domingo, 29 de março de 2009

Zappeando No Domingão (1)

A partir de hoje estaremos apresentando uma nova série que resolvemos intitular como ‘Zappeando No Domingão’, em que postaremos a discografia de ninguém menos que Frank Zappa; afinal domingo é aquele dia de marasmo total (para alguns...), em que só passam coisas excelentes na TV, a praia está maravilhosamente lotada, o vizinho preparando aquele churrascão e ouvindo seu pagodinho no último volume, além de tantas outras coisas tanto ou mais agradáveis (e nem vou entrar na questão do futebol... rsrsrs).
Eu disse ‘estaremos’, mas, na verdade, 99% do trabalho foi, é e será do sócio honorário dessa birosca, meu amigo, Diego Progshine, que veio com a idéia, está upando tudo e ainda se encarregou de escrever sobre o maluco. Sem mais delongas...

Escrever sobre Frank Zappa ou Frank Vincent Zappa, como o então recém-nascido foi batizado em 21 de dezembro de 1940, na cidade de Baltimore, Maryland - EUA, é um trabalho hercúleo, e por vezes impensável de se fazer, ainda mais em poucas linhas. Mas, farei o possível para sintetizar quase 30 anos de carreira desse 'senhor' que nos deixou um legado com uma quantidade de álbuns impensáveis (a não ser que você esteja pensando em Rick Wakeman... risos), mais de 60 foram editados em vida, e já chegam a 90 com os lançamentos póstumos.

Zappa era um músico, um compositor, não apenas um 'cantor e guitarrista'. Tinha uma personalidade forte e sátira por natureza. Foi um dos pioneiros do mundo do rock, ainda em 1966 seu primeiro álbum ‘Freak Out!’ era lançado, na época junto com a banda Mothers Of Invention.
Como guitarrista nem sempre é lembrado e várias vezes subestimado; na verdade o próprio Zappa nunca se considerou um instrumentista virtuoso, assumindo-se acima de tudo como compositor. O que fez com que gravasse, por diversas vezes, discos voltados à música clássica e/ou instrumental.
Em 1964, em Los Angeles, fundou seu grupo, Frank Zappa And The Mothers, que, na ocasião do lançamento de seu primeiro álbum acabou mudando o nome para Frank Zappa And The Mothers Of Invention, pouco tempo depois Zappa assumiria de vez somente seu nome.
Ele era extremamente rigoroso quanto à execução técnica das músicas que compunha e quanto ao uso de drogas, que não admitia durante os ensaios e shows do grupo, já que ele mesmo não consumia nenhum tipo de droga, por essa razão mudava constantemente a formação do grupo que o acompanhava. Em minha opinião, ele tinha o mesmo pensamento que eu, a droga além de atrapalhar o músico, não é de valia nenhuma para 'novos pensamentos', os mesmo podem ser conseguidos com a cabeça limpa, ainda mais se tratando da mente ímpar de Frank Zappa. Em seus shows estava sempre experimentando, usando comédias surrealistas e sátiras anárquicas, com luzes e efeitos especiais; além disso, entre os músicos que ele lançou estão nomes como Jean-Luc Ponty, Steve Vai, Ike Turner e Bob Martin.
Zappa, que sempre foi um contestador e ativista em campanhas e movimentos, chegou a candidatar-se a presidência dos EUA, fato esse que obviamente não se concretizou, mas bem que eu ia gostar de ver algum spot de televisão dessa época!
Se por um lado a sua personalidade complexa e a sua música muitas vezes controversa e difícil fazem com que seja atacado por muitos, é considerado por outros um dos maiores gênios musicais de todos os tempos e amado por uma legião fiel de fãs.

Zappa se casou em 1967 com Adelaide Gail Sloatman, com quem permaneceu casado até sua morte por câncer de próstata em 4 de dezembro de 1993. Tiveram quatro filhos, todos com nomes no mínimo, 'inusitados': Moon Unit, Dweezil, Ahmet Emuukha Rodan e Diva Thin Muffin Pigeen. Atualmente Gail comanda o legado de Zappa sob o nome de Zappa Family Trust, comando esse que muitos condenam, dizendo que ela coloca no mercado dezenas e dezenas de lançamentos póstumos somente pra 'encher os bolsos de dinheiro' e que Zappa, se estivesse vivo, não teria aprovado mais da metade dos lançamentos póstumos.

Uma curiosidade, todos os filhos de Zappa estão no meio artístico de alguma maneira:
- Moon Unit Zappa é atriz e escritora.
- Dweezil Zappa é músico e guitarrista, como o pai, tendo gravado cerca de 10 álbuns desde os anos 80.
- Ahmet Emuukha Rodan Zappa é músico, ator e autor.
- Diva Thin Muffin Zappa é atriz e designer.

Controverso, arredio, gênio, no fim nada disso importa, o mais importante é a música. Nesse caso, aproveitem: esta será uma série com 10 discos do Zappa por semana, até completar a discografia do cara. Inicialmente estou postando em um novo servidor, o Sharex (notem como é bem impressionante a taxa de download desse servidor e sem nenhum tempo de espera), porém (sempre há poréns...), se algum cabeça dura amante do Rapidshare vier a reclamar... paciência (risos e mais risos).

Informações:
Site Oficial
Wikipedia
Progshine
Links (4,64kb) – Sharebee

24 comentários:

Celso Loos disse...

Não sou louco de dizer que tenho tudo desse cara, porque acho que nem na estante da casa dele havia uma coleção completa (rs).

Cheguei pensar em colocar a discografia dele, também em pílulas, mas meu oncologista disse: "Tu tá maluco? Eu falei para ti que você tem 1 ano de vida, não 10!"

:)))

Boa sorte pra ti e pro Diego.

Progshine disse...

Aeeeeeeeeeeeeeeee!!!

E tenho dito rsrs

Lawrence David disse...

Aí é bricadeira mermão! O Zappa é o maior de todos os músicos do século passado. Em seu som, suas composições, seus arranjos, sua guitarra ... a música atingiu seu grau maior e expandiu seus limites. A maioria das pessoas (infelizmente) ainda não o entende bem. Talvez daqui a cem ou duzentos anos, rsrsrsrsr. Brincadeira. Todos os seus albuns são obrigatórios. Aqui vão os meus prediletos: os 4 primeiros, Zoot Allures, Tinseltown Rebelion, Roxy and Elsewhere, Sheik yerbouty, Shut Up And Play Your Guitar e a antológica coleção You Can´t Do That On Stage Anymore, 5 duplos ao vivo misturando diferentes fases e temas. Tem uma boa coleção de bootlegs no Studo z e no Boogie Woody, também são blogs. Isto era tudo o que faltava, Maddy. Espero que conversemos mais saobre o Frank que sempre, junto com os Beatles, será o meu maior ídolo musical. S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L! Parabéns!

Marcello 'Maddy Lee' L. disse...

Faaaaaaaaaaaala Loooooooooos!
O oncologista do Zappa tinha dito pra ele: 'Meu filho, lance vários discos porque você só tem um ano de vida'. Aí deu no que deu e o maluco durou muito mais tempo do que o previsto; o mesmo que vai acontecer contigo... rsrsrsrsrsrsrs

Diegão, meu véi, você tem dito e eu tenho escutado... rsrsrsrs

Graaaaaaaaande Lourenço!
Entre os meus preferidos estão: Freak Out!, One Size Fits All, Apostrophe, Over-Nite Sensation e Zoot Allures, mas gosto de quase todos os outros, com exceção dos que ele escreveu pra orquestra e aqueles só com solos de guitarra.
O maluco com certeza é mais do que importante e faz uma falta danada nesse status quo marasmento do rock atual; pena que o Dweezil preferiu tentar ser um clone do Joe Satriani misturado com o Elijah Wood... rsrsrsrs

Grande abraço pra todos.
Valeu!
ML

Sr do Vale disse...

Outro dia eu ví que no meio de tanta raridades do mundo progressivo, faltava alguns famosos e lembrei do Zappa, então pensei, porque não baixar a discografia, alías deve ter uns oito discos (pensei eu na minha ignorância). E então saí internet a fora, procurando um lugar que falasse sobre sua discografia, e foi aí que quase caí de costas, putaquepariu, foi a primeira coisa que veio na minha cabeça depois de ver as fotos daquela montoeira de capas.
Apesar de haver um dificuldade natural quanto a receptividade na primeira audição, de vários sons, há também aqueles bem aceitáveis, inclusive estou montando uma coletânia imensa de sons intitulado FESTA, e não é que o Zappa entrou como uma luva, mas acho que ainda tem espaço pra mais algumas.
Diego, não me venha com essa de que o cara não usava nenhum tipo de 'artifício', se isso é realmente verdade, então no mínimo deve ter tomado uma lata de detefom quando era criança.

Um grande abraço aos dois.

E dalhe ZAPPA.

Big clash disse...

Boa pedida para os domingos e todos os dias da semana...rsrsrs...
Zappa tinha formação erudita...estudou regência na Alemanha, quando voltou para a América no início da década de 1960 sua cabeça devia estar fervilhando em meio a tantas possibilidades sonoras que naquele momento se manifestavam.Daí por diante o cara produziu coisas piradíssimas, tipo Lump Gravy...
Vou acompanhar as postagens e garimpar aqules que despertarem minha curiosidade, já que os manjados pelos aficcionados, como nós, eu já tenho...rsrsrs...
Valeu Maddy...Abração.

Lawrence David disse...

Ô Maddy Lee, O Guitar é chato mesmo, mas o shut up ... Olha the Deathless Horsie, é de chorar o que ele faz no mixolídio! Ouve melhor porque é duca. Me esqueci de falar dos de Synclavier. Pelo menos o Jazz From Hell que tem Nightschool e G-Spot Tornado. É muito legal ver a Ensemble Modern tocando essas peças feitas no eletrônico. E que tal a apresentação da Orquestra no Wazoo? É de chorar ouvir ele apresentando toda aquela galera irada. Com certeza o Overnight e o Apostrophe estão entre os melhores, Abraços.

Lawrence David disse...

Ah, o Dweezil é um mala!

Edson d'Aquino disse...

Concordo com todos quanto á genialidade de Zappa e já tenho os oficiais de estúdio e todos da série 'You can't Do...', além de uns alive pingados. Mas tem uns trabalhos como os citados pelo Maddy que não dá pra zappear.
[]ões a todos

Marcello 'Maddy Lee' L. disse...

Graaaaaaaaaaaaaande Mr Valleyman!
Cara, fiquei curioso com essa coletânea 'Festa', que tem até Zappa! Já estou até imaginando o tipo de festa que vai ser... rsrsrs
Pois é, meu amigo, o cara lançou trocentos mil discos, e é claro que no meio desses tem muita coisa que até ele deveria não gostar.
Rolei de rir com essa história do detefom - KKKKKKKKKKKKK Acho que ele deve ter sido uma espécie de Obelix e caiu num caldeirão de LSD quando moleque. rsrsrsrs

Faaaaaaaaaala, Big Brother Clash!
Acho que não terá nada de diferente da discografia oficial, mas pelo menos esta será completa, ou seja, é uma boa oportunidade de se baixar os que você ainda não tem (e que te interessarem, obviamente).
Ele veio da Alemanha e quase fez um krautrock, o Edson é que vai gostar disso... KKKKKKKKKKKK

Caríssimo LD,
o fraseado modal harmônico frigiano mixolídio em escala menor com nona diminuta dodecafônica cromática é o que menos me interessa na música, se é que você me entende... O que conta é a coisa 'bater' bem e me instigar. Mas eu sigo à risca o conselho do Zappa, calo a minha boca e vou tocar guitarra. rsrsrsrsrs
Gosto do Pat Metheny tocando Synclavier.

Faaaaaaaaaaaaaaala, El Caco!
Me diz uma coisa: sapos verdes torcem pelo Fluminense? hehehe
Eu acho válido o músico querer explorar a música ao máximo, mesmo que o resultado seja ruim, é louvável o esforço. Dentro de uma discografia tão extensa é lógico que encontraremos um monte de coisas desinteressantes ou irrelevantes, mas antes um disco ruim do Zappa do que o melhor da Banda K-Y (apesar de toda a genialiade de Mestre Chimbinha!), por exemplo... rsrsrsrsrsrsrs Mas os muitos discos bons do cara já devem nos bastar, não é mesmo?

Abraços pra todos.
Valeu!
ML

Márcia Brasil disse...

Ideia genial e trabalhosa, vou baixar alguns dos que não tenho, alguns! beijo

Lawrence David disse...

Com certeza o Metheny tocando a sintetizada é duca! Are You going with me ou Song for Bilbao, uuuuh ... são de arrepiar! Eu usei a expressão "mixolídio" não por critério técnico (nem tô com essa bola toda, rsrsrsr) mas porque é exatamente esse estilo de tocar, usando esse modo, que diferencia o Zappa dos outros. Ele usa muito ligado, de uma forma que "bate" no ouvido como se fosse alguém "filosofando muito rápido"! É a mente musical do gênio exorbitando criatividade e senso de improvisação que sempre o colocaram entre os mais criativos do rock. Valeu, Maddy!

Marcello 'Maddy Lee' L. disse...

Faaaaaaaaaala, Márcia Marcinha!
É isso aí, só alguns... Alguns 6789877899... rsrsrsrsrsrsrsrs

Graaaaaaaaande LD!
Continuando no Pat Metheny, lembro de um show dele em que tocou 'Are You Going With Me?' em que pude ver que partes, que eu jurava serem feitas na guitarra, eram executadas pelo Lyle Mays nos teclados (ligado ao Synclavier), o mesmo acontecendo com partes que eu pensava ser teclado e era na guitarra - mucho loco! rsrsrs
Véi, você filosofa rápido demais pra minha pequena inteligência acompanhar... rsrsrsrsrsrs

Beijo pra menina Brasil-il-il-il e um abraço pro cara de nome gringo.
Valeu!
ML

Esquadrão SS disse...

Bom demais!! Deixo passar só as psicodelias nonsense. heheh Abraços

Lawrence David disse...

Eu filosofo na tua onda, ô Lôco. São teus interessantes comentários, postagens, textos, opiniões sobre a existência que me incentivam a opinar aqui. É uma conversa muito estimulante entre pessoas que amam ouvir música. Eu saio pouco de casa, não me encontro mais pra falar de música a não ser na WEB. E com gente muito boa, que manja muito, deu pra ver. Ouvir música dá pra ficar dias e dias ...
Se eu não me fiz entender é porque talvez não tenha me explicado bem.
O estilo do Zappa é inconfundível, dá pra diferenciar dos outros pelo jeito que os fraseados musicais tomam. Todos percebem isto, e é daí que parte a filosofia, a partir do que se ouve. O mixolidio nada mais é do que um termo técnico que foi bolado a partir do julgamento de uma mente ocidental em cima de algo criado por um outro povo.Portanto, a tua sentença de 'bateu no ouvido'é, e ainda mais partido de quem partiu, mais perfeita e acabada que a minha pseudo-filosófica. Ela é fruto de um sentimento que brota no coração do ouvinte partindo da audição.
Abraços.

Marcello 'Maddy Lee' L. disse...

Graaaaaaaaaaaande Rodolfo!
As psicodelias nonsense são divertidas, mas é aquele negócio: a piada perde a graça quando é repetida.
Ainda bem que o cara também fez um monte de outras coisas, né mermo, me'irmão? rsrsrs
Abandou o blog?

Faaaaaaala, LD!
Cara, eu entendi tudim, tudim. Pode ficar tranks. Dou aula de música pra molecada daqui onde moro e conheço essas coisas todas; o modo mixolídio é um amálgama de todos os outros modos gregos, etc, mas todo esse negócio de técnica é chaaaaato que dói e, no fim, não vale de nada se a música não vier do sentimento de quem faz e conseguir despertar os sentimentos de quem ouve.
Conversar sobre música é sempre bom, ainda mais com quem gosta e entende e, principalmente, com pessoas que têm gosto parecido, mas acho que você tá precisando sair um pouco mais de casa, meu camarada... rsrsrsrsrsrs

Abraços pros dois malucos.
Valeu!
ML

Lawrence David disse...

Tens razão, preciso sair mais. Valeu, Mad ...

Rochacrimson disse...

Excelente,Zappa é Zappa!
Venha daí mais show!!!
Obrigadao!

Marcello 'Maddy Lee' L. disse...

Faaaaaaaaaaala, Lourenço!
Ah, não tá aí... Saiu... rsrsrsrsrs

Graaaaaaaaande Rocha!
Agora com perfil e tudo o mais!
Dessa vez vou discordar de você: Dweezil, Ahmet e Riccardo não são tão Zappa assim... rsrsrsrsrsrs

Valeu, galera, grande abraço.
ML

Lawrence David disse...

Bah, Maddy Lee, tem tantos blogs legais ... O Delírium, o Pãntano, O Seres, O Gravetos ... hoje é uma data trágica para todos da comunidade blog, O Lágrima foi removido ... ou é primeiro de Abril?

Lawrence David disse...

Eu farejei uma sacanagem aí, um 1º de abril ...

Marcello 'Maddy Lee' L. disse...

Faaaaaaaala, Lourenço!
Parece que houve um desentendimento do Blogger em relação ao Lágrima, algo relacionado a spams, mas acho que isso provavelmente será sanado logo.
Valeu!
ML

Ana disse...

Olá! que coincidência! a penúltima edição do Art Rcok foi com essa figura genial!
http://artrock.wordpress.com/2009/03/24/frank-zappa/

beijos e um ótimo fim de semana!

Marcello 'Maddy Lee' L. disse...

Oi, Ana! Beleza?
Eu tinha visto a coincidência e queria até deixar um comentário sobre isso lá no Art Rock, mas essa semana o bicho pegou por aqui e mal tive tempo de responder os comentários.
De qualquer forma, valeu pela sincronicidade.
Beijaço e um ótimo fimde p'cê também.
Valeu!
ML