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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Arti & Mestieri

De acordo com nosso querido amigo Edson d’Aquino, presidente da birosca conhecida como Gravetos & Berlotas, Furio Chirico é “o melhor baterista desconhecido de todos os tempos”. Bem, meus caros, se o cara é assim tão desconhecido eu não sei, mas, se dependesse de mim, ele ganharia a fama e a notoriedade a quem tem direito – afinal, estou postando aqui, pela terceira vez, a discografia dessa excelente banda italiana, que mistura jazz, progressivo e rock com uma qualidade que pouquíssimas conseguiram atingir: Arti & Mestieri.
Furio Chirico, natural de Torino, Itália, iniciou-se como baterista profissional na excelente banda The Trip (cuja discografia eu postei aqui há pouco tempo), com quem gravou os discos ‘Atlantide’ e ‘Time Of Change’, até que a mesma terminasse. Ao ficar ‘desempregado’, Furio montou sua própria banda, batizada como Arti & Mestieri, onde pôde explorar sua paixão pelo jazz e outros variados ritmos, junto com os amigos Gigi Venegoni (guitarras e sintetizadores), Beppe Crovella (teclados), Giovanni Vigliar (violino, vocal e percussão), Arturo Vitale (saxofones, clarinete e vibrafone) e Marco Gallesi (baixo). Essa foi, na verdade, a primeira de muitas encarnações da A&M, já que ao longo dos anos o grupo tornou-se mais um coletivo do que uma banda especificamente, tendo até alguns desdobramentos como a também excelente Venegoni & Co.
Dentre a discografia, dois discos têm enorme destaque, são justamente os dois primeiros: ‘Tilt - Immagini Per Un Orecchio’, de 1974, e ‘Giro Di Valzer Per Domani’, de 1975; duas obras-primas que deram notoriedade e respeito e, também, influenciaram muitos artistas do mundo inteiro com sua incrível fusão de rock progressivo com jazz, rock e todo o tipo de boa música. Todos os discos têm muitas improvisações, espaço para todos os músicos brilharem e uma espontaneidade incrível, já que a maior parte das músicas foi gravada num só take, praticamente ao vivo no estúdio, ou em apresentações.
Seria injusto destacar um músico ou outro, já que o nível de todos os envolvidos é altíssimo, mas Beppe Crovella e Gigi Venegoni, por terem contribuído com mais freqüência que a maioria dos envolvidos, deixaram suas marcas e ajudaram a criar e amadurecer o som muito próprio da A&M. Ao que me consta, a banda continua na ativa, mesmo sem lançar um disco de inéditas desde 2005 vem fazendo apresentações em festivais e em vários lugares do mundo – tanto que, em 2009, foi lançado em CD o registro de uma apresentação no Japão (‘First Live In Japan’). Só nos resta, agora, esperar para que lancem mais novidades e/ou que se apresentem em alguma boa casa de shows perto de nós...
Como eu escrevi lá em cima, essa é a terceira vez que posto essa discografia. A primeira vez foi no Delirium Dust e foi a causa de mais uma daquelas malditas notificações da DMCA. A segunda foi aqui mesmo n’O Pântano Elétrico, aproveitando os links que eu tinha subido para disponibilizar lá no DD. Agora, fiz uma trabalho um pouco melhor re-upando tudo, inclusive com outras versões com bitrate mais alto e alguns encartes que encontrei por aí. Só ficaram de fora o disco ‘First Live In Japan’ e o EP ‘Il Grande Belzoni’ (ambos de 2009), que não consegui achar em lugar nenhum – e fica aqui o pedido para que, se alguém os tiver, que possa nos fazer as honras.

Pra finalizar, como sempre: divirtam-se! E lembrem-se que comentários são muitíssimo bem vindos!

Site Oficial
MySpace 1
MySpace 2
Prog Archives
Site de Furio Chirico


NOVOS LINKS!! (re-up em 23/07/12) – Mirror Creator 

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O Bom Homem Do Violino




Jerry Goodman - It's Alive (1988)





Enquanto a maioria das pessoas associa Jean-Luc Ponty ao violino (ou vice-versa) tocado no rock ou no jazz-rock, para mim Jerry Goodman é O CARA do violino.
Principalmente, porque foi ele que ouvi tocando antes de todos os outros, através do álbum ‘Birds Of Fire', clássico do Mahavishnu Orchestra, que me foi apresentado pelo meu irmão, quando eu ainda era um moleque de 11 ou 12 anos. Só então eu fiquei sabendo que dava pra se tocar rock (e qualquer uma de suas inúmeras vertentes) com o violino. Foi só depois, também, que vim a conhecer os trabalhos de Jean-Luc Ponty, Kansas, PFM e Dixie Dregs, todos recheados de solos desse instrumento. Hoje em dia ele é um dos meus dois violinistas preferidos, junto com Mauro Pagani.
Jerry Goodman começou sua carreira no The Flock (antes era roadie da banda!) e logo se transformou num requisitado músico de estúdio, até conhecer John McLaughlin, nas gravações de ‘My Goal’s Beyond’, e se tornarem amigos. Essa amizade resultou na reunião de forças com os outros excelentes músicos (Jan Hammer, Billy Cobham e Rick Laird) que formaram a Mahavishnu Orchestra.

Desde então, com a fama consolidada, Jerry Goodman vem se dedicando a tocar em colaboração com vários músicos e grupos e, também, a compor trilhas sonoras de filmes. Ele já tocou em discos e ao vivo com Dixie Dregs, Shadowfax, Toots Thielemans, Styx, Jordan Rudess e Derek Sherinian, só pra citar alguns.Sua carreira como artista solo durou em torno de quatro anos e rendeu três discos: ‘On The Future Of Aviation’ (1985), ‘Ariel’ (1986) e ‘It’s Alive’ (1987), sendo que este último é o que estou disponibilizando aqui. No álbum, Goodman se cerca de excelentes músicos para mostrar algumas de suas principais composições e o tema da série de TV Perry Mason. Os músicos aqui presentes são: Kraig McCreary (guitarra), Fred Simon (teclados), Jeffery Vanston (teclados), Bob Lizik (baixo) e Jim Hines (bateria). O álbum traz um fusion caprichado, cheio de solos de violino, guitarra e teclados; não é uma daquelas obras geniais, nem nada disso, afinal não é essa a proposta, mas é um disco onde podemos perceber que os músicos estão se divertindo, o que passa um clima espontâneo e descontraído.Eu nunca vi esse disco disponível para download, então aproveitem, porque foi ripado nos costumeiros VBR 224/320 e incluí o encarte completo.

It’s Alive
10 faixas, VBR 224/320
Parte 1 (65,30mb) – Sharebee
Parte 2 (59,09mb) – Sharebee

terça-feira, 18 de março de 2008

Japoneses JazzProgFusionÀLaCanterbury



A Story Of Mysterious Forest (1980)






Hat And Field (1986)







Ride On A Camel (1991)








Marine Menagerie (1991)






Mysterious Triangle (1993)






Em se tratando de música, é muito difícil encontrarmos alguma coisa realmente original vinda do Japão, mas é inegável que, volta e meia, eles concebem trabalhos de altíssima qualidade. No caso do Ain Soph, lançaram um clássico absoluto e um que, se não for, chega perto: ‘A Story Of Mysterious Forest’ e ‘Hat And Field’. Além desses dois, lançaram mais quatro discos que mesmo não sendo tão sensacionais, são também bons trabalhos. Desses quatro só não consegui para disponibilizar aqui o ‘5 Or 9 / Five Evolve From Nine’, de 1992.
A proposta musical do Ain Soph é uma excelente mistura de jazz/rock fusion e rock progressivo, principalmente da ‘vertente’ chamada Canterbury Scene, que também funde jazz ao prog. Nenhuma novidade, OK, mas eles fazem de uma maneira muito própria, bastante autêntica, criativa e evidente qualidade técnica. Muitos se referem à banda como ‘Return To Forever meets Camel’, mas é uma maneira muito simplista de ver as coisas, além de equivocada.
A banda foi formada no final dos anos 70 por Yozox Yamamoto (guitarras), Masey Hattori (teclados), Masahiro Torigaki (baixo) e Hiroshi Natori (bateria e percussões), mas ao longo do tempo passaram por pequenas mudanças: Taiqui Tomiie alternou na bateria com Natori, em épocas diferentes, e Kikuo Fujikawa entrou no lugar de Hattori já no segundo disco e não saiu mais.
O disco ‘Ride On A Camel’ é uma mistura de demos do início da carreira, raridades, regravações e versões ao vivo; ‘Mysterious Triangle’ segue mais ou menos a mesma linha, sendo composto por músicas tocadas em ensaios e passagens de som, com uma gravação não lá muito boa.
Aproveitem, deliciem-se e comentem!!

A Story Of Mysterious Forest
6 faixas, bitrate 192, 58,63mb
Sharebee

Hat And Field
8 faixas, bitrate 192, 58,69mb
Sharebee

Ride On A Camel
6 faixas, bitrate 128, 68,58mb
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Marine Menagerie
7 faixas, bitrate 192, 77,62mb
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Mysterious Triangle
8 faixas, bitrate 128, 69,04mb
Sharebee ou ShareOnAll

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Italianos Jazzy




Beia Come Aba (1979)





Beia Come Aba é uma banda de jazz/rock fusion, porém muito mais voltada ao jazz do que ao rock, com algumas pitadas de prog. Esse é um disco meio raro, encontrei pouquíssimas informações sobre ele; a banda era composta por Antonio Lombardi (guitarra), Sergio De Francesco (teclados), Giuseppe Massaglia (baixo) e Antonio D'Ambrosio (bateria e percussão), que vieram de Turim (Itália) e só lançaram esse disco.

5 faixas, bitrate 256, 58,14mb
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sábado, 5 de janeiro de 2008

Nem Original Nem Cópia




Aviolinee Utopia (1997)





A menos que nos surpreendam com mais um disco após mais de dez anos do lançamento deste, Aviolinee Utopia também faz parte da turma de bandas italianas que só lançaram um disco. A diferença aqui é que essa não é uma banda especificamente de prog, porque eles utilizam elementos de rock progressivo assim como do jazz/fusion e de vertentes do rock propriamente dito. Também não é uma banda propriamente ‘original’, já que podemos ver a influência de bandas como Area e Deus Ex Machina por exemplo, mas o trabalho tem consistência suficiente para reconhecermos nele autenticidade. Com vocais (na falta de adjetivo melhor) passionais, um ótimo trabalho de guitarra, saxofone e violino, arranjos sem excessos e composições acima da média, esse é um excelente disco, bom de se escutar em qualquer ocasião.

9 faixas, VBR 160/256, 70,57mb
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