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sábado, 14 de março de 2009

Psicodelia Proto-Prog




Pärson Sound (1968)





Pärson Sound seria mais uma daquelas famosas bandas que só lançaram um disco e desapareceram se eles não tivessem continuado a insistir na carreira. Essa banda sueca era composta por Bo Anders Persson (guitarra e vocais), Jakob Sjöholm (guitarra e vocais), Thomas Tidholm (saxophone e vocais), Urban Yman (violino), Arne Ericsson (voloncelo e piano), Torbjörn Abelli (baixo) e Thomas Mera Gartz (bateria e vocais).

Na verdade, esse disco foi mesmo o único que lançaram sob o nome Pärson Sound; depois, com a saída de Sjöholm, se tornaram a International Harvester; mas não conseguiram fazer um disco tão instigante e interessante quanto esse.

A segunda metade da década de 60 foi tomada de assalto pelos hippies, defendendo a liberdade, a paz e o amor - quem não sabe que as drogas foram um misto de causa e conseqüência desse movimento? A Arte, em todas as suas expressões, mostrava isso logo de cara: uma intensa viagem de LSD com cores fortes, mantras rítmicos, a beleza do Caos, a vontade e a liberdade de criação e experimentação, aquele sentimento de levar o que somos às últimas conseqüências e romper todas as barreiras, a coragem de se querer o desconhecido e explorá-lo ao máximo. A expansão da mente, o fim dos preconceitos, a igualdade e a vida em comum são algumas das (boas) ideologias e atitudes que os hippies viveram e legaram ao mundo. 'Make love, not war' - não poderiam estar mais certos...

Esse disco é um retrato de sua época: psicodélico, mântrico, estranho, cheio de cores e sombras, uma profusão de improvisos hipnóticos em músicas intermináveis, cheias de camadas e surpresas. Não espere por um som fácil, assoviável, melódico, assim ‘de fácil digestão’; está mais para uma experiência lisérgica do que para uma tarde escutando sua rádio FM preferida.

Os embriões do que viria a ser o rock progressivo estão aqui, meio que escondidos, na verdade; as sementes do que seriam bandas como Amon Düül, Faust, Neu! e até mesmo Kraftwerk e Tangerine Dream ou Genesis, Pink Floyd e Yes foram plantadas nessa época, o Pärson Sound foi só um dos que as semearam, mas com uma maestria ímpar.

Quem me passou esse disco foi o José Renato, caro amigo e colaborador do blog Seres da Noite, que disse que o estilo da banda tinha mais a ver com O Pântano Elétrico – ele não poderia estar mais correto! rsrs Um brinde a ele por mais essa colaboração – valeu, ZéNato, valeu!!

Pärson Sound (1968)
11 faixas, 192k
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