Eu sei que nem é muito difícil de se achar os discos do Camel entre tantos ótimos blogs, porém como eu tenho uma boa quantidade de CDs originais, ripei-os no meu costu
meiro padrão VBR 224/320kb e incluí os encartes completos. Decerto que não tenho todos os discos, então todos os outros que estou disponibilizando aqui são aqueles com o rip de melhor qualidade que encontrei em outros blogs como, por exemplo, o Sakalli, tendo incluído as capas e o que consegui achar dos encartes. Além de tudo, posso estar enganado, mas acho que nunca encontrei todos esses juntos num mesmo blog; só para ter uma idéia melhor, são, ao todo, 29 discos – 14 de estúdio, 10 ‘ao vivo’, 4 bootlegs e uma coletânea.
Ward (bateria e percussões) formavam o The Brew, que fazia um som que misturava blues, jazz e rock; eles costumavam se apresentar ao vivo e, a partir dessas apresentações, o som da banda foi evoluindo e ganhando características muito próprias, mas ainda estava faltando algo; o que logo ficou evidente para eles era que com a adição de teclados a banda ficaria do jeito que eles mais gostariam. Em 1971 eles conheceram o tecladista Peter Bardens – que já tinha uma boa carreira (tocou com Rod Stewart, Van Morrison, Mick Fleetwood, entre outros) e dois discos próprios lançados (‘The Answer’ e ‘Write My Name In The Dust’). 
Eles logo tiveram a oportunidade de fazer um show juntos, tocando basicamente o material de Bardens. Nesse show, o entrosamento do que era o Brew somado à experiência e musicalidade de Bardens resultou numa química perfeita; logo depois disso nasceu o Camel.
O primeiro disco, auto-intitulado, veio em 1973 e, a partir daí, com esta formação ‘clássica’, veio uma seqüência de obras-primas do rock progressivo (‘Camel’, ‘Mirage’, ‘The Snow Goose’ e ‘Moonmadness’); todos são daquele tipo ‘essenciais em qualquer coleção’ e nem digo só de rock progressivo.
Doug Ferguson deixou a banda em 1977 e a partir de então muitas mudanças se sucederam, não só quanto aos músicos, mas também quanto à direção musical, numa tentativa de expandir horizontes, integrando influências jazzísticas (no disco ‘Rain Dances’)
e pop/rock (principalmente do ‘Breathless’ até ‘Stationary Traveller’), com resultados variados. No meu modo de ver, ‘Breathless’, por exemplo, é um disco fraco, com muitas músicas tendendo a um lado mais comercial, mas tem umas das melhores músicas da banda (‘Echoes’); talvez houvesse alguma pressão da gravadora para que eles ‘fabricassem’ algum hit, pois a partir de ‘Rain Dances’ todos os discos têm mesmo uma música ou outra com essa direção, inclusive o mais progressivo de toda essa leva, o conceitual ‘Nude’ (e que talvez seja o disco musicalmente mais variado do Camel).
Pouco a pouco os membros originais foram deixando a banda nas mãos de Andrew Latimer, tanto que ‘The Single Factor’, de 1982, é praticamente um disco solo de Latimer, com vários
músicos contratados, tendo a participação de alguns músicps que já vinham tocando com ele e, também, contando com a colaboração de Peter Bardens e Anthony Phillips em algumas faixas. ‘Stationary Traveller’, de 1984, traz uma mistura mais homogênea entre faixas mais comerciais e instrumentais, dentre essas últimas a que dá nome ao disco (excelente) e ‘Pressure Points’ (também excelente), que acabou batizando a turnê desse disco, que, por muito tempo, foi a última do Camel, já que em 1985 Latimer ‘declarou’ um recesso para a banda, que só voltaria em 1991 com o disco ‘Dust And Dreams’, um disco conceitual, inspirado no livro ‘As Vinhas da Ira’, de John Steinbeck.
‘A Nod And A Wink’, de 2002, é, até agora, o último disco lançado pelo Camel e foi dedicado a Peter Bardens, que faleceu devido a um câncer pulmonar em janeiro daquele ano. A turnê desse último disco foi anunciada como uma despedida dos palcos, mesmo que Latimer tenha continuado a trabalhar, privativamente, em versões acústicas para algumas canções do
Camel e, também, a partir de 2003, em um novo projeto com Doug Ferguson e Andy Ward. Infelizmente os projetos foram abortados ou adiados em 2006, devido a sérios problemas de saúde de Latimer, mas, mesmo assim, em 2007, Susan Hoover (sua esposa e letrista do Camel há vários anos) declarou que um novo álbum de inéditas era pretendido, assim como uma subseqüente mini-turnê. Agora só nos resta fazer pensamento positivo para que o simpático Andrew Latimer retome sua boa saúde e nos brinde com mais um excelente álbum – que, se seguir a linha evolutiva desde ‘Dust And Dreams’ (e se realmente contar com a presença de Doug Ferguson e Andy Ward) tem tudo para ser mais um clássico na discografia dessa maravilhosa banda que é um dos maiores pilares do rock progressivo mundial.
Links (6,21kb) – Sharebee






