Cupido e ao espírito romântico que mora dentro de cada um de nós – mesmo que adormecido em alguns... hehehe Para isso escolhi alguns discos que penso serem capazes de agradar tanto à companheira quanto ao companheiro; servindo de trilha sonora para uma variedade de climas, do mais íntimo ou sedutor ao divertido ou relaxante. Além disso, fui à cata de algumas postagens mais antigas daqui do Pântano que se encaixam como uma luva para a ocasião.
A ‘munição’ está aí, agora só resta você fazer a sua parte...

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Terça-feira, 2 de Junho de 2009

O Pântano Eclético Futebol Clube (3)

Para a final da temporada de futebol na lama escalei um time bem bacana, com jogadores de peso e outros bem técnicos pra dar um equilíbrio geral.
Vamos nessa que o jogo é de campeonato e, você sabe, futebol é uma caixinha de surpresas e o plantel fará tudo que o ‘professor’ lhes pediu para conseguir mais uma vitória e trazer o caneco pra casa...

Alice In Chains – Jar Of Flies (1993)







Esse EP marca a entrada de Mike Inez (ex-Ozzy) no Alice In Chains e traz à tona a faceta acústica do Alice In Chains, num clima mais relax e tendo até o acompanhamento de cordas em algumas músicas. Prometia uma bela evolução no som deles, mas o disco seguinte, o auto-intitulado de 1995, foi uma decepção.
Wikipedia

Collective Soul (1995)








Rock dos bons com influências bem ecléticas, do pop ao hard e até algumas pitadas prog (até porque, pelo menos pra mim, em algumas músicas a voz de Ed Roland lembra um bocado a de Peter Gabriel). É um produto genuíno e de alta qualidade, que vicia rapidamente... rsrsrs
Wikipedia

David Bowie – Earthling (1997)







Bowie sempre foi um cara pra lá de antenado; na época de ‘Earthling’ o techno estava em alta e muita gente associou esse disco a essa ‘onda’ – ledo engano... Ele queria mesmo era dar um passeio pelo som industrial ao estilão do Nine Inch Nails, e esse disco comprova que seja lá em qual ritmo ou estilo Bowie se aventure, ele sempre será... David Bowie! O que já é bom demais!
Wikipedia

Godzilla – The Album (1998)








Esse disco vendeu muuuuuito, até eu acabei comprando o meu exemplar... Muita gente mete o malho na versão de ‘Kashmir’ do Puffy Daddy (ou qualquer outro nome que esse maluco tenha), mesmo com o aval do próprio Jimmy Page; se serviu pra apresentar o Zepp pra molecada já tá valendo. Apesar disso, o disco tem uma porrada de músicas boas; na verdade em sua maioria as músicas são muito boas, o que deixa essa trilha sonora bem acima da média geral de lançamentos do mesmo tipo.
Wikipedia

Gorillaz (2001)








Esse é outro que vendeu que nem água e conseguiu agradar marmanjos e crianças, seja por causa dos desenhos, ou pelo conceito em geral, outros simplesmente pela alta qualidade das músicas apresentadas. O disco é tão bom que, de uma certa maneira, acabou provocando o fim do Blur (se você estava em outro planeta nos últimos anos, dá uma pesquisada na Wikipedia; tem um link bem aí, ó).
Wikipedia (português)
Wikipedia (inglês)

Howie B – Turn The Dark Off (1996)







Howie B é um músico e produtor escocês, que já trabalhou com artistas do calibre de Björk, Tricky e U2 (era ele quem abria os shows da turnê ‘PopMart’, inclusive aqui no Brasil). Esse disco é bem eletrônico, do tipo difícil de rotular, e é totalmente excelente, daqueles que quanto mais se ouve mais se gosta. Dê-se essa chance.
Wikipedia

Kraftwerk - Tour De France Soundtracks (2003)







E pra continuar na eletrônica, os ‘pais’ da criança em sua última criação original, a trilha sonora que fizeram para um dos eventos esportivos mais populares da Europa, a competição ciclística ‘Tour de France’.
Wikipedia

Prodigy – The Fat Of The Land (1997)







A homogênea e certeira mistura de rock pesado, techno, punk, eletrônica, bateria acústica, loops, guitarras pesadas e toda a energia dos vocalistas Keith Flint e Maxim Reality transformaram esse disco num clássico absoluto. Entre as minhas preferidas está ‘Narayan’, que conta com os vocais de Crispian Mills (Kula Shaker). Um dos melhores shows que eu já fui; com honras.
Wikipedia

Tá Na Área – Futebol Pop (2000)







Graças a mudança aqui em casa eu achei esse disco (estava esquecido no fundo de um armário), senão já o teria postado antes, porque é mais do que oportuno ao tema dessa série de postagens; é uma coletânea de versões exclusivas de músicas apresentadas no programa de futebol ‘Tá Na Área’ (do canal SporTV), entre os anos de 1999 e 2000, por vários artistas brasileiros, entre eles Max De Castro, Jorge Mautner, Caboclada, Rumbora, The Funk Fuckers, Squaws, Otto e mais uma galera bem bacana, o resultado é bem divertido.

Tom Petty – Full Moon Fever (1989)







Free Fallin'’, a música que abre ‘Full Moon Fever’, é uma das que eu escolheria pra levar pra uma ilha deserta (rsrsrsrs), perfeita em todos os sentidos. Foi por causa dela que comprei esse disco e acabei ganhando, ‘de bônus’, uma coleção de ótimas músicas com o certificado Tom Petty de qualidade. Discaço, indicado pra toda e qualquer hora do dia, em qualquer estação, em ilhas desertas ou em qualquer canto do mundo. Além de tudo, eu sou roxo de inveja da Rickenbacker de dois braços que ele empunha em uma das páginas do encarte... rsrsrsrs
Wikipedia

The Wallflowers – Bringing Down The Horse (1996)







A banda do filho do Bob Dylan. Assim poderia ter ficado para a posteridade a banda The Wallflowers, mas os caras fizeram um sucesso danado com esse disco – que, aliás, contraria a velha máxima de o segundo disco ser pior do que o primeiro. Graças à dois grandes hits (‘One Headlight’ e ‘6th Avenue Heartache’), foi um sucesso de vendas; também fez sucesso entre a crítica especializada e com a mulherada, que ficou alvoraçada com o gajo bonitão filho do feioso quase-fanho (rsrsrs).
Wikipedia

Aproveitem, porque tá tudo ripado em VBR 224/320 e com encartes completos incluídos.

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Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Aperte, Acenda e Aperte o Play

De acordo com a Wikipedia, morcheeba significa the way of marijuana; eu já conhecia a expressão cheeba cheeba, que se refere à erva do capeta e foi uma gíria muito usada pelos hippies, mas nunca com esse ‘mor’ aí na frente... Seja lá o que for, o nome cai como uma luva para o som da banda. Ooopss... Peraí, peraí!!... A parada é um pouco mais complexa do que isso, porque não é, na realidade, uma banda assim como estamos acostumados.

O Morcheeba foi formado na Inglaterra pelos irmãos Paul e Ross Godfrey depois que eles conheceram a cantora Skye Edwards numa festa regada a muita... Você sabe o quê, hehehe... Paul é DJ e baterista e Ross um multi-instrumentista que nos mostra em seus discos um jeito bem pessoal e preguiçoso de tocar guitarra, com solos e ‘comentários’ muito bem colocados e de extremo bom gosto. Ambos já vinham tendo a idéia de formar uma banda ou coisa que o valha, mas nunca se contentavam com os e as vocalistas com que trabalhavam. Até conhecerem Skye. A menina é dona de um timbre daqueles que gostaríamos de ficar ouvindo por dias e dias sem parar, só acendendo um na ponta do outro; e ela canta macio, gostoso, num clima tão preguiçoso quanto a música que fazem em geral.
Logo no início, com o disco ‘Who Can You Trust?’, lançado em 1996, já fizeram um tremendo sucesso com o single de ‘Trigger Hippie’, que tocou à exaustão mundo afora. Esse disco logo foi catalogado junto com a ‘onda’ trip hop que vinha ganhando fama à época, mas ao passo que o som de bandas como Portishead e Massive Attack eram mais deprê (ou o que eu chamo de bad-trip hop), o som do Morcheeba tinha algo mais ensolarado, com os pés no pop e a cabeça na Jamaica.

Como trip hop é só mais um rótulo mesmo, os malucos logo começaram um processo pra se livrarem dele; o que foi feito através da inclusão das mais diversas influências da música mundial, o que, ao invés de descaracterizar o som da banda, os fez seguir um caminho único, passeando na fronteira entre o tal trip hop e o pop da mais alta qualidade (seria um trip pop??), com elementos de reggae e dub, orquestrações, rap... O resultado foi o magnífico disco ‘Big Calm’, de 1998, que os fez estourar de vez em todo o mundo.

Mas a realidade é que o sucesso, ainda mais um assim, meio que súbito e estrondoso, nem sempre faz muito bem aos artistas... Depois de uma turnê desgastante, e tendo que cumprir contrato, foi lançado em 2000 ‘Fragments Of Freedom’, que, mesmo longe de ser ruim, ficou aquém daquilo que muitos esperavam deles musicalmente. Mas isso também é uma opinião minha, pessoal, porque esse disco também vendeu muuuuito e rendeu um mega hit (que, se não me engano, até tocou numa novela dessas da Globo) a música ‘Rome Wasn’t Built In A Day’ – que foi a que alcançou as mais altas posições nos charts em toda a carreira do Morcheeba. Apesar disso tudo, a banda já começava a ruir. Depois do lançamento de ‘Charango’ em 2002 (que teve uma vendagem bem abaixo do esperado), os irmãos Godfrey, os donos do Morcheeba (que como eu disse lá em cima, não é exatamente uma banda...), simplesmente deram o bilhete azul pra Skye. Ninguém diz explicitamente, mas isso tudo tem um forte cheiro de ciumeira das brabas, porque era ela quem recebia a maior parte das atenções do público e da imprensa. Então lá se foi a menina tentar carreira solo - depois de umas boas férias ela acabou lançando um disco muito bom, em 2006, (diga-se de passagem, melhor que o do Morcheeba sem ela...) chamado ‘Mind How You Go’.

Voltando aos chapados Godfrey... Eles tinham que cumprir seus contratos, então chamaram a cantora Daisy Martey (da obscura banda Noonday Underground) para a vaga deixada por Edwards, mas logo depois de terminadas as gravações de ‘The Antidote’ os malucos a mandaram embora, sendo substituída, ao vivo, por Jody Sternberg. Foi nessa turnê que eles tomaram a decisão de que o Morcheeba não teria mais uma vocalista fixa e resolveram, também, experimentar vocais masculinos. Assim, desta forma, foi gerado ‘Dive Deep’, de 2008, o último lançamento deles até agora, que conta com os vocais de Judy Tzuke, Thomas Dybdahl, Cool Calm Pete, Bradley Burgess e Manda, sendo que esta última é quem acompanha a banda ao vivo atualmente. Vale dizer também que desde o início eles sempre contaram com vários músicos contratados e muitos convidados em seus discos.

Estou disponibilizando aqui os seis discos do Morcheeba, sendo que os cinco primeiros com encartes completos. A meu ver, os dois primeiros discos são daquele tipo essencial em qualquer discoteca que se preza, o que não quer dizer que os outros sejam ruins, longe disso, é que 'Who Can You Trust?’ e ‘Big Calm’ são mesmo discos muito especiais. Além disso, incluí um extra com três faixas: a maravilhosa versão de ‘Summertime’ (com Hubert Laws na flauta), que faz parte do disco 'Red Hot + Rhapsody', que já foi postado aqui no Pântano, mais ‘What's Your Name?’ e ‘Cant Stand It’, que fazem parte da coletânea ‘Parts Of The Process’.

Agora só falta o seu comentário e como diria meu irmãoSinho Edson D’Aquino: ‘vamu fazê fumaça!!’ rsrsrs
Divirtam-se sem moderação.

Wikipedia

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Este post contém algumas surpresas, é só procurar...
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