quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Seleção De Coletâneas Aleatoriamente Randômica - Parte 3


The B-52’s – Time Capsule (1998)

18 faixas, VBR 224/320
Parte 1 (87,77mb) – Sharebee
Parte 2 (78,23mb) – Sharebee

Você pode até não gostar, mas em uma coisa talvez tenha que concordar: The B-52’s é uma das bandas mais divertidas de todos os tempos. Digo isso por vários motivos, seja pelas perucas, as roupas, as letras alucinadas, aquele bigodinho ridículo do Fred Schneider, as referências à ficção científica e filmes Z, mas, principalmente, por suas músicas extremamente bem humoradas, além de uma qualidade musical escondida por uma parede pop que pode surpreender os mais desavisados. Ouça sem preconceitos esse ícone da New Wave (em atividade até hoje!!) e tente, em vão, não se contagiar com músicas como ‘Private Idaho’, ‘Rock Lobster’, ‘Love Shack’ ou ‘Roam’.
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Count Basie - Greatest Hits (1996)

15 faixas, VBR 224/320, 78,22mb – Sharebee

Ganhei esse disco de uma amiga, que o ganhou de presente, mas não gosta de jazz... Melhor pra nós! rsrsrs
Count Basie foi um dos responsáveis pela popularização de um tipo de jazz mais acessível e comercial (no bom sentido, plííííss!!) comandando sua big band (que revelou inúmeros excelentes instrumentistas); além disso, ele tocou com as maiores estrelas do gênero durante toda a sua carreira. Genial e clássico.
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The Cure - Staring At The Sea (1986)

17 faixas, VBR 224/320, 123,35mb – Sharebee ou Sharebee

The Cure - Galore (1997)

18 faixas, VBR 224/320
Parte 1 (74,28mb) – Sharebee
Parte 2 (72,83mb) – Sharebee

The Cure passou por várias fases, desde quando faziam um rock básico com tintas góticas até a multifacetada fase atual, graças às tantas referências, interferências, influências e constante evolução que se assumiram nestes mais de 30 de anos de carreira, tendo lançado vários discos que se tornaram clássicos. Robert Smith (cantor, vocalista, fundador, principal compositor e único membro que participou de todas as fases da banda) conseguiu imprimir uma marca e um estilo único, facilmente reconhecível, que influenciou trocentas mil bandas, tornando The Cure, assim, uma das bandas mais relevantes e longevas do pós-punk. Esses dois discos fazem um ótimo apanhado de toda a carreira da banda até o ano de 1997, já que, depois disso, eles ainda lançaram mais três álbuns, sendo o último,‘4:13 Dream’, de 2008.
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Joy Division – Permanent: Joy Division 1995 (1995)

16 faixas, VBR 224/320, 130,6mb – Sharebee

Joy Division talvez tenha sido a banda pós-punk mais influente da sua época; influência essa que afetou não só bandas contemporâneas, como o The Cure, por exemplo, como também várias bandas que têm surgido ultimamente. Todos devem conhecer o megaclássico ‘Love Will Tear Us Apart’, mas eu considero todas as músicas desse disco clássicas.
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Marillion - B’Sides Themselves (1988)

9 faixas, VBR 224/320, 120,62mb – Sharebee

Marillion - A Singles Collection – Six Of One, Half-Dozen Of The Other (1992)

14 faixas, VBR 224/320, 133,43mb – Sharebee

'B’Sides Themselves' contém músicas da época do Fish que preenchiam o lado B de singles e EPs (dãããã...); todas elas figuraram por muito tempo no repertório dos shows da banda, sendo que ‘Market Square Heroes’ era sempre um dos pontos altos desses shows. Já o outro disco contém seis singles com Fish nos vocais (incluindo a versão de ‘Kayleigh’ com o solo de guitarra cortado pra poder tocar no rádio...) e outros seis singles com Steve Hogarth, quando este tinha participado de apenas dois discos; de quebra ainda incluíram (com Hogarth) uma versão para ‘Sympathy’ (Rare Birds) e uma inédita (‘I Will Walk On Water’). A versão de ‘Lavender’ incluída aqui é um caso raro de música que teve que ser aumentada para poder tocar no rádio: ganhou uma estrofe a mais e ainda solo de guitarra e partes da música 'Bitter Suite', do álbum ‘Misplaced Childhood’.
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Nina Simone – Compact Jazz (1989)

16 faixas, VBR 224/320, 114,39mb – Sharebee

Eu nunca tinha dado muita atenção pra obra de Nina Simone até ter visto aquele remake do filme ‘La Femme Nikita’ com a Bridget Fonda (com o criativo e original título ‘A Assassina’... hehehe). Mas foi depois de outro filme, o remake de ‘Thomas Crown Affair’, que eu resolvi comprar esse disco, graças à antológica cena da troca de valises por homens de chapéu coco e terno preto percorrendo o museu ao som de ‘Sinnerman’, apesar de que, no filme, é apresentada uma versão remixada dessa mesma música.
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Rush – Chronicles (1990)

CD1: 14 faixas, VBR 224/320, 143,86mb - Sharebee
CD2: 14 faixas, VBR 224/320, 142,91mb - Sharebee

Na ocasião do bar mitzvah de meu irmão Gary, eu o presenteei com um baixo Fender Jazz de segunda mão e um amplificador também usado, ambos comprados baratinho numa casa de penhores nos arredores de Willowdale, Toronto. O moleque ficou amarradão, mas eu tive que ensiná-lo a tocar, é claro; depois vivia nos enchendo a paciência, tocando alto bagarái aquele baixo, o dia inteiro. Como ele também gostava de cantar e não tinha equipamento específico pra isso, então gritava que nem um desesperado; enquanto isso, a vizinhança já ameaçava fazer um abaixo assinado para nos despejar do bairro. Mas um dia o melhor amigo de Gary, Alex, o convidou para fazer parte da bandinha dele e isso foi crucial, porque aí o moleque foi fazer barulho em outro lugar e conseguimos não ser despejados. A tal bandinha teve sorte e andou lançando vários discos por aí, dizem até que Gary se transformou num dos melhores baixistas da história do rock, inclusive tendo assumido o apelido pelo qual o chamávamos, Geddy (porque nossa mãe, polonesa, não conseguia pronunciar o nome em inglês corretamente); mas o que me interessa é que eu não precisei mais aturar o moleque fazendo aquele esporro e gritando sem parar...
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The Smiths – Singles (1995)

18 faixas, VBR 224/320, 127,78mb – Sharebee

Traduzindo ao pé da letra, seriam ‘Os Ferreira’, mas para ter um sentido mais correto, seriam ‘Os Silva’, ou seja, um sobrenome bastante comum; um paradoxo, já que de comum The Smiths não tinham nada. Os caras fizeram um sucesso tremendo na década de 80, mesmo se mantendo por muito tempo como uma banda alternativa e tendo à frente um dos frontman mais esquisitos de todos os tempos: Morrisey. Em cinco anos lançaram quatro álbuns e, no auge do sucesso, decidiram dar fim à banda, graças aos vários conflitos de ego, principalmente por causa de Morrisey, que se diz um ser assexuado e é um vegetariano maníaco/fanático. Além dos quatro álbuns de estúdio, lançaram também um ‘ao vivo’ e sete coletâneas (!!); aqui tem uma delas, com vários dos maiores sucessos dessa banda que serviu e serve de referência e influência pra outras trocentas bandas que vêm surgindo desde que ainda estavam na ativa.
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sábado, 31 de janeiro de 2009

Seleção De Coletâneas Aleatoriamente Randômica - Parte 2


The Beatles - 1962/1966 (1970 – LP; 1993 – CD)

CD 1: 13 faixas
CD 2: 13 faixas
VBR 224/320, 132,83mb – Sharebee

The Beatles - 1967/1970 (1970 – LP; 1993 – CD)

CD 1: 14 faixas, VBR 224/320, 97,97mb – Sharebee
CD 2: 14 faixas, VBR 224/320, 113,62mb – Sharebee

Essa é a bandinha dos meus ex-professores de inglês (John e Paul) e só coloquei essas coletâneas aqui pra dar uma força pras famílias dos caras, já que alguns membros da banda já morreram e suas famílias andam na penúria... De qualquer maneira, até que os caras tinham umas musiquinhas bem boas... hehehe
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Blur – The Best Of Blur (2000)

18 faixas, VBR 224/320
Parte 1 (78,51mb) – Sharebee
Parte 2 (80,35mb) – Sharebee

A imprensa britânica forçou uma barra em promover uma rivalidade entre Blur e Oasis; cá pra nós, o Blur ganha de goleada e segue um estilo que nada tem a ver com a outra banda. As músicas dessa coletânea foram escolhidas em parte através de votações entre os fãs e em parte por votação entre os membros da banda. Ao que tudo indica a banda acabou e o inquieto Damon Albarn segue cheio de projetos.
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Diane Schurr – The Best Of Diane Schurr (1997)

13 faixas, VBR 224/320, 111,82mb – Sharebee

A primeira vez que vi e ouvi Diane Schurr foi na Sala de Vídeo Cândido Mendes, na faculdade de mesmo nome, em Ipanema (RJ), em meados dos anos 80, quando costumavam exibir vídeos de shows de diversos estilos, sempre muito bons. Lá, cabiam umas 20 e poucas pessoas e o ambiente era sempre o mais enfumaçado o possível... hehehe Dessa vez era um show das estrelas da gravadora GRP, com uma banda comandada pelo tecladista Dave Grusin e o guitarrista Lee Ritenour, cheia de feras e com as participações de Ivan Lins e Diane Schurr. Quando aquela senhorinha cega, com cara de tia, entrou amparada no palco eu não esperava muito, maslogo me surpreendeu ao soltar o vozeirão numa versão sensacional de ‘Reverend Lee’; a partir de então virei fã. Essa coletânea traz vários ótimos momentos de sua careira e dois duetos com BB King.
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Jethro Tull – Through The Years (1997)

13 faixas, VBR 224/320, 130,51mb – Sharebee

Comprei esse disco no mesmo dia que comprei outros dois (a coletânea do Kansas que está aí embaixo e ‘Noite’, do Lobão) por dois simples motivos: primeiro, porque cada um custava R$ 4,99 (!); segundo, porque gostei da capa (rsrsrsrsrsrs). O ‘recheio’ poderia ser até melhor, mas inclui músicas que nunca tinham entrado em outras coletâneas e abrange um largo período de atividade da banda, mostrando, assim, várias de suas facetas.
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Kansas – The Best Of (1984)

10 faixas, VBR 224/32, 96,54mb – Sharebee

Como eu já disse aí em cima, comprei esse disco por R$ 4,99 e, inicialmente, planejava dar essa coletânea de presente pra um camarada meu que se amarra naquela música ‘Just In The Way’ (sic) - rsrsrsrsrs. Acabei me esquecendo da sacanagem e do disco, que ficou guardado por um tempão, ainda embrulhado pra presente...
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Midnight Oil - 20,000 Watt R.S.L. (1997)

18 faixas, VBR 224/320

Parte 1 (86,13mb) – Sharebee
Parte 2 (75,49mb) – Sharebee

Eu sempre achei os discos do Midnight Oil assim bem marromeno, porque todos eles têm músicas boas no meio de outras nem tanto ou até mesmo umas bem ruins. Não sei se foi de tanto escutar esse disco que eu acabei gostando muito de todas as músicas contidas nele, ou se todas elas são realmente excelentes; é uma versão do tal segredo de Tostines... rsrsrsrs
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Soundgarden - A-Sides (1997)

17 faixas, VBR 224/30
Parte 1 (80,36mb) – Sharebee
Parte 2 (79,74mb) – Sharebee

Várias sonzeiras de um dos pilares do grunge. Lançaram pelo menos dois discaços – ‘Badmotorfinger’ e ‘Superunknown’ -, mas o último disco, ‘Down On The Upside’ é bem decepcionante, deixando claro que a banda caminhava para um fim. Eles bem que poderiam voltar...
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Supertramp – The Very Best Of Supertramp – Vol. 1

15 faixas, VBR 224/320
Parte 1 (78,62mb) – Sharebee
Parte 2 (74,80mb) – Sharebee

Eu tenho uma relação muito esquisita com o Supertramp, porque não consigo aturar certas músicas deles, principalmente algumas das mais ‘fofinhas’ e agudas, como ‘Dreamer’ e ‘It’s Raining Again’, mas, ao mesmo tempo, eles têm várias músicas que figuram no meu top, como ‘School’, ‘Crime Of The Century’, ‘Fool’s Overture’, ‘Rudy’, entre outras. Além disso, eu considero ‘Paris’ um dos melhores álbuns ao vivo de todos os tempos; o que, para mim, é mais do que surpreendente.
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Van Halen – Best Of Volume 1 (1996)

17 faixas, VBR 224/320
Parte 1 (79,12mb) – Sharebee
Parte 2 (69,53mb) – Sharebee

Eu gosto tanto do Van Halen quanto do Van Hagar (hehehe); é certo que com David Lee Roth a banda lançou melhores discos e compôs muitas excelentes canções, mas o disco ‘For Unlawful Carnal Knowledge’ também é recheado de clássicos e é um dos pontos altos da carreira da banda. O ponto mais baixo, quando Gary Cherone assumiu (ooopsss...) os vocais, não está representado nesta coletânea (ainda bem...). Além de alguns dos grandes sucessos com Lee Roth e Hagar, este disco também traz as músicas ‘Humans Being’ (com Hagar), da trilha sonora do filme ‘Twister’, e mais duas inéditas, gravadas especialmente para essa coletânea, com Lee Roth nos vocais (‘Can't Get This Stuff No More’ e ‘Me Wise Magic’). Eu ia escrever que Eddie Van Halen foi responsável por algumas (r)evoluções guitarrísticas, mas isso todo mundo já sabe. A grande contribuição de Alex Van Halen para a Música foi mostrar como uma bateria de quatro bumbos pode ser decorativa num palco... hehehe
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sábado, 17 de janeiro de 2009

Som Praieiro

O verão taí e nada melhor que uma boa música praieira pra curtir a estação, então trago aqui a discografia da banda australiana The Beautiful Girls.
Eu conheci o som da banda através de uma amiga surfista, em 2004, quando estávamos justamente indo para a praia e ela pôs o disco ‘Learn Yourself’ no CD player do carro. O som me agradou logo de cara com sua mistura de folk, rock, pop e reggae, cheia de groove e com ótimas levadas de violão; lembrou muito o som do Ben Harper e também do Jack Johnson; aliás, acho que entre um e outro, The Beautiful Girls fica bem no meio do caminho.
Os discos da banda são fáceis de encontrar espalhados pela rede, mas informações mais detalhadas são muito mais difíceis. Pelo que pude apurar, o grupo foi formado em meados de 2001 e gira em torno de seu principal compositor, Mat McHugh (vocais, guitarra, baixo, teclados e percussão); vários baixistas e bateristas já passaram pela banda, que já foi trio e quarteto, quando o brasileiro Felipe Kmecik (gaita, melodica e teclados) participou nas gravações e turnê do disco ‘We’re Already Gone’.Aliás, ‘We’re Already Gone’ é o disco em que a banda começou a expandir seus limites: uma maior aproximação com o reggae e o dub é evidente, mas também com o rock; alguns instrumentos como naipes de metais e teclados foram mais utilizados pela banda, com a participação de músicos convidados; também, mais guitarras se fazem presentes, mais do que os violões, o que ajuda a demonstrar uma outra faceta mais ‘rocker’, com algumas músicas tendo uma atmosfera mais pesada. Este é o disco deles que eu mais gosto; talvez seja mesmo o melhor.
O álbum seguinte, ‘Ziggurats’, segue a linha do anterior, porém com mais elementos de toda a carreira, equilibrando tudo com um toque pop coeso e maduro, sem deixar de lado a qualidade e as ótimas composições e interpretações de McHugh. Até agora esse foi o último disco que lançaram. Estou disponibilizando aqui os três discos de estúdio (‘Learn Yourself’, ‘We’re Already Gone’, ‘Ziggurats’), uma coletânea (‘Water’), três EPs e uma demo; todos eles foram catados na internet nos últimos anos; só ficou faltando o EP ‘Black Bird’, de 2003. Quem tiver esse EP e quiser fazer uma contribuição ao post, por favor, faça as honras...Para facilitar o download, dividi a discografia em três partes; agora é com vocês. Divirtam-se e comentem!

Parte 1

(106,1mb) – Sharebee

Mat McHugh’s Demos (2001)
4 faixas, 192k
+
Morning Sun EP (2002)
8 faixas, 320k
+
Goodtimes EP (2002)
5 faixas, 128 a 320k


Parte 2
(109,92mb) – Sharebee

Learn Yourself (2004)
10 faixas, 160k
+
Weight Of The World EP (2005)
4 faixas, 192k
+
We’re Already Gone (2005)
11 faixas, 128 a 192k


Parte 3
(110,98mb) – Sharebee

Water (2006)
1 faixas, 192k
+
Ziggurats (2007)
10 faixas, 192k

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Piano Brasileiro Berkleeano




Paisagens Brasileiras (2000)








Ventos Do Norte (2003)





Cláudio Dauelsberg é pianista, tecladista e compositor; seus trabalhos transitam entre o jazz moderno, típico dos que estudaram em Berklee, e a Música Brasileira, com todas as suas vertentes, seja o choro, o maracatu ou a tradicional MPB. Estou postando aqui os dois discos que tenho desse excelente músico e compositor.
Paisagens Brasileiras’, de 2000, traz gravações de apresentações de Dauelsberg no célebre Montreux Jazz Festival, no ano de 1999, acompanhado da afiadíssima banda composta por Alexandre Carvalho (guitarra), Ney Conceição (baixo) e Robertinho Silva (bateria e percussão), contando ainda com a participação de Renato Borghetti (gaita de ponto) na faixa ‘Ventos Do Sul’.Ventos Do Norte’ foi gravado em parte na capital norueguesa, Oslo, com músicos locais, e, também, na Sala Cecília Meirelles (Rio de Janeiro). As gravações na Noruega contaram com Terje Gewelt (baixo), Kenneth Ekornes (bateria), Petter Wettre (saxofone) e Célio de Carvalho (percussão). No Rio, a Sala Cecília Meirelles foi utilizada para a gravação do chamado piano preparado, que consiste na utilização de todos os elementos que compõem o piano, da tampa às cordas, fazendo-o soar como instrumentos de percussão, baixo, harpa e outros efeitos.Aos quatro anos de idade Cláudio Dauelsberg começou a estudar piano e nunca mais parou, tendo, inclusive, se formado na Berklee School Of Music; na década de 80 formou com Délia Fischer o Duo Fênix, cujo disco de 1988 é considerado um dos melhores daquela safra de ótimos discos de música instrumental brasileira; entre vários trabalhos (composições de trilhas, wokshops, aulas, apresentações, etc), ele continua lançando ótimos discos e nos brindando com seu extremo bom gosto para composições, improvisos e arranjos; vale a pena entrar em seu site oficial e conferir o tanto que ele tem feito pela música brasileira de qualidade, aquela que é mais conhecida fora do nosso país...
Divirtam-se!

Obs.: Quem quiser ter os CDs originais de Cláudio Dauelsberg aproveite o endereço do site aí em cima, porque lá podemos achá-los por preços muito bons (entre R$15,00 e R$25,00 + frete).

Paisagens Brasileiras
12 faixas, VBR 224/320, 104,78mb - Sharebee

Ventos Do Norte
10 faixas, VBR 224/320, 101,94mb - Sharebee

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

A 2ª Parte


É isso aí, galera: aí vai a segunda parte das 365 músicas para 2009.
É claro que ficaram faltando várias bandas e artistas; cá entre nós, eu ainda não entendi como pude deixar de fora Frank Zappa e Rolling Stones, por exemplo...
Então, por conta disso, vou lhes fazer uma proposta:
deixem nos comentários algumas sugestões para eu fazer mais uma coletânea que depois postarei aqui.
Agora é com vocês...

Links
2ª Parte (10,94kb) – Sharebee

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

365 Músicas Para 2009

É isso aí, galera: ano novo; vida nova... Daí o visual novo e, também, esse post especial.
Na verdade, a idéia inicial era preparar algo em torno de 700mb para fazer um CD de mp3 com algumas das ‘preferidas da casa’ e comemorar o primeiro ano dessa birosca; mas as coisas começaram a sair do meu controle por causa de um inesperado aumento de trabalho; então pensei que era melhor extrapolar logo de uma vez e fazer um megapost comemorando o primeiro ano do blog, Natal e a chegada de 2009. O que nos leva a este post em especial.
365 músicas para 2009. Deu um trabalho imenso, ainda mais porque meu tempo livre anda bem curto. Os critérios para a escolha das músicas foram poucos, primeiro a música tinha que me agradar, ou seja, ser boa (pelo menos pra mim...); segundo, eu não queria repetir bandas (e só fiz isso no caso do Marillion, já que com o Fish é uma e com o Hogarth é outra...); terceiro, mesmo que a banda tenha músicas melhores do que a que escolhi, valeu a que ouvi primeiro.
Também decidi não colocar músicas muito ‘radicais’ ou muito experimentais. Alguns ‘medalhões’ acabaram ficando de fora, em compensação entraram outras bandas meio que desconhecidas ou obscuras; também deixei de fora alguns ritmos mais ‘roots’, como blues, jazz, funk, soul, reggae, etc, e outras coisas como música eletrônica, ou pop e trip-hop, por exemplo. As músicas podem não ser as mais significativas nem as mais representativas de cada banda, ou as que são realmente preferidas, mas todas são boas, cada uma ao seu modo.Espero que vocês gostem e, se acharem que é muito trabalho baixar tanta coisa, lembrem-se que foi muito mais trabalhoso ainda upar isso tudo... Na verdade, ainda está sendo trabalhoso, pois ainda não consegui upar todas as partes, então, assim que eu aprontar tudo, atualizarei a postagem.
Um feliz 2009 pra todos nós, com muita paz, saúde, suce$$o, harmonia e melodia.
Valeu!

Obs.: No link abaixo tem a lista referente a 179 músicas, divididas em 13 partes, já que cada link tem entre 130 e 150mb - divirtam-se!

Links
1ª Parte (10,29kb) - Sharebee

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Piano Folk Rural




Autumn (1980)









Forest (1994)





O pianista americano George Winston foi um dos primeiros contratados da gravadora Windham Hill. ‘Autumn’ foi seu primeiro disco pela gravadora, em 1980, e permanece até hoje como um dos mais vendidos.
A maioria de seus álbuns segue um tipo de conceito, dentro de um estilo que ele mesmo chama de rural folk piano, que tem como base as estações e certas épocas do ano. Winston é um dos ‘pilares’ da chamada New Age e permanece até hoje como um dos instrumentistas e compositores mais influentes do estilo.Os dois discos que estou postando aqui me foram presenteados por uma amiga. Na verdade, foi meio que um pagamento de resgate, porque eu tinha emprestado a ela o LP do ‘Autumn’ em meados dos anos 80, mas ela gostou tanto do disco que nunca quis me devolvê-lo... rsrsrsrs Uns dez anos depois ela resolveu quitar a dívida e como bônus ainda me trouxe o ‘Forest’ (este último é um pouco diferente do usual do pianista, já que traz também composições de outros autores).
Apreciem sem moderação.

Site Oficial
Wikipedia

Autumn
7 faixas, VBR 224/320, 92,53mb – Sharebee

Forest
16 faixas, VBR 224/320, 91mb – Sharebee

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A Exceção Da Regra

Essa banda é aquela que confirma que toda regra tem uma exceção: em plena virada da década de 70 pra de 80, quando todas as maiores bandas de rock progressivo encontravam-se em processo de decadência, surgiu Anyone's Daughter, com um discaço de estréia, 'Adonis'.Era o ano de 1979 e Harald Bareth (vocais e baixo), Uwe Karpa (guitarras), Matthias Ulmer (teclados e vocais) e Kono Konopik (bateria) já vinham ralando desde '72, fazendo shows em pequenos lugares ou abrindo para bandas maiores. Aos poucos foram amadurecendo seu processo de composição e arranjos, tentando encontrar o seu próprio som, trazendo em sua bagagem influências das principais bandas progressivas, sejam elas alemãs, como Eloy ou Grobschnitt, inglesas, como Camel ou Yes, como também de outras nacionalidades, como Focus, Kayak, PFM ou Atoll. Mesmo tendo lançado seus principais discos no início da década de 80, eles conseguiram se livrar do rótulo 'neo-progressivo', não só por estarem na ativa por mais tempo, mas também por que sua proposta musical não ser compatível com o que se convencionou relacionar a este subgênero.

As contradições envolvendo a banda não param por aí. Em seu segundo disco, auto-intitulado, eles trazem músicas com arranjos um pouco mais simples, com um levíssimo apelo pop, mas sem deixar de lado o lado mais complexo inerente ao gênero. Nessa época já tinham alcançado sucesso e fama pela Europa, inclusive tendo excursionado com Alexis Korner, que virou grande fã da banda. Eles poderiam, mas não se acomodaram e surpreenderam tanto o público quanto a crítica quando lançaram 'Piktors Verwandlungen'*, um disco conceitual, baseado na obra homônima de Hermann Hesse, onde não há sequer uma música cantada (somente declamações do conto), nem pausas entre as faixas; além de ser um disco gravado ao vivo, sem overdubs. Qual artista, em sã consciência, no auge de seu sucesso, dá uma guinada desse tipo em sua carreira? Isso vai contra todas as teorias malucas de gravadoras, críticos e afins; porém todas essas teorias não levam em conta o quanto de credibilidade um artista consegue somente por trazer ao mundo uma idéia original bem executada.No disco seguinte as contradições continuaram... Em vez de seguir a linha mais experimental do disco anterior, 'In Blau' é bem parecido com o disco de 1980, com músicas em formato similar, com a já consagrada marca da banda; mas dessa vez todas as músicas são cantadas na língua germânica, numa atitude de quase desdém pela indústria e pelo mercado mundial – assim, mais uma vez, eles demonstram sua forte personalidade e a qualidade de sempre nas composições e arranjos. O disco ainda traz a primeira mudança na formação da banda, já que o baterista Kono Konopik os deixou por motivos pessoais e foi substituído por Peter Schmidt.O Anyone's Daughter continuou em ótima forma e em 1983 lançaram 'Neue Sterne', o disco deles com maior apelo pop, talvez finalmente cedendo às pressões da gravadora; porém com canções de surpreendente qualidade e novamente com todas as letras em alemão. Logo no ano seguinte lançaram seu primeiro disco ao vivo, batizado simplesmente como 'Live', gravado durante a turnê de 'Neue Sterne'. Nesta turnê uma série de motivos levou a banda a se separar: problemas familiares, pressões da gravadora, desgaste de relacionamento entre os próprios músicos e com a equipe, entre outras questões particulares, o que ocasionou o fim da banda, bem ao seu estilo: contraditoriamente, no auge do sucesso.Depois da separação, Uwe Karpa e Matthias Ulmer convocaram Michale Braun (vocais e teclados), Andi Kemmer (baixo) e Goetz Steeger (bateria e vocais) para tentar dar prosseguimento à banda, mas o projeto naufragou antes mesmo de sair do porto e o pouco que produziram nesse período foram as cinco primeiras músicas do disco 'Last Tracks', de 1986, que ainda traz um biscoito finíssimo: 4 músicas de uma demo de 1977 que, apesar da baixa qualidade de áudio, mostra todo o potencial do que a banda viria ser no futuro, com ótimas composições.O tempo passou e graças ao interesse de outras gerações a música progressiva teve um tipo de revival na virada do século. Várias bandas voltaram às atividades e, então, depois de 14 anos, Karpa e Ulmer aproveitaram a oportunidade para reviver os velhos tempos; logo reformularam a banda, porém com uma proposta bastante diversa do passado. Em 2001 lançaram 'Danger World' com André Carswell (vocais), Raoul Walton (baixo) e Peter Kumpf (bateria), fazendo um som que mescla fusion, prog e hard rock, e se apresentaram por vários países, tocando tanto o novo material quanto alguns de seus antigos sucessos. Aproveitando a volta, foram lançados também, em 2001 e 2003, dois discos com antigos registros ao vivo. Em 2004 lançaram 'Wrong', que, como o anterior, nem de longe parece o Anyone's Daughter dos velhos tempos, porém como a contradição é praticamente uma marca registrada da banda, se esquecermos o nome da banda e ouvirmos o disco sem preconceitos, sem idéias pré-concebidas e sem esperar pelo prog que os eternizou, até que o disco também é muito bom, muito acima da média dos auto-clichês que várias bandas de prog se tornaram. Finalmente, em 2006 lançaram um disco ao vivo que registra um momento especial da banda, com a formação de trio, com Ulme, Karpa e Carswell, que foi chamado simplesmente ‘Trio Tour’.Não sei bem se eles continuam na ativa, mas espero que sim, como também espero que eles continuem a nos surpreender – quem sabe no ano que vem eles lancem um disco com o rock progressivo mais puro, com a participação de todos os outros músicos que já deram suas contribuições à banda, quem sabe?... rsrsDe toda a discografia da banda não tenho ‘Danger World’, os dois ao vivo lançados em 2001 e 2003 e, também, o do trio. Os discos de 1980 e 1983 eu peguei em algum blog há já bastante tempo, então não me lembro de onde exatamente para poder creditar; ‘Last Tracks’ eu baixei do Museo Rosenbach (e aqui vão meus agradecimentos ao museólogo Rock Progressivo & equipe), mas subi um novo link depois de deixar os arquivos no meu padrão de sempre; os outros quatro discos foram ripados de meus próprios CDs, dos quais também digitalizei os encartes completos. Quem tiver links pros que faltam, por favor, deixe a timidez de lado e faça as honras, serei só agradecimentos a essas boas almas... rsrsrsrsrsPara finalizar, uma pequena nota pessoal... Para continuar o quesito 'contradições', eu, que não sou muito fã de discos ao vivo, como todos já devem saber, tenho entre os meus preferidos do gênero dois do AD: 'Piktors Verwandlungen', não só por ser também um disco de inéditas, mas pela altíssima qualidade do material, e 'Live', onde eles mostram que em seus shows a improvisação também tem vez e que sabiam aliar momentos de leveza a momentos de puro vigor.
Os links estão aí abaixo, divirtam-se e comentem!

ProgArchives
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Links (3,19kb) – Sharebee

Atualização:

Requested Document Live 1980-1983 (2001)
Parte 1: CD1 - 10 faixas, 192k, 104,7mb – Sharebee
Parte 2: CD2 - 10 faixas, 192k, 92,66mb – Sharebee

Danger World (2001)
11 faixas, 160k, 56,12mb
Link direto para a postagem no Museo Rosenbach

*Piktors Verwandlungen’ é um conto de Hermann Hesse, ilustrado pelo próprio que, além de escritor, também se dedicava à pintura de aquarelas.