
De acordo com nosso querido amigo
Edson d’Aquino, presidente da birosca conhecida como
Gravetos & Berlotas,
Furio Chirico é “o melhor baterista desconhecido de todos os tempos”. Bem, meus caros, se o cara é assim tão desconhecido eu não sei, mas, se dependesse de mim, ele ganharia a fama e a notoriedade a quem tem direito – afinal, estou postando aqui, pela terceira vez, a discografia dessa excelente banda italiana, que mistura jazz, progressivo e rock com uma qualidade que pouquíssimas conseguiram atingir:
Arti & Mestieri.
Furio Chirico, natural de
Torino, Itália, iniciou-se como baterista profissional na excelente banda
The Trip (cuja discografia eu postei aqui há pouco tempo), com quem gravou os discos ‘
Atlantide’ e ‘
Time Of Change’, até que a mesma terminasse. Ao ficar ‘desempregado’,
Furio montou sua própria banda, batizada como
Arti & Mestieri, onde pôde explorar sua paixão pelo jazz e outros variados ritmos, junto com os amigos
Gigi Venegoni (guitarras e sintetizadores),
Beppe Crovella (teclados),
Giovanni Vigliar (violino, vocal e percussão),
Arturo Vitale (saxofones, clarinete e vibrafone) e
Marco Gallesi (baixo). Essa foi, na verdade, a primeira de muitas encarnações da
A&M, já que ao longo dos anos o grupo tornou-se mais um coletivo do que uma banda especificamente, tendo até alguns desdobramentos como a também excelente
Venegoni & Co.

Dentre a discografia, dois discos têm enorme destaque, são justamente os dois primeiros: ‘
Tilt - Immagini Per Un Orecchio’, de 1974, e ‘
Giro Di Valzer Per Domani’, de 1975; duas obras-primas que deram notoriedade e respeito e, também, influenciaram muitos artistas do mundo inteiro com sua incrível fusão de rock progressivo com jazz, rock e todo o tipo de boa música. Todos os discos têm muitas improvisações, espaço para todos os músicos brilharem e uma espontaneidade incrível, já que a maior parte das músicas foi gravada num só take, praticamente ao vivo no estúdio, ou em apresentações.

Seria injusto destacar um músico ou outro, já que o nível de todos os envolvidos é altíssimo, mas
Beppe Crovella e
Gigi Venegoni, por terem contribuído com mais freqüência que a maioria dos envolvidos, deixaram suas marcas e ajudaram a criar e amadurecer o som muito próprio da
A&M. Ao que me consta, a banda continua na ativa, mesmo sem lançar um disco de inéditas desde 2005 vem fazendo apresentações em festivais e em vários lugares do mundo – tanto que, em 2009, foi lançado em CD o registro de uma apresentação no
Japão (‘
First Live In Japan’). Só nos resta, agora, esperar para que lancem mais novidades e/ou que se apresentem em alguma boa casa de shows perto de nós...

Como eu escrevi lá em cima, essa é a terceira vez que posto essa discografia. A primeira vez foi no
Delirium Dust e foi a causa de mais uma daquelas malditas notificações da DMCA. A segunda foi aqui mesmo n’
O Pântano Elétrico, aproveitando os links que eu tinha subido para disponibilizar lá no
DD. Agora, fiz uma trabalho um pouco melhor re-upando tudo, inclusive com outras versões com bitrate mais alto e alguns encartes que encontrei por aí. Só ficaram de fora o disco ‘
First Live In Japan’ e o EP ‘
Il Grande Belzoni’ (ambos de 2009), que não consegui achar em lugar nenhum – e fica aqui o pedido para que, se alguém os tiver, que possa nos fazer as honras.

Pra finalizar, como sempre: divirtam-se! E lembrem-se que comentários são muitíssimo bem vindos!
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