quinta-feira, 12 de novembro de 2009

DMCA: My Love Eternal...


Caros caras e caras caríssimas,
nossa querida e amada DMCA notificou ao Blogger que O Pântano Elétrico, este reles blog feito por mim e por vocês, estava infringindo os direitos autorais de alguns artistas em duas postagens; uma de janeiro e outra de fevereiro deste ano. Essas postagens se chamavam ‘Seleção de Coletâneas Aleatoriamente Randômica’, que eu dividi em 4 partes e foi justamente nas partes 1 e 4 que encontraram tais infrações. Só não me detalharam quais artistas (e consequentemente quais discos) se enquadravam nessa ‘categoria’; então resolvi deletar logo tudo de uma vez e ainda agradeci, via e-mail, o pedido e o conselho do Blogger, já que foram tão bacanas, simpáticos e educados em me informar de tal desvio de conduta.

Agora, quanto à DMCA, só tenho uma coisa a dizer: who gives a shit? Ainda mais a essa altura do campeonato... Então, como uma forma de declaração de amor a este soberbo órgão norte-americano, vou colocar lá no final deste post um link onde se poderá baixar um documento do Word contendo os textos e os links referentes a essas mesmas postagens (como de costume), então todos aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de baixar os discos poderão se satisfazer.

Caso haja mais alguma curiosidade, aí vão links para as partes que ainda estão vivas.


Como não acredito (muito) em coincidências, vou aproveitar o ensejo para publicar um comentário extremamente oportuno e muito, muito bacana, que foi feito aqui no blog (na postagem 'Rainhas Stoner', sobre a banda Queens Of The Stone Age) no mesmíssimo dia em que recebi essa tal notificação. Gostei imensamente por motivos que vão desde o conteúdo à forma e, também, por ser de autoria de um freqüentador até então anônimo, que, pelo que me lembro, nunca havia feito qualquer comentário anteriormente.
Deixo com vocês as palavras do Rafael:

“Caro dono do blog,

Não sei se os comentários dos posts antigos são lidos, mas lá vai:

Baixei uns discos do QOTSA e várias outras coisas aqui. Quero agradecer e fazer um elogio ao blog, um dos melhores que conheço entre os que compartilham música. Parabéns pelo ecletismo, pelos bons textos e sobretudo pela qualidade do material oferecido -- não só a qualidade musical, mas também a dos arquivos, sempre com bitrate alto, faixas bonus e encartes. Deve dar um puta trampo preparar e publicar esse material...
Isso é o que mais me fascina em blogs como este: a dedicação e a preocupação com a qualidade que vocês têm. Isso é trabalho de quem ama a música, e o resultado é um ponto de encontro de pessoas que têm a mesma paixão. A troca de informações e a quantidade de coisas novas que a gente conhece ao circular nessas comunidades virtuais é imensa!
Alguns insistem em dizer que isso é ruim, e que a música vai morrer por causa dos downloads ilegais... Eu me defendo dizendo que só estamos fazendo o mesmo que já fazíamos antes da Internet, quando descobríamos novas bandas via algumas poucas publicações que encontrávamos nas bancas e fitas K7 copiadas dos amigos. Só que hoje a tecnologia permite que isso seja feito em velocidade, quantidade e qualidade muito maiores.
Como impedir isso sem apelar para o autoritarismo? Os tempos são outros. Se os downloads prejudicam a receita das gravadoras, elas que procurem outras formas de ganhar dinheiro, certo?
Grande abraço e até a próxima.“

Caro Rafael, todos os comentários são lidos e respondidos e o seu não só não foi uma exceção, como também mereceu ser publicado e, também, publicamente agradecido – valeu, valeu, valeu!!!!!!!

Grande abraço a todos e todas.
Valeu!!!!

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P.S.: Se desta forma for iniciado o processo de 'aterramento' d'O Pântano Elétrico, sempre teremos um Plano Z...

sábado, 31 de outubro de 2009

Godspell




Godspell (Soundtrack) - 1973







Godspell (Original Cast Recordings) - 1974




Eu não sou uma pessoa religiosa. Digo no sentido de seguir uma religião. Também não sou ateu, porém dispenso tanto tempo com o tal Deus quanto ele dispensa comigo, ou seja: se ele fala e eu não escuto, eu também não fico enchendo o saco d’Ele.
Um ponto básico em todas as religiões é a presença de um grande profeta, que surge para revolucionar não só a própria religião, como também a fé em si; é o caso de Jesus, Buda e Maomé, entre tantos outros.
Aqui no nosso ocidente a maior parte da população se apóia nas religiões de origem judaico/cristã, com grande ênfase nos evangelhos; sejam católicos, batistas, luteranos, presbiterianos, etc. Os evangelhos, como todos devem saber, contam a história dos últimos dias de Jesus Cristo, desde que começou a ser acompanhado por seus apóstolos até sua morte e ressurreição. É uma história riquíssima, que o mercado não poderia ter deixado de lado. Assim foi com o objeto desta postagem: a trilha sonora do espetáculo ‘Godspell’, de autoria de Stephen Schwartz e John-Michael Tebelak, primeiramente encenado off-Broadway, posteriormente na própria Broadway e, depois de grande sucesso, finalmente levado às telas de cinema para ganhar mundo em montagens das mais diversas.

Minha história particular em torno do filme se deve à minha irmã, Vania, que sempre adorou musicais e vivia me falando deste. Primeiro conheci a trilha sonora (que ela tinha gravada numa fita Scotch de 60 min) e só muito depois é que, finalmente consegui assistir o filme numa madrugada insone, no bom e velho ‘Corujão’ da TV Globo. O filme é realmente envolvente, emocionante e cativante, porém uma das cenas que mais me marcaram é aquela em que na comunhão, em vez de pão, eles compartilhavam umas pílulas beeeem suspeitas... Flower power, hippies, vocês bem podem imaginar... hehehe
Nunca mais vi o filme, mas a trilha sonora sempre foi uma das minhas preferidas de todos os tempos; faz parte daquelas compostas especialmente, e tanto as letras quanto melodias e partes instrumentais são de qualidades inquestionáveis, tendo rendido até mesmo um hit hiper-mega-blaster (‘Day By Day’) e um hit ‘menor’ (‘Beautiful City’).
Eu disse ‘nunca mais’ aí em cima, pois bem, esse ‘nunca mais’ durou até a noite de ontem pra hoje, quando em mais uma madrugada insone tive que apelar pra TV e, zapeando, eis que dei de cara com o início do filme em questão e, enquanto o assistia, pensei em postar a trilha sonora aqui no blog.
Então, caros amigos, aí está. Ou melhor: aí estão! Porque resolvi fazer o serviço completo e, além da trilha do filme, coloquei no mesmo arquivo a trilha do espetáculo teatral, com o elenco original – na verdade, com poucas mudanças, sendo a mais importante a do protagonista (no teatro era Steve Nathan e no cinema Victor Garber, que eu prefiro) – também adicionei as capas que consegui encontrar e as letras completas. Existem algumas outras poucas diferenças entre os dois discos, que vocês poderão conferir e escolher de acordo com suas preferências.
Quem quiser pesquisar um pouco mais sobre ‘Godspell’, pode acessar aqui a Wikipedia, que lá tem vários outros links externos bem interessantes. Em minhas pesquisas achei até fotos de uma montagem canadense que tinha no elenco artistas como Martin Short (‘Viagem Insólita’ e trocentas comédias), Eugene Levy (aquele coroa do 'American Pie'), Gilda Radner (do hilário ‘Lua de Mel Assombrada', com Gene Wilder e Dom DeLuise), entre outros. Victor Garber, que faz o papel de Jesus no filme, também pode ser visto em vários seriados televisivos (é o Jack Bristow de ‘Alias’) e como o comandante do multi-oscarizado ‘Titanic’.

No mais, caríssimos e caríssimas, divirtam-se!!

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

The Ganjas

Como eu havia dito antes, certamente eu daria umas incertas por aqui - pra não perder o contato com a galera e, também, para apresentar algo que valha a pena. Desta vez venho disponibilizar a discografia da banda chilena The Ganjas – um nome sugestivamente nada sutil, hehehe...
Eu já conheço a banda há alguns anos e estava só esperando conseguir o disco deles mais recente para (quem sabe, um dia...); então, caros amigos, cá estão: são seis discos, sendo que um deles é uma coletânea.
É meio difícil encontrar material sobre os Ganjas pela internet, tanto que não consegui nem capas ou encartes com boa resolução. O melhor texto que encontrei foi no site da atual gravadora deles, a Algo Records, que você pode conferir aqui.
A música dos chapados é rotulada como neo-psicodelia, o que nos diz algo, porém quase nada... O som é calcado no rock alternativo inglês, com generosas doses de psicodelia (é claro!), shoegazing, stoner, space, pop rock, dub e improvisações, com as guitarras sempre em destaque.
Desde 2002 na ativa, a banda é composta por Samuel Maqueria (guitarra e vocais), Rafael Astaburuaga (baixo e vocais), Luis Felipe Saavedra (teclados e maracas) e Aldo Benincasa (bateria e percussão) – outros músicos também colaboraram, mas não se mantiveram na banda, como o baixista e companheiro de Samuel no Yajaira, Comegato (que nome é esse?!?!? rsrs), que também empunhava a guitarra no início da banda.
No mais, quem quiser acessar a página deles no MySpace é só clicar aí no link.
É isso, aí: divirtam-se!


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sábado, 29 de agosto de 2009

Farflung

Galera, eu vou fazer aqui uma pequena interrupção nesse meu ‘auto-exílio’ para trazer pra vocês a discografia de uma banda que andei escutando muito nesses últimos dias: Farflung.
Os caras fazem um som que tem muito de space rock e rock psicodélico, mas também com doses de rock progressivo e stoner rock; uma excelente pedida pra qualquer tipo de viagem – seja numa estrada ou num quarto escuro, hehehe...
Bem, estou de ‘férias’, então serei breve. Quem quiser saber um pouco mais sobre a banda pode conferir nos links abaixo.
No mais, divirtam-se e, se possível, comentem (só não sei quando poderei responder...).


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terça-feira, 21 de julho de 2009

1


É isso aí, galera, fim da contagem regressiva. Fim também da minha coleção de CDs – só sobraram discos que podem ser encontrados em vários excelentes blogs e outros que não são assim tão relevantes a ponto de render uma postagem. Se e quando eu voltar a postar, me servirei somente dos trocentos zilhares de mp3 que baixei nesses últimos anos; então, aproveitem e façam a festa, porque, de agora em diante, nada de postagens novas por muuuuuuito tempo.

Aproveito para deixar um recado:

Caso alguém encontre algum link expirado, ou deletado, e se quiser que eu faça um re-up ou uma repostagem, deixe um recado na caixa de comentários desta postagem, OK?

Valeu por tudo!
Divirtam-se!


Atman – Eternal Dance (1998)

Grupo brasileiro que mistura temas e percussões indianas com eletrônica, em clima meio new age.


Audio News Collection: Hot Rocks (1996)

Compilação de clássicos do rock dos anos 60 com The Mamas & The Papas, Jimi Hendrix, The Troggs, Shocking Blue, The Surfaris, The Kinks, Beach Boys, entre outros.


B.B. King – Blues On The Bayou (1998)

Essa figura não tem Rei no nome à toa. Excelente disco.


Belly – King (1995)

Banda de rock alternativo liderada por Tanya Donelly (Throwing Muses, Breeders) que fazia um som com guitarras bacanas e acento pop.


Chavez – Ride The Fader (1996)

O som do Chavez fica na fronteira entre o rock alternativo e o post rock; esse é um daqueles discos que crescem a cada audição.


Chico Buarque – Meus Caros Amigos (1976)

Clássico total da MPB. Discaço.


Coverdale – Page (1993)

O sonho de consumo de Coverdale concretizado: dividir um disco com Jimmy Page! Quanto mais ele se esforça em parecer com o Plant, mais ele acerta.



David Bowie – The Singles 1969-1993 (1993)

Coletânea com 39 singles de Bowie do período de 69 a 93 – essencial.


David Gilmour (1978)

Dando um tempo no Floyd pra fazer uns rocks e tocar sua guitarra à vontade, Gilmour acabou fazendo um discaço.


G//Z/R – Plastic Planet (1998)

Pancadaria pura, arquitetada pelo eterno baixista do Sabbath, que vem muito bem acompanhado pelo excelente vocalista Burton C. Bell (Fear Factory), mais Pedro Howse (guitarras) e o monstro das baquetas Deen Castronovo.


Guilherme Rondon – Claro Que Sim (2000)

O cantor Guilherme Rondon faz uma música que fica entre o regional de Almir Sater e Renato Terra e a MPB mais tradicional; neste disco conta com a participação de Sater, Danilo Caymmi e Jacques Morelenbaum.


Gustavo Carvalho – Arquipélago (2006)

O baixista da extinta banda Toque de Midas aqui se aventura pela música instrumental com toques fusion, em excelentes composições próprias e ótimas participações de vários instrumentistas.


Kula Shaker – Peasants, Pigs & Astronauts (1999)

Rock, psicodelia e mantras indianos fazem a maior parte da fórmula sonora do Kula Shaker.


Lobão – A Vida É Doce (1999)

Dava pra escrever uma tese sobre tudo o que se passou com Lobão desde pouco antes do lançamento desse disco até hoje em dia – de toda a polêmica entre gravadoras, jabá, discos numerados, etc, até os dias de hoje, em que o cara se mudou pra SP e é funcionário da MTV... Entre tantas, o fundamental é que esse disco é bom bagarái.


Madredeus – O Paraíso (1997)

Música portuguesa, com certeza, uma beleza!


Mopho (1999)

Mutantes, psicodelia, Jovem Guarda, letras non-sense e/ou divertidas – tudo ao mesmo tempo no som dessa banda de Alagoas.


Neil Young – Mirror Ball (1995)

Neil Young + Pearl Jam
= discaço!


Ojos De Brujo – Barí (2002)

Ojos de Brujo é mais que um grupo, é uma verdadeira comunidade de músicos e artistas de diversos tipos de Arte e que faz, musicalmente, a mais perfeita mistura de variados ritmos e gêneros musicais como, por exemplo, flamenco, hip-hop, rumba, pop ou funk – tudo em nome da boa música. Além disso, o encarte é belíssimo.
Dedico esse aí à Lu Gasp, uma menina sem preconceitos musicais que vai saber degustar muito bem essa maravilha.


Paul Rodgers – Muddy Water Blues: A Tribute To Muddy Waters (1993)

Mr. Rodgers empreendeu um desfile de excelentes guitarristas para acompanhar seu abençoado gogó em ótimas interpretações desses clássicos do blues.


The Police – Synchronicity (1983)

Não entendo porque uma banda lança um disco maravilhoso como esse e depois acaba...


Queensrÿche – Empire (1990)

Hoje em dia chamam de prog metal, já chamaram de techno metal e, no começo, era heavy metal mesmo. Qualquer disco deles é relevante e esse talvez seja o que mais fez sucesso, puxado pela lindíssima balada à la Pink FloydSilent Lucidty’.


Red Hot Chili Peppers – Mother’s Milk (1989)

Primeiro disco com John Frusciante nas guitarras e Chad Smith na bateria. Eu o acho o último disco realmente divertido do RHCP.


Scott Weiland – 12 Bar Blues (1998)

Esse disco prova que Scott Weiland é bem mais do que o vocalista do Stone Temple Pilots e do Velvet Revolver. Discaço-aço-aço!!


Silverchair – Freak Show (1997)

Só porque é (era) uma banda de moleques não quer dizer que não façam boa música, e esse disco é recheado de rocks dos bons. Aliás, o show deles no Rock In Rio III foi um dos melhores.


Simon & Garfunkel – The Concert In Central Park (1982)

Clássico total – bom em qualquer hora ou lugar.

Siri (2003)

Siri é um percussionista brasileiro – mais um herói que lança seu trabalho na marra, independentemente. Ainda bem que ele se deu ao trabalho, porque o disco é realmente muito bão!


Smash Mouth – Fush Yu Mang (1997)

Ska/rock/pop, que toca na FM e na MTV – não é maior maravilha do mundo, mas é bem melhor pra acompanhar um churrascão do que o indefectível pagode; além disso, pode servir como trilha sonora pra uma ida à praia ou qualquer compromisso descomprometido...


Soundgarden – Superunknown (1994)

Mais um disco sensacional, fundamental, essencial. Se não tem, baixe; se tem, baixe mesmo assim! rsrsrsrs


Temple Of The Dog (1990)

Oooppsss… A mesma coisa do Soundgarden aí de cima...


Tom Waits – Alice (2002)

Esse disco traz várias músicas da peça homônima, que é baseada no amor proibido entre Lewis Carroll e Alice Liddell. Não é o melhor de Waits, mas tem ótimas músicas, como sempre.


Victor (1996)

Disco solo do Alex Lifeson, bem menos Rush do que o do Geddy Lee, acompanhado por ótimos músicos e pelo excelente vocalista Edwin (I Mother Earth). Como curiosidade, é impressionante o quanto o vocalista Dalbello consegue emular o vocal do Geddy em ‘Start Today’.

Vulgue Tostoi (2001)

Por todos os palcos por onde passou, o Vulgue Tostoi surpreendeu. Depois de uma apresentação memorável no Abril Pro Rock eu achei que eles iriam, finalmente, estourar, mas lançaram esse disco e sumiram. Considero Junior Tostoi um dos melhores guitarristas brasileiros da atualidade.

Wynton Marsalis Septet – In This House, On This Morning (1994)

Como diria um grande amigo meu: “isso é música de gente grande”. Jazz puro, da melhor cepa.


Zélia Duncan – Acesso (1998)

Esse aí vai dedicado ao amigo Dagon, que em nosso encontro etílico-musical teceu vários comentários elogiosos a esse disco, principalmente quanto à participação de Christiaan Oyens; mas, além dele, vários excelentes músicos brasileiros também participam – o grupo Uakti, Flávio Guimarães (gaita), Fernando Vidal (guitarra), Rick Ferreira (guitarra slide), Ramiro Mussotto (percussão), Liminha (baixo), Jacques Morelenbaum (cello), entre outros.


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sexta-feira, 10 de julho de 2009

2

Continuando a contagem, agora é vez de dois discos de cada banda/artista. Além de todos esses, ainda tem uma banda de prog brasileira, que só não escrevo aqui qual é porque senão o tecladista/vocalista vai aparecer pedindo pra tirar os discos... Quem quiser se aprofundar um pouco mais nessa questão, é só conferir aqui no blog Voo 7177.
Falta pouco...
Divirtam-se!

Blur


Parklife (1994)
13 (1999)

Conheci o som do Blur já no primeiro single (‘She’s So High’) e desde então virei fã e eles nunca me decepcionaram, sempre fazendo discos bem variados. Infelizmente eu perdi quase todos os discos deles que eu tinha em um incêndio, só me restaram esses e a coletânea que já postei aqui. ‘Parklife’, não à toa, é considerado o melhor do Blur; eu o considero um dos melhores dos melhores dos anos 90; já ‘13’ mostra um lado mais experimental, com toques eletrônicos que talvez venham da influência do produtor desse disco, William Orbit.

Claude Bolling & Jean-Pierre Rampal


Suite For Flue And Jazz Piano Trio (1975)
Suite For Flue And Jazz Piano Trio No. 2 (1987)

Claude Bolling ficou famoso por lançar vários discos em que, à frente de seu jazz trio, contava com a presença de um convidado especial; esse disco de 75, com o flautista Jean-Pierre Rampal, talvez seja o mais famoso e, também, o que alavancou a sua carreira.

Dream Theater


Images And Words (1992)
Awake (1994)

Acho que todo mundo já tem esses discos, mas não resisti a postá-los aqui, simplesmente porque são totalmente excelentes. Acho que o Kevin Moore fazia a diferença, tanto que depois que ele saiu a banda ficou um tempo meio perdida...

Emerson, Lake & Palmer


Trilogy (1972)
Bain Salad Surgery (1973)

Falando sério, eu quase detesto o Keith Emerson, mas me amarro muito no ‘Trilogy’ e em alguns outros também; já o ‘Brain...’ eu não curto muito (tudo bem, podem me xingar... rsrsrs), mas como esses são os únicos CDs deles que eu tenho, resolvi compartilhar com a galera.

Franz Ferdinand


Franz Ferdinand (2004)
You Could Have It So Much Better (2005)

Fui a dois shows dessa banda, ambos no mesmo lugar, no Rio, e posso dizer que foram shows que marcaram não só a cidade como também a própria banda – totalmente excelente!! O disco de 2004 é sensacional, o outro nem tanto, mas também tem seus ótimos momentos.

Jethro Tull


Minstrel In The Gallery (1975)
Songs From The Wood (1977)

Não tem muito o que se dizer sobre o Jethro Tull além do óbvio: uma das melhores bandas de todos os tempos. Qualquer disco deles que eu disponibilizasse aqui seria ótimo, mas tenho uma relação especial com esses dois, então aí estão.

Mutantes


Tudo Foi Feito Pelo Sol (1974)
Tecnicolor (1999)

Aí estão duas faces dos Mutantes, a multifacetada psicodélica/jovem-guardista/tropicalista e a fase progressiva. Gosto de tudo o que eles fizeram, até as músicas ruins... rsrsrs

Oasis


Definitely Maybe (1994)
(What’s The Story) Morning Glory? (1995)

Taí uma banda superestimada. Muitos falam da influência de Beatles e Stones no som dos caras, até os próprios, mas acho que isso é só uma estratégia para mascarar as verdadeiras fontes do que eles fazem: T. Rex, Kinks, Jam, entre outros, tudo misturado em doses diferentes. O som nunca foi nenhuma novidade, mas é feito com competência, e esses dois discos são os melhores deles; depois, tudo o que fizeram foi reciclá-los ad aeternum...

Os Paralamas do Sucesso


Arquivo (1990)
Severino (1994)

Das bandas brasileiras surgidas nos 80 Os Paralamas Do Sucesso sempre foi uma das minhas preferidas, desde o começo, quando emulavam The Police e The Clash, até hoje, depois de tantos caminhos tomados e percalços deixados pra trás. ‘Severino’ é meio que um 'disco-lado-B', lançado numa época em que andavam meio em baixa; é inspirado diretamente no primeiro solo de Herbert (‘Ê Batumaré’) e conta com as ilustríssimas presenças de Phil Manzanera, Brian May, Linton Kwesi Johnson, Tom Zé, Egberto Gismonti e Fito Paez.

Quaterna Réquiem


Velha Gravura (1990)
Quasímodo (1994)

Velha Gravura’ figura, com louvor, entre os melhores discos de prog do Brasil e é um dos meus preferidos mesmo entre zilhões de outros de bandas estrangeiras também. Em ‘Quasímodo’ eu sinto falta do violino de Kleber Vogel, mas também é um disco bem acima da média. Além de tudo, Cláudio Dantas, além de excelente batera (e artista das ótimas capas desses discos), foi muito simpático quando eu e Janis disponibilizamos esses discos no finado Delirium Dust.

Queen


A Night At The Opera (1974)
News Of The World (1977)

Dois discaços. Todo mundo conhece, todo mundo deve ter, mas não resisti a colocá-los aqui...

Rick Wakeman


The Six Wives Of Henry VIII (1973)
The Myths And Legends Of King Arthur And The Knights Of The Round Table (1975)

Dois discaços. Todo mundo conhece, todo mundo deve ter, mas não resisti a colocá-los aqui... hehehe

The Rolling Stones


Big Hits (High Tide And Green Grass) (1966)
Voodoo Lounge (1994)

A primeira coletânea oficial e o último disco realmente bom dos Stones; só pra não dizer que nunca postei nada deles aqui... rsrsrs

Stevie Ray Vaughan & Double Trouble


In Step (1989)
The Sky Is Crying (1991)

Stevie Ray Vaughan era tão bom, mas tão bom que chegou a influenciar vários guitarristas que surgiram antes dele (e que o devem ter influenciado também...) e muitos mais que surgiram depois; morreu de forma trágica, no auge, mas ao menos nos deixou um legado de primeiríssima linha, todos clássicos do blues/rock. Escolhi esses dois discos por terem, cada um, algumas das músicas que mais gosto: ‘Riviera Paradise’ (do ‘In Step’) e a versão de ‘Little Wing’ (de Jimi Hendrix) do ‘The Sky Is Crying’ – simplesmente perfeitas.

Toque de Midas


Toque de Midas (1994)
Todo Mundo (1997)

Toque De Midas é uma banda do sul de Minas Gerais que fazia um pop honestíssimo e competente; tanto que foram apadrinhados por Milton Nascimento (que participa no primeiro disco, cantando e tocando sanfona). Aproveitem porque eu nunca vi esses discos por aí e estão totalmente fora de catálogo.

Vitor Ramil


Ramilonga – A Estética Do Frio (1997)
Tambong (2000)

Vitor Ramil é irmão dos cantores Kleiton e Kledir, mas a música dele está alguns degraus acima desses; ele é, em minha opinião, um dos melhores compositores brasileiros desde os anos 80 e ótimo cantor, também. ‘Ramilonga’ só não é o meu preferido porque ‘Tambong’ é praticamente uma obra-prima da MPB, um disco surpreendente, com várias participações especialíssimas e dois ótimos covers de Bob Dylan – se eu fosse você não deixaria passar esses discos de jeito nenhum...

The White Stripes


White Blood Cells (2001)
Elephant (2003)

Ah, essa banda sem baixo e com uma baterista horrível! rsrs Fala sério! Tem gente que adora os odiar, mas mesmo com isso (ou apesar disso) Jack White nos presenteia com excelentes composições, refrões ganchudos, ótimas guitarras e interpretações; e até que a Meg é bonitinha... rsrsrsrs

Yes


The Yes Album (1970)
Union (1991)

Além do ‘Yessongs’ esses foram os únicos CDs do Yes que me restaram; eu já pensei em postar a discog completa, mas como não tenho um diferencial em que me basear (tipo encartes completos e rips com alta qualidade), acabei desistindo. ‘The Yes Album’ é, facilmente, um dos melhores deles, já ‘Union’ divide os fãs, mas eu gosto muito desse disco, mesmo achando que eles poderiam fazer lançamentos separados - um disco do AWB&H e um EP do Yes com o Rabin.


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sexta-feira, 3 de julho de 2009

3

Continuando a contagem regressiva, no mesmo esquema...
Divirtam-se!

Ben Harper


The Will To Live (1997)
Burn To Shine (1999)
Live From Mars (2001)

Esse cara manda muito bem, seja como cantor, guitarrista ou (principalmente) compositor; além disso, ele consegue incendiar uma platéia mesmo fazendo o show inteiro sentado numa cadeira.

Buddy Guy


The Treasure Untold (1992)
Heavy Love (1998)
Sweet Tea (2001)

Esses aqui eu dedico ao Cesar, El Morcegón, CEO da melhor birosca bloguística, o afamado Seres Da Noite. O disco de 92 é uma coletânea; o de 98 tem a participação de Jonny Lang em uma faixa; ‘Sweet Tea’, para mim, é o melhor disco de blues dessa década.

Faith No More


The Real Thing (1989)
King For A Day… Fool For A Lifetime (1995)
Album Of The Year (1997)

No começo o FNM fazia uma som que ficava entre Red Hot ChiliPeppers e Fishbone, mas aí Mike Patton, um dos melhores vocalistas de todos os tempos, entrou na banda trazendo, além de sua voz, todo seu carisma e talento – foi o suficiente para lançarem alguns excelentes álbuns até um conflito de egos acabar com essa ótima banda...

Jamiroquai


Emergency On Planet Earth (1993)
The Return Of The Space Cowboy (1994)
Travelling Without Moving (1996)

Misturando funk, soul e pop, Jay Kay, o ‘dono’ do Jamiroquai, começou a carreira discográfica colecionando excelentes críticas e sucesso de público, mas aos poucos ele foi caindo nas armadilhas de sua própria fórmula e meio que estagnou. Confesso que curtia muito o som dele até assisti-lo ao vivo na casa de shows que era chamada de Metropolitan, na Barra da Tijuca, Rio; foi um dos shows mais chatos que já vi na vida, uma verdadeira decepção... Pelo menos os discos são realmente muito bons.

Legião Urbana


Dois (1986)
As Quatro Estações (1989)
V (1991)

A Legião Urbana é uma daquelas bandas do ‘ame ou odeie’, pra mim fica no meio termo, porque tinha um dos melhores letristas brasileiros de todos os tempos, um dos piores bateristas de todos os tempos e um guitarrista que tocava simples, mas com muito bom gosto. Escolhi deles os discos que têm números nos títulos; sendo que o ‘V’ traz uma frase no encarte que resume o disco: ‘Bem vindo aos anos 70!’; ‘V’ também conta com um baixista de verdade (hehehe), tem uma suíte prog (‘Metal Contra As Nuvens’) e sua capa, segundo Russo, é baseada na de ‘Larks’ Tongues In Aspic’, do King Crimson.

Lenny Kravitz


Mama Said (1991)
Are You Gonna Go My Way (1993)
Circus (1995)

Mr Kravitz tem um pouco de Prince, já que também é um faz-tudo, toca-tudo, mas ao passo que Prince está mais pro balanço, Kravitz está mais pro rock. Até ‘Circus’ ele fazia questão de gravar tudo como se estivesse nos anos 70, com os mesmos equipamentos e tudo o mais, pena que depois ele descobriu o Pro Tools e ficou meio preguiçoso...

Nektar


A Tab In the Ocean (1972)
Remember The Future (1973)
Recycled (1975)

Um caso insólito de banda alemã formada somente por ingleses (!?!?), o Nektar me conquistou com o disco ‘A Tab In The Ocean’ e depois me deixou viciadaço em ‘Remember The Future’, ao ponto de produzir todo um ritual para cada vez que ia escutá-lo (acompanhado de uma morra daquelas... hehehe). Todos esses discos têm vários bônus – aproveitem!
Mais um com dedicatória: esses vão pro meu primo, o sumido Loki Lucky, também conhecido como Dr. Ladeira Abaixo... rsrs

Pearl Jam


Ten (1991)
Vs (1993)
Yield (1998)

É uma grande sacanagem terem colocado o Pearl Jam no grande saco de gatos que foi o grunge; pra mim, foi a melhor banda (disparado!) de Rock de Seattle daquela época e ‘Ten’ é um disco quase que totalmente perfeito – ‘Vs’ e ‘Yield’ são os outros que chegam mais perto dele nesse quesito.

R.E.M.


Green (1988)
Automatic For The People (1992)
New Adventures In Hi-Fi (1996)

Sou fã do R.E.M. desde dos 80 e já previa que um dia eles estourariam do jeito que foi; só não previ que eles fariam um dos discos que mais gosto entre zilhões: ‘Automatic For The People’, que conta com orquestrações feitas por John Paul Jones e uma penca de músicas maravilhosas. Os outros dois discos que estou disponibilizando aqui também são muito bons, mas não têm a unidade e a classe de ‘Automatic..’.

Radiohead


Pablo Honey (1993)
The Bends (1995)
OK Computer (1997)

O Radiohead é a banda de rock alternativo (na falta de um ‘rótulo’ mais convincente..) que eu mais admiro; esses discos são mais do que essenciais e mostram como uma banda pode evoluir tanto em tão pouco tempo; além disso, são recheados de músicas que acabaram virando ‘clássicos’ de nossos tempos.


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terça-feira, 30 de junho de 2009

4

Galera, a partir de hoje começa uma contagem regressiva meio tosca. A coisa vai funcionar da seguinte forma: hoje disponibilizo aqui 4 discos mais ou menos aleatórios de bandas ou artistas de todos os tipos, gêneros e estilos; as próximas postagens terão 3 discos, dois discos e finalmente um único de cada banda ou artista. Depois disso, o silêncio... (rsrsrs)
Daqui pra frente todos os discos disponibilizados estarão em VBR 224/320 e com os encartes completos incluídos; também, não sei quando poderei responder seus comentários, então, paciência...
Estes são alguns dos CDs da minha coleção, que relutei em postar anteriormente por vários motivos diferentes (seja por eu não ter a discog completa ou por essa ser muito extensa ou por, simplesmente, alguns deles serem discos fáceis de encontrar em tantos ótimos blogs, entre outras coisas); mas, de qualquer forma, são discos que sempre tive vontade de pelo menos ver postados aqui no Pântano. (rsrs)
Sem mais blá-blá-blá... Divirtam-se!

Black Sabbath


Paranoid (1972)
Vol 4 (1973)

Sab
bath Bloody Sabbath (1975)
Heaven And Hell (1980)


Bom e velho Sabá! Olhando daqui de 2009 pra lá pra trás, acho que posso afirmar que os discos com o Ozzy são os maiores pilares do que veio a ser o Heavy Metal, mas o 'Heaven And Hell' formatou o que seria o Heavy Metal feito desde os 80 – fundamentais, essenciais e, acima de tudo, totalmente excelentes.

Joe Satriani


Surfing With The Alien (1987)
Flying In A Blue Dream (1989)

The Extremist (1992)

Joe Satriani (1995)


Desses guitarristas virtuosos, os tais shreders, eu tenho uma preferência pelo Satriani, talvez por ele ser um compositor melhor do que os outros, mas, principalmente, por saber dosar a mão em favor da Música e não do simples malabarismo egocêntrico. Considero todos esses discos excelentes de cabo a rabo.

Led Zeppelin


Remasters (The Box Set) (1990)

Não tem muito o que se falar sobre o Zepp que todos já não saibam. Esses discos fazem parte da caixa lançada em 90, com músicas totalmente remasterizadas pelo próprio Jimmy Page, que as colocou numa ordem muito própria, e também traz quatro faixas que eram inéditas (em CD) até então. Pena que não tenho como escanear o maravilhoso encarte que acompanha a caixa...
Esse aqui eu dedico ao meu irmãSinho Edson, mesmo achando que ele já deve ter esses discos... rsrs
Marillion


Script For A Jester’s Tear (1983)
Clutching At Straws (1987)
Radiation (1998)

Anoraknophobia (2001)


Dois com o Fish, dois com o Hogarth. Como os discos com o Fish são clássicos absolutos, vou falar dos outros dois: ‘Radiation’ talvez seja um disco subestimado, mas gosto muito dele pela variedade musical apresentada; já ‘Anoraknophobia’ tem uma capa que não ajuda (rsrs), mas o conteúdo traz ótimas composições, numa linha bem moderna, que o Marillion tem desenvolvido desde então.

Metallica


Ride The Lightning (1984)
Master Of
Puppets (1986)
…And Justice For All (1988)

Metallica (1991)


Quatro discos que beiram a perfeição, cada um ao seu modo, pena que depois a trajetória foi ladeira abaixo...

Pink Floyd


Atom Heart Mother (1970)

Meddle
(1971)
Wish You Were Here (1975)

The Wall (1979)


Só pra não correr o risco de ter upado todos esses discos à toa (afinal, acho que todo mundo aqui já os deve ter), incluí no ‘Wish You Were Here’ uma mixagem que eu mesmo fiz de ‘Shine On You Crazy Diamond’, juntando todas as partes numa música só; mas quem gosta das capas e de mp3 com uma qualidade um pouco melhor, pode ficar à vontade...

Robert Plant


Pictures At Eleven (1982)
Manic Nirvana (1990)
Fate Of Nations (1993)

Dreamland (2002)


A carreira solo desse cidadão é cheia de altos e baixos, acho até que mais baixos que altos... Dos discos que disponibilizo aqui, acho que o de 82 e o de 93 talvez sejam os melhores dele; os outros dois têm seus momentos, mas não me conquistaram totalmente.

Rush


A Farewell To Kings (1977)
Permanent Waves (1980)

Presto (1989)

Counterparts (1993)


Para mim, uma das tarefas mais difíceis que tive aqui no Pântano foi a de não exacerbar no nepotismo quanto à banda do meu irmão Gary (rsrsrs). Só não postei a discog. deles aqui porque é moleza encontrar todos esses discos, mais uma cacetada de bootlegs, em tantos e tantos blogs – basta uma procura no Google... Foi difícil escolher esses 4, fiz assim: tirei aqueles que menos gosto, escrevi o nome de todos os outros em papeizinhos que escolhi aleatoriamente; ficaram esses que, sem querer, simbolizam muito bem 4 fases distintas do Rush.

Titãs


Cabeça Dinossauro (1986)
Jesus Não Tem Dentes No País Dos Banguelas (1987)

Go Back (1988)

Õ Blésq Blom (1989)


Acho que os Titãs não são grande coisa como músicos no aspecto técnico da coisa, mas esses malucos souberam compor uma quantidade de clássicos absolutos do rock brasileiro; afinal roquenrou é isso mesmo: nada de firulas, simplicidade e a tal da ‘atitude’ – some-se a isso as excelentes letras encontradas nesses 4 discos, que marcam a melhor fase deles, e temos um resultado que beira a perfeição.


ATUALIZADO!!
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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Despedida, Agradecimentos & Pausa

Caros amigos, amigas, companheiros de longa data, freqüentadores, seguidores e anônimos em geral, daqui a poucos dias vou me mudar para outro país e, por conta de tudo que isso envolve, O Pântano Elétrico ficará de férias por tempo indeterminado, até que eu me estabeleça e já estiver devidamente adaptado à nova vida que levarei; mas desde agora eu aviso que isso vai demorar.

Não vou dizer ‘adeus’ ou ‘até logo’, porque realmente não tenho a menor idéia de quando voltarei a postar, nem mesmo sei se voltarei a postar, mas, mesmo assim, sempre que puder eu passarei aqui para responder comentários e, também, visitar os amigos.

Como é normal nessas situações, andei revendo todo o trabalho que fiz no blog, mas logo desisti de contar quantas postagens foram até agora, quantos discos disponibilizei, quantos links eu subi, quantos comentários... Parei por aí porque essa coisa de número, matemática, nunca foi o meu forte... Mas uma certeza ficou: a de que conheci um monte de gente bacana graças ao Pântano. E esse era um dos meus intuitos ao entrar nesse mundo ‘mucho loco’ – conhecer pessoas bacanas e trocar informações sobre música e idéias em geral. No meio do caminho acabei fazendo grandes amizades, que carregarei comigo pro resto da vida e isso, sim, era totalmente inesperado e não tem preço.

Também, fico com uma boa sensação, meio que de dever cumprido, que tem um quê de orgulho, ao constatar o quanto aprendi e evoluí desde que comecei lá nos primórdios do Delirium Dust, e com isso consegui desenvolver um trabalho bem caprichado e (por que não?) de grande qualidade – nada mal para quem sempre foi três zeros à esquerda em se tratando de informática.

Vou aproveitar esta oportunidade para fazer uns (muitos) agradecimentos – no bom e velho estilo que vemos em tantos encartes (rsrs):

Primeiro, à Paloma, mais conhecida como Janis; uma mulher incrível (que tem um bom gosto musical excepcional, para uma mulher... rsrsrsrs) e que teve uma paciência absurda ao me ensinar todos os caminhos das pedras nesse emaranhado informático; graças a isso construímos uma bela amizade e ela se transformou numa das pessoas mais importantes da minha vida, me aturando e dando força em todos os meus piores e melhores momentos, mesmo que só tenhamos nos visto uma única vez na vida. Minha querida Lady Fantasy Iommi DiMeola Coverdale – eu te amo! Nunca, nem em todas as poesias, encontrarei palavras que consigam expressar todo o meu agradecimento.

Segundo, ao Hebag, porque o Dead End foi o primeiro blog dedicado a disponibilizar discos que conheci e que, logo de cara, me espantou por ter montes daqueles discos que eu procurava havia décadas e, também, por sempre atender aos pedidos mais absurdos que eu fiz (rsrs). Foi lá que conheci várias bandas que nunca tinha ouvido falar até então, como Porcupine Tree, Pineapple Thief, Iona e Karnataka, por exemplo, e, também, através a caixa de comentários, que conheci a Paloma. Acima de tudo, o Dead End foi a minha maior inspiração, não só para ingressar no Delirium Dust, como também para não desistir jamais, mesmo que DMCA, gravadoras, trolls e chatos em geral nos tenham perseguido como loucos nos últimos anos. Hélio, meu grande camarada, o Mestre dos Magos (rsrs), um grandessíssimo abraço!

Terceiro, ao trio de recém-amigos-de-infância: Edson, César & Miguelito. Nem vou falar nada, vocês já sabem tudo. A amizade de vocês e suas famílias, mesmo que vocês nem sequer suponham tal coisa, ajudou demais a amenizar a solidão e o isolamento em que vivo aqui nessa terra onde 'Judas perdeu os cotos dos pés'. Obrigado por tudo, por terem me aberto as portas de suas casas e por terem entrado na minha vida de maneira tão musicalmente barulhenta. Vocês são ‘OS CARAS’!!

Quarto, aos amigos que vêm me acompanhando aqui na caixa de comentários, desde o começo ou não. Graças aos deuses a lista é tão grande que não dá pra citar um por um, mas aqui vão alguns: Alice, Roderick Verden, Rochacrimson, Miranda, Robur, Lelo, Ayres, Franck, Ana e tantos e tantos – me desculpem os que não citei, mas minha memória já não está tão boa assim... Enfim, a todos vocês que vêm comentando, conversando, sugerindo, opinando e sendo sempre muito bacanas comigo, eu dedico o meu mais profundo agradecimento, pois O Pântano Elétrico foi feito para vocês e vocês me ajudaram a fazê-lo e trazê-lo até aqui.
Eu também não poderia deixar de mencionar alguns blogueiros, que fazem a diferença nessa nossa rede de amizades: em especial o Diego Progshine (mega super hiper amigo improvável, certeiro colaborador e com quem venho trocando e-mails e muitos papos desde há muito tempo); também, os amigos ‘irmãos’ Sr do Vale (grande e originalíssimo artista, meu ‘personal banner stylist’ – rsrsrs) & Noslen Ed Azuos (o PoetApoen que de contrário só tem o nick); ZéNato (Yin), Celso Loooooooos (Yang), Yerblues (o arqueólogo do rock!) & toda a galera do Seres da Noite (o melhor, mais sacana e divertido bate-papo de todos os blogs); Rodolfo ‘Esquadrão SS’ (que me ajudou pra caramba numa época complicada); irmão Lícino (ah, eu não podia deixar passar essa... rsrs) Big Clash (o rockeiro mineiro mais gente boa que já conheci); Al Woody (o primeiro a fazer um comentário nessa birosca!! grande camarada, ainda vamos fazer um som juntos!); Nino (o mais gentil blogueiro do pedaço); Dagon ‘El Manguaça’ (meu xará, meu amigo) & Guzz (abrazz, rapazz! Prog neles!!); Danilo Biondi (o ‘filho perdido’ do prog); Fernando BolaDeFogo (keep on fuckin’ rockin’!!); Lu Gasp (a artista que é a mais linda flor nesse jardim elétrico cheio de espinhos lisérgicos); o museólogo Rock Progressivo (até hoje não tenho a mínima idéia do seu nome... rsrsrs) e suas ótimas raras raridades; Vicente Adeodato (que tinha tudo pra ter desistido do seu blog, mas continuou firme e forte, inspirando-nos, assim, a sempre continuar); Moisés RockSession - agora Grobsession (que também passou por vários perrengues, mas nunca desistiu do blog – e muito menos do prog!); JF, do Série Echoes (sua paixão pela boa música já é uma recompensa em si); Paulinho Claro (tu tá fazendo uma falta danada, maluKo!); Prof. Paulão (aquela entrevista foi uma terapia e tanto!! rsrsrs); Wellington (o Bem3Meias do Metal Militia, meu amigo há tanto tempo, mas companheiro de blogagens há tão pouco); Capitão BigMac & tripulantes do Voo 7177 (sempre em excelentes viagens); Dagda (que ainda não consegui tirar da caverna...); Márcia Brasil-il-il (sua contramão é uma via expressa para o melhor do prog); Sidon das LibéRulas (suas coletâneas só não são melhores do que as capas que você cria); Cleber ‘Mestre T. M.’ (o caçador de raridades brasileiríssimas); Menegon (alquimista de venenos de primeira linha para mentes psicotropicamente musicais); Pirata do Rock (força, meu amigo!); Pirata do Prog (mude de endereço à vontade, só não deixe de me avisar!!), Sérgio Sônico (você sumiu, sumi também...); Edu Malcriado (o amigo que veio importado de uma certa Zona...); TiaZulMariana (querida amiga que está vivendo entre cangurus que comem yaksoba); Lawrence David ‘LD Lourenço Laurêncio’ David (o zappamaníaco gente fina que me salvou com seus textos providenciais - e que nem precisaram de revisão!! rsrsrs); last, but not least, minha querida BatSobrinha DiaBiazinha (que só me dá alegrias literárias e rubro-negras).

Pra fechar a tampa, ainda faltam dois muitíssimo especiais.

Eu nunca falei dele aqui, mas os que me conhecem fora dessa ‘esfera’ sabem o quanto esse moleque é importante na minha vida: Z, de ZeNilton, ou melhor José Nilton, meu ‘quase filho’, pupilo e aprendiz, um assombro no bandolim, meu pequeno gênio. O Z me adotou desde que cheguei aqui nessa terra quente e cheia de mosquitos; foi a primeira criança em que bati os olhos quando cheguei e logo achei graça porque é um garoto tipicamente brasileiro, miscigenado, com a pele vermelha que herdou de seus avós (a pele mais verdadeiramente vermelha que já vi na vida!), magrelinho como eu era na idade dele e com aquela inquietude nos olhos, nas maneiras e no sorriso banguela. Quando o vi andando de lá pra cá, ansiosamente, foi impossível não o associar à personagem principal do filme/animação ‘Formiguinhaz’ – era o próprio Z que estava ali na minha frente! – e quando perguntei seu nome, ‘Zênilto, doutor...’, eu não acreditei na ‘coincidência’! (rsrsrs) Desde então o chamo de Z e ele não desgrudou; aprendeu as notas musicais em uma tarde, em dois meses já arriscava um cavaquinho; em seis já tocava ‘Brasileirinho’ no bandolim melhor que muito marmanjo; agora que a mão cresceu quer tocar mais guitarra que o ‘Édivanrralein’ ou o ‘Dimipeiji’ (rsrsrssrs). Todos nós temos que agradecer a ele, pois muitos dos discos disponibilizados aqui (principalmente nos dois últimos meses) foram ripados por ele, da mesma forma que os scans dos encartes; sem contar o quanto me ajudou a upar todos esses discos (tudo isso graças a um propinato de subornol na forma de um carregamento de caixas de paçoca e guaraná Antarctica! rsrsrsrsrs) – uma salva de palmas pro Z! (ééééé!!!!) – Z, meu pequeno grande amigo, você vai ler isso e guardar: eu te amo e de tudo e todos que deixarei nessa terra, você será de quem mais sentirei falta. Cuide de tudo aí pra mim, OK?

Finalmente, e nem é pra fazer média (hehehe), vem a minha querida amada idolatrada salve salve Ludmila. A Lud é motivo e razão suficiente pra eu deixar tudo pra trás; se ela me dissesse ‘vamos pro inferno?’, eu só me demoraria pra pegar o protetor solar... rsrs Como se não bastasse tudo o que faz por mim, do brownie de chocolate com avelãs ao seu imensurável amor, ela nunca, mas nunca mesmo, reclamou sequer uma mísera vez do tempo que eu gasto com o Pântano. Essa menina me conquistou assim bem ‘mineiramente’, com calma e precisão; quando me dei conta, já era, eu já estava irremediavelmente enfeitiçado. Começamos do jeito errado, porque eu não a conhecia e ela já veio morar comigo, quando, depois de eu ter expulsado (rsrs) meu velho ‘room mate’ (que além de ser um zoneiro de marca maior, tinha um chulé que até hoje impregna aquele velho quarto - rsrsrs) veio dividir esse mesmo quarto comigo. Em menos de uma semana nós já éramos os melhores amigos e o que era pra ser provisório (ela dividir um quarto com um homem), logo se tornou a coisa mais natural e perfeita, já que ambos somos quase uns ‘freaks’ em matéria de organização... rsrsrs Depois, quando consegui me transferir para uma casa, era mais do que natural que ela me acompanhasse. Mesmo com o falatório do povo (acho que todos aqui devem saber como funciona o sistema de fofocas numa cidade pequena), só viemos a ficar juntos um tempão depois. A coisa demorou a engrenar, mas não desgrudamos mais. Nem desgrudaremos. Minha linda, só te amar não é suficiente pra mim, você sabe disso. Obrigado por fazer parte da minha vida e por me deixar fazer parte da sua.

Galera, é isso aí... É melhor parar por aqui, antes que abelhas (ou ursos!) ataquem seus computadores, depois de tanto mel escorrido... rsrsrsrsrs

O serviço está feito e ainda deixei mais quatro postagens muito especiais programadas para as próximas semanas; só não sei quando poderei responder seus comentários e não quero fazer promessas vãs.

Vou nessa. Torçam por mim, pois torcerei por todos vocês. Sejam felizes, divirtam-se sem moderação, mas com juízo. Se forem dirigir, não bebam; se forem beber, chamem César, Edson, Dagon... rsrsrsrs

Qualquer hora dessas, eu apareço, incertamente...

Obrigado por tudo.

Grande abraço pra todos.
Valeu!

Fiquem em paz!

Marcello ‘Maddy Lee’

terça-feira, 23 de junho de 2009

Derek, O Peixe

Eu acho engraçadas algumas reações que a música provoca; principalmente as extremas - que normalmente são mal fundamentadas (e nem vou falar das que não tem qualquer outro fundamento além do gosto pessoal de cada um de nós). Digo isso porque é uma questão pertinente quando se trata da carreira desse artista cantor escocês, batizado com o nome Derek William Dick, mais conhecido como Fish, o primeiro vocalista do Marillion.
Já no início, quando o cara apareceu à frente do Marillion, muitos logo o ‘atacaram’ com a pecha de ser um clone do Peter Gabriel; o que pra mim sempre foi um comentário pra lá de preguiçoso, porque é fácil fazer coro aos ‘grande críticos musicais’ que assim logo o rotularam. Tudo bem, não dá pra discordar que o timbre da voz dele muitas vezes lembra a do PG, o que ainda é amplificado por conta do som do Marillion ser, no início, bem influenciado pelo Genesis. Pelo menos para mim, isso soa mais como um elogio do que uma crítica, porque a voz do Peter Gabriel é maravilhosa e o Genesis... Bem, estamos falando de uma das principais bandas de prog de todos os tempos – e quantas bandas não fazem um som diretamente influenciado por eles? Mas, vamos lá: o timbre parece, OK, concordo, mas o estilo e o ‘approach’ são completamente diferentes – é só reparar o quanto o Fish grita, buscando a voz de lá do fundo, rouca e rasgada, em alto volume; o tipo de recurso que Peter Gabriel quase não utiliza (ele é mais sutil...). Nesse sentido, o Fish está muito mais para um outro Peter, o Hammill. Aliás, na contracapa do 'Fugazi' tem alguns discos espalhados pelo quarto: dois do Peter Hammill (‘Fool’s Mate’ e ‘Over’), um do Pink Floyd (‘The Wall’) e o single de ‘Punch & Judy’ (do próprio Marillion) – e isso já é pista mais do que suficiente pra entender qual é a do cara. A influência de Hammill, inclusive, é muito mais sentida na poesia do Fish do que as letras do Gabriel.
Uma outra coisa alegada pelos detratores era o fato de que Fish se apresentava maquiado, coisa que o Peter Gabriel fazia (da mesma forma que trocentos grupos psicodélicos antes dele) – pelo menos o Fish nunca se fantasiou de flor... (rsrsrsrsrs) Pra fechar essa pendenga, enquanto um era baixinho, franzino, esquivo e raspava o cabelo de modo, no mínimo, esquisitíssimo, o outro tem uns bons 2 metros de altura, costumava exibir sua pança sem pudor, vive contando ‘causos’ e é careca naturalmente. rsrsrs Agora, vejam bem, só estou tentando distinguir um do outro, porque se entrarmos na questão de genialidade, o Gabriel ganha com larga folga.

Uma outra questão: ter fama e sucesso não quer dizer que o artista (ou a banda) é ruim. Quando o Marillion surgiu para nós, brasileiros (digo pelo que vivi, no Rio de Janeiro, principalmente através da Fluminense FM), logo um monte de gente (fãs da assim chamada Música Progressiva*, principalmente) disse – ‘Graças aos céus! O Progressivo está ressurgindo!’ Mas foi só ‘Kayleigh’ tocar sem parar nas rádios e as meninas ficarem loucas com o ‘Misplaced Childohood’ (basicamente por causa de 'Kayleigh'), que o pessoal ‘entendido’ logo torceu o nariz e virou a cara pra banda. Vai entender esse povo... Um disco maravilhoso, que teve o dom de colocar o prog na casa de muita gente (e isso em plenos 80, com um monte de bandas da pior espécie surgindo a cada momento) sendo execrado por quem mais o deveria defender – parece que o contrassenso está intimamente ligado ao fanatismo (ou ao extremismo...).

A mesma coisa aconteceu quando o Fish saiu do Marillion. Vamos pensar: o cara estava insatisfeito na banda, a banda estava insatisfeita com o cara; por quê? Podemos especular sobre o ciúme que rolou em ambas as partes, coisa do tipo: ‘o cara está aparecendo demais, mais do que nossa música e quer mudar o que fazemos’. E o outro lado da história: ‘eu quero seguir outro rumo, mas eles não estão muito afim...’ Resultado: carreira solo de um lado, mudança de vocalista no outro – a fila anda, o mundo gira, esses clichês... Mas aí o cara lançou seu primeiro disco, que mesmo com muitas músicas que vinham sendo trabalhadas com o Marillion, já mostrava umas mudanças de rumo, tentando uma saída do neo-prog para uma música mais eclética, algo mais pela praia do art-rock e do eclectic prog – esse disco foi muitíssimo bem recebido. Quando lançou o segundo disco, já bem mais afastado do som que fazia anteriormente, os fãs praticamente debandaram... Mas se ele saiu do Marillion pra fazer um outro som, por que deveria fazer o mesmo de sempre? Eu acho o seguinte, se o artista não arrisca, então não quer fazer a sua arte, quer fazer dinheiro fácil, música descartável – que seja arte, mesmo que o produto derivado do ato de se arriscar artisticamente venha a ser ruim (afinal, de boas intenções...). O mesmo aconteceu com o Marillion, com o Hogarth, quando lançaram o ‘Holidays In Eden’, que não tinha realmente nada a ver com o que faziam antes, mas analisando o disco isoladamente, é ruim? Ao meu ver, não. Ah, a mesmíssima coisa se passou com o P. Gabriel quando ele se arriscou solo... E, novamente, se cai na preguiça ao dizer que o som ficou mais ‘comercial’ por pressão da gravadora, que os caras queriam mesmo era ganhar dinheiro (por quê? você não quer, não, baby?) e toda a sorte de argumentos e especulações. O certo é que a maioria do público é ‘mono’: quanto menos se mexer naquilo, mais seguro e confortável – esse negócio de muita novidade não faz bem pros artistas, não...

Pois então, o post é sobre o Fish; está aí a discografia de estúdio completa, mais vários ao vivo, bootlegs e uma ótima coletânea, com a qualidade de sempre, encartes, etc. Já enrolei demais, mas mesmo assim, continuarei por aqui pra contar um pouco mais sobre esse maluco, que ganhou esse apelido graças a ficar uma média de 3 horas relaxando numa banheira...

Acho que a carreira desse cidadão escocês é cheia de altos e baixos, mas todos os discos têm músicas excelentes, alguns mais outros menos. Criado dentro do prog, mas com muitas outras influências e referências, o som passeia entre neo e eclectic prog, da mesma forma que o art rock (ou crossover prog como dizem hoje em dia) – e eu vejo de uma seguinte forma: tem muita influência das bandas seminais do prog e do rock em geral, algo de Marillion (é claro) e uma generosíssima dose de ecletismo, mas o bacana é que tudo isso é transposto para uma música muito pessoal, com a cara do Fish, e de muita qualidade, evidentemente. Se fosse de outra forma, um monte de excelentes músicos e artistas talvez não resolvesse tomar parte da empreitada, vejam só alguns que já tocaram, colaboraram ou participaram ao vivo e em discos do Fish: Janick Gers, Mickey Simmonds, Andrew Ward, Steve Howe, Steven Wilson, John Wesley, Steve Vantsis, Sam Brown, Chris Glenn, Zal Cleminson e Ted & Hugh McKenna (pros que não conhecem, esses quatro últimos eram a Banda Sensacional do Alex Harvey). Isso sem contar vários menos conhecidos, como os que fazem parte da banda que toca nos shows, como Frank Usher, Robin Boult, Foss Patterson, Dave Stewart, entre muitos outros.

Falando em shows, essa é uma especialidade de Mr Derek, que é um verdadeiro ‘entertainer’, como poucos que já surgiram dentro do prog. Além da excelente presença de palco, das certeiras interpretações e da abençoada garganta do sujeito, ele leva a platéia na mão, conta causos, faz piadas com o pessoal da banda e com os espectadores, brinca, pula e transmite a felicidade de quem faz o que mais gosta.
Antes de finalizar, uma pequena história que testemunhei e vou compartilhar com vocês: não me lembro exatamente o ano, mas foi no meio dos 90, eu tive o privilégio de assistir a um show do Fish em um teatro pequeno, que cabiam umas 2.000 pessoas; já depois da metade do show, faltou luz, só ficando ligadas aquelas de segurança; após alguns momentos de confusão, o grandalhão, lá do palco, sem microfone, conseguiu fazer todo mundo se sentar onde estava (mesmo que o chão fosse uma mistura de cerveja e poeira...); ele mesmo também se sentou na beira do palco com os dois guitarristas empunhando seus violões e fez a galera cantar baixinho, junto com ele, duas músicas (‘Dear Friend’ e ‘Lady Let It Lie’, se não me engano), até que os geradores voltaram a funcionar. Em seguida veio uma das ovações mais ensurdecedoras e animadas que eu já participei. Não é qualquer um que consegue tal feito, não...

Já me delonguei demais, os links estão aí embaixo, tirem vocês mesmos suas conclusões e, depois, deixem aqui na caixa de comentários as suas opiniões.








Link (5,78kb) – Sharebee

* Acho engraçado bagarái quando começam a levar as coisas muito a sério; pros mais 'xiitas,' é Música Progressiva, com maiúsculas e tudo, porque esse negócio de rock é pra quem não entende nada: uma ralé que não sabe o que é um Chapman Stick ou uma Warr Guitar, e que acha que ‘álbum conceitual’ é o que obteve os maiores conceitos da crítica. (rsrsrsrs) Para esses, um pedaço do Paraíso é um disco de uma banda do Turkomenistão, que só teve 250 cópias lançadas em vinil transparente, em 1970, que traz a participação do Fripp tocando koto nos 20 segundos finais da faixa 3 do lado B... rsrsrsrsrs